Hotel vira Embaixada americana improvisada na Venezuela; veja detalhes revelados pelo ‘NYT’

O hotel Marriott, localizado em Caracas, foi transformado numa sede informal da Embaixada dos Estados Unidos na Venezuela. Os detalhes do dia a dia dos diplomatas americanos no país — que tem passado por um período de mudanças e incertezas devido à captura do ditador Nicolás Maduro pelos EUA em janeiro — foram divulgados pelo jornal The New York Times nesta quarta-feira, 7.

O Marriott é um dos últimos hotéis venezuelanos onde os hóspedes podem acumular pontos em um programa de fidelidade com sede nos EUA. Não é o mais exclusivo do país, perdendo para o luxuoso Cayena (com diárias que custam o dobro), nem o melhor localizado, posto ocupado pelo Renaissance. O Marriott, no entanto, virou epicentro dos negócios dos Estados Unidos. Por lá, podem ser vistos magnatas do petróleo do Texas, financistas de Nova York e, claro, turistas.

O motivo para o círculo empresarial estar situado no Marriott tem ligação direta com a decisão do governo de Donald Trump de lá alocar a sede improvisada da Embaixada na Venezuela em várias suítes. Os diplomatas americanos, muitos deles recém-chegados, fizeram do último andar sua residência temporária. Entre eles está o principal enviado de Trump, John Barrett, de acordo com o NYT.

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A estadia se dá enquanto a Embaixada dos EUA, a cerca de três quilômetros de distância, passa por reformas. O local estava desocupado desde 2019, quando Caracas rompeu relações diplomáticas com Washington. Sem ter um prédio oficial para a missão diplomática, os representantes americanos tiveram de se contentar com espaços confinados em um hotel que, muitas das vezes, reflete sinais de um país desgastado pelos anos de sanções e de regime chavista: elevadores lentos e chaves que não funcionam por falta de bateria.

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Do lado de fora, SUVs Nissan Patrol branca, enviadas por via aérea para uso da embaixada, está à disposição. No entanto, os enviados estão proibidos de andar livremente pela Venezuela, com sinal verde para explorar, no máximo, quarteirões próximos ao Marriott. O The New York Times salientou que isso “significa, na prática, que estão tentando decifrar um país com aproximadamente o dobro do tamanho da Califórnia sem poderem circular amplamente em sua capital”.

 

 

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