Jornalistas da Alba Movimientos visitam a Venezuela para combater desinformação contra o país

Um grupo de 15 jornalistas e comunicadores da Alba Movimentos viajou a Caracas, na Venezuela, para apurar informações sobre o país e construir narrativas alternativas à cobertura da mídia tradicional.

“Somos no total 15 jornalistas, comunicadores populares também de nossas organizações que fazem parte do Alba Movimientos“, diz Florencia Abregu, integrante da secretaria continental da organização.

“Chegamos a Caracas com o objetivo de falar com nossos companheiros e nossas companheiras, de ter mais informações para poder construir uma narrativa contra-hegemônica frente à mensagem que já se instalou na mídia hegemônica, que tem a ver com este discurso sobre a traição, e também contar como vivem e como estão as venezuelanas e os venezuelanos depois de um ataque que, lamentavelmente, pudemos comprovar com nossos olhos. Então estamos em alerta e viemos para contar essas histórias”, afirma Abregu ao Brasil de Fato.

Clarice Rangel, militante da Marcha Mundial das Mulheres, está à frente de um projeto de comunicação no Brasil. Para ela, a missão do grupo é mostrar ao mundo o que observou na Venezuela.

“A gente vê uma vida normal, um povo que segue vivendo, lutando, se organizando e resistindo. Está com muita dor, porque afinal os líderes foram capturados. Mas o povo continua fazendo a revolução, trabalhando muito nas comunas“, diz a militante feminista. Em sua avaliação, os povos latino-americanos são vítimas de desinformação intencional por parte da mídia internacional.

Os jornalistas também conversaram com a presidente da Telesur, Patricia Villegas Marín, sobre a expansão da rede de informações sobre a Venezuela.

Entre visitas e conversas, os jornalistas da Alba produziram conteúdos e planejam construir uma agenda comum capaz de ampliar o alcance das narrativas sobre a Venezuela. É o que explica Nicolás Hernández, comunicador argentino do projeto Grito del Sur.

Para Hernández, a experiência reforça a ideia de que a luta coletiva é mais poderosa do que a individual. “Há uma frase na Argentina, que vem da CGT (Confederação Geral do Trabalho), que diz que ninguém se salva sozinho. No coletivo está o potencial, a ideia de que o difícil se torne fácil e o impossível se torne possível”, diz.

“Estamos contentes de encontrar o povo em luta, em resistência, no chavismo mais vivo do que nunca e desejosos de colaborar no que for possível”, conclui.


Crédito: Link de origem

- Advertisement -

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.