Guiné-Bissau: Oposição interna do PAIGC adiou congresso extraordinário

Volta a estar ao rubro o cenário político guineense com movimentações nos principais partidos e blocos. No PRS fala-se em movimentos no sentido de reunificar o partido dividido em duas alas e no Madem G-15 há uma nova decisão do tribunal sobre quem lidera o partido. No PAIGC, deveria começar, este sábado, um congresso extraordinário de um grupo de militantes que contesta a liderança de Domingos Simões Pereira, mas o congresso já não vai acontecer.

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No PAIGC, partido histórico da Guiné-Bissau, era para ter início, este sábado, um congresso extraordinário de um grupo de militantes que contestam a liderança de Domingos Simões Pereira. O congresso já não terá lugar. O chamado “grupo de reflexão”, composto por dirigentes do PAIGC que integram o Governo de transição, diz que adiou o congresso em cumprimento da ordem de proibição de aglomerações de pessoas decretada pelo Alto Comando Militar, protagonista do golpe de Estado de 26 de Novembro passado. O grupo pede agora aos militares que levantem essas restrições para que se possa avançar para o congresso em que promete instituir uma nova liderança no PAIGC. Vozes do partido dizem, no entanto, que o congresso foi adiado por falta de apoio de militantes da base do partido. Outras vozes dizem que o grupo decidiu privilegiar o diálogo com a direcção do PAIGC.

No partido Madem G-15, as águas voltam a ficar agitadas com uma nova decisão do Tribunal Regional de Bissau que, na prática, considera sem efeito o congresso extraordinário que elegeu a veterana Satu Camará como líder do partido, em Agosto de 2024. Esta segunda força política guineense tem andado dividida em duas alas que se digladiam nos tribunais desde 2024. De acordo com o portal Capital News, a ala de Satu Camará tem agora 20 dias para contestar a decisão do Tribunal Regional de Bissau.

No Partido da Renovação Social, PRS, do falecido ex-presidente guineense, Kumba Ialá, fala-se que estariam a decorrer negociações entre as duas alas do partido: uma liderada por Fernando Dias da Costa e outra encabeçada por Félix Nandunge. As negociações seriam no sentido de reagrupar as bases deste que é o terceiro partido no último parlamento eleito, também dividido desde 2023.

Assim vai o cenário político guineense, neste período de transição em que se fala na realização de novas eleições legislativas e presidenciais em Dezembro.

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