Guiné Equatorial. Papa: as riquezas naturais sejam “uma bênção para todos” – Semanário da Diocese do Porto
“Penso nos mais pobres, nas famílias em dificuldades; penso nos presos, muitas vezes obrigados a viver em condições higiénicas e sanitárias preocupantes”, declarou Leão XIV.
Quarta-feira, 22 de abril, Missa na Basílica da Imaculada Conceição em Mongomo presidida pelo Papa Leão XIV. Na sua homilia, o Santo Padre começou por dar graças a Deus “pelos 170 anos de evangelização” nas terras da Guiné Equatorial.
“Trata-se de uma ocasião propícia para fazer memória de todo o bem que o Senhor realizou e, ao mesmo tempo, desejo expressar a minha gratidão a tantos missionários, missionárias, sacerdotes diocesanos, catequistas e fiéis leigos que gastaram a sua vida ao serviço do Evangelho”, disse o Papa Leão XIV com um apelo à missão:
“Nesta perspetiva, sois chamados a continuar hoje o caminho traçado pelos missionários, pelos pastores e pelos leigos que vos precederam. A todos e a cada um é exigido um empenho pessoal que envolva totalmente a vida, para que a fé, celebrada de forma tão festiva nas vossas comunidades e liturgias, alimente as vossas atividades caritativas e a responsabilidade em relação ao próximo, com vista à promoção do bem de todos”, disse o Santo Padre.
Leão XIV exortou os guineenses a um futuro de esperança, tal como indica o lema da sua visita: “Cristo, luz da Guiné Equatorial rumo a um futuro de esperança”. “Um futuro habitado pela esperança, capaz de gerar uma nova justiça, capaz de dar frutos de paz e fraternidade”.
“O futuro da Guiné passa pelas vossas escolhas; está confiado ao vosso sentido de responsabilidade e ao empenho partilhado em proteger a vida e a dignidade de cada pessoa”, disse o Papa.
“Trata-se de participar, com a luz e a força do Evangelho, no desenvolvimento integral desta terra, na sua renovação, na sua transformação. Porque são tantas as riquezas naturais com que o Criador vos dotou, exorto-vos a colaborar para que elas possam ser uma bênção para todos. Que o Senhor vos ajude a tornar-vos cada vez mais uma sociedade em que cada um, de acordo com as suas diversas responsabilidades, trabalha ao serviço do bem comum e não de interesses particulares, superando as desigualdades entre privilegiados e desfavorecidos. Que cresçam espaços de liberdade e que a dignidade da pessoa humana seja sempre salvaguardada: penso nos mais pobres, nas famílias em dificuldades; penso nos presos, muitas vezes obrigados a viver em condições higiénicas e sanitárias preocupantes”, declarou o Santo Padre.
Leão XIV concluiu com um forte apelo à assembleia: “não tenhais medo de anunciar e testemunhar o Evangelho! Sede vós os construtores de um futuro de esperança, de paz e de reconciliação”, disse o Papa no final da sua homilia.
RS
Crédito: Link de origem


