Veja dez frases do novo líder da Igreja Católica
Nos primeiros dias de pontificado, ele pregou união aos fiéis, pediu pela paz e reafirmou sua formação agostiniana. Crédito: Vatican News
A Igreja Católica pediu perdão neste sábado a uma comunidade indígena do norte do Peru pela apropriação de terras realizada pela extinta congregação religiosa Sodalício de Vida Cristã.
A ordem foi dissolvida em abril do ano passado por determinação do então papa Francisco, após reconhecer que integrantes de sua cúpula cometeram abusos sexuais contra 19 menores e 10 adultos entre 1975 e 2002.

Igreja Católica pede perdão a indígenas no Peru por apropriação de terras ligada ao Sodalício Foto: Vatican Media/Dicastério de Comunicação
Durante a cerimônia, representantes do Vaticano e da Igreja peruana se ajoelharam diante das vítimas da etnia tallán em um templo da localidade de Catacaos, na região de Piura, no norte do país.
“Hoje estamos aqui para pedir perdão em nome da Igreja. Deveríamos ter chegado há 20 anos e sentimos isso de verdade”, afirmou durante o ato o comissário apostólico Jordi Bertomeu, representante do Vaticano, citado pelo jornal La República.
Um dia antes, a Conferência Episcopal Peruana informou, em nota, que as “ações criminosas” do Sodalício contra os tallanes incluíam principalmente “apropriação territorial”, “violência” e “criminalização”.
“Recorda-se o uso de manobras irregulares para tomar posse de terras comunitárias, o assassinato do líder Guadalupe Zapata Sosa em 8 de dezembro de 2011, além da perseguição, ameaças e falsas denúncias contra aqueles que decidiram defender sua terra”, acrescentou a entidade.
Membros leigos do Sodalício participaram de atividades empresariais milionárias, principalmente no setor imobiliário. Os territórios em disputa em Catacaos tinham uma extensão de quase 10 mil hectares, segundo o Instituto de Defesa Legal.
O fundador do Sodalício, Luis Fernando Figari, vive na Itália e não voltou ao Peru desde o início, em 2015, das investigações contra ele por supostos abusos sexuais. A Justiça peruana desistiu de continuar apurando o caso em 2024.
Em maio, o Vaticano abriu um “canal de escuta” para definir indenizações às vítimas do Sodalício com os bens confiscados da congregação./AFP
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