Instituto Kindala busca médicos voluntários para ação social em Angola

O Instituto Kindala está com vagas abertas para médicos que estejam interessados em participar de uma ação comunitária em Angola, no continente africano. A iniciativa será realizada entre 20 de setembro e 2 de outubro. 


A proposta é levar os especialistas para oferecer os cuidados básicos e estímulos para a melhor qualidade de vida dos angolanos das regiões de Lubango e Cunene. 


De acordo com o Instituto, a ideia é enfrentar desafios relacionados ao acesso à saúde, saneamento e assistência básica em locais de vulnerabilidade. A meta é atender aproximadamente 1.500 pessoas durante os dez dias de mutirão, conforme conta a pediatra e uma das funcionárias do Kindala, Mariana Sochaczewski.


“Vamos contar com o suporte de agentes de saúde, mapeando as principais necessidades clínicas. A ideia é atender a demanda espontânea, a partir do público que chegar em busca de orientação”, pontuou.


“Nosso objetivo é levar bons profissionais de áreas como pediatria, pneumologia, ginecologia, radiologista para ultrassom e clínicos gerais para áreas periféricas das localidades, onde muitas vezes não há médicos disponíveis. São locais onde o sistema de saúde é muito precário e a oferta de consultas e tratamentos é praticamente inexistente. Acreditamos que a medicina deve ir às pessoas, principalmente quando estamos considerando áreas mais afastadas e isso envolve custos para as pessoas de baixa renda. Queremos plantar e estimular essa semente da medicina humanizada para que mais pessoas possam vestir essa camisa da solidariedade”, completou.




A gestora de projetos sociais do Instituto, Raquel Ribeiro, comentou que essas ações conseguem ser realizadas graças às doações feitas pela sociedade civil.


“Em muitos dos territórios onde atuamos, crianças seguem sem acesso ao básico. Mulheres enfrentam condições de saúde evitáveis. E comunidades inteiras continuam sem acompanhamento médico contínuo. Não é sobre falta de vontade. É sobre falta de acesso. E hoje, o quanto conseguimos chegar está diretamente ligado aos recursos que temos”, salientou.

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