IA é oportunidade para o Sul global e deve impulsionar o desenvolvimento, diz embaixadora da UE | Brasil
A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, afirmou nesta terça-feira (16) que o desenvolvimento tecnológico e a inteligência artificial devem ser vistas como oportunidade para o Sul global. Schuegraf reforçou, no entanto, que o avanço deve respeitar a privacidade, os direitos humanos e a democracia.
“A inteligência artificial é uma tecnologia transversal que enfatiza oportunidades e preocupações”, disse a embaixadora ao fazer a abertura da Conferência do Forte, promovida pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e a Fundação Konrad Adenauer no Brasil.
“A tecnologia tem impacto na dignidade, na produtividade, no mercado de trabalho e no funcionamento da democracia. A tecnologia tem se tornado cada vez mais central na política externa e na segurança. Devemos avançar para uma abordagem de inteligência artificial centrada no ser humano”, disse a diplomata.
Na visão de Schuegraf, a transformação tecnológica deve fortalecer a coesão social, e não fragmentar.
“A inteligência artificial deve contribuir para a melhoria da educação, saúde e serviços públicos, respeitando a privacidade, os direitos humanos e a democracia.”
A embaixadora destaca que, nos últimos anos, a inteligência artificial tem aprofundado a divisão entre países que desenvolvem a tecnologia e os que apenas utilizam.
“Neste ambiente, se torna mais difícil distinguir fato e desinformação, o que leva ao crescimento da vulnerabilidade. Há uma necessidade de que os países utilizem melhor a inteligência artificial.”
Segundo a diplomata, a União Europeia tem adaptado a abordagem sobre inteligência artificial, mudando normas, promovendo inovação e protegendo direitos fundamentais e valores democráticos.
Na sexta-feira (12), o Brasil e a União Europeia assinaram uma parceria digital, em busca de impulsionar o desenvolvimento tecnológico e a transformação digital entre os países.
Para Schuegraf, o acordo contribui para a cooperação multilateral e a governança.
“Iniciativas como essa refletem a ideia de que a cooperação com confiança e respeito é a melhor resposta para desafios compartilhados.”
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