Após show em Cabo Verde, grupo formado por sete mulheres estampa reportagem sobre o futuro da música
Nesta quarta-feira (29), a Sambaiana, samba feito por mulheres em Salvador, foi destaque em uma reportagem do jornal britânico The Guardian. O coletivo não apenas apareceu no texto, como as fotos da apresentação do grupo em Cabo Verde foram escolhidas para estampar a capa da publicação, que discutiu o avanço da Inteligência Artificial (IA) no mercado fonográfico. >
A entrevista aconteceu durante o Atlantic Music Expo, um dos maiores encontros da música africana, onde as baianas se apresentaram no início de abril. Para as integrantes, estar em Cabo Verde foi como um reencontro com as próprias raízes. “A energia, as pessoas e até a arquitetura são muito semelhantes à Bahia”, contou a vocalista Ju Moraes. Mas o ponto alto da conversa foi a defesa da essência artística. Rayra Mayara, que comanda o cavaquinho, foi categórica ao dizer que, embora a tecnologia ajude, o “calor” de sete mulheres tocando juntas é algo que algoritmo nenhum consegue copiar.>
A projeção no The Guardian é o reflexo de uma trajetória que vem ganhando o mundo em ritmo acelerado. Antes de desembarcar em Cabo Verde, a Sambaiana já tinha deixado sua marca em Paris, no luxuoso Théâtre du Châtelet, e em Lisboa. No Brasil, o sucesso já é realidade, o audiovisual Sambaiana Ao Vivo está batendo a marca de dois milhões de visualizações no YouTube, além de passagens marcantes por palcos gigantes como o Rock in Rio.>
Criada em 2019, a Sambaiana é muito mais do que um grupo musical; é um projeto de amizade e resistência feminina no samba. Formado por Ju Moraes, Grace Profeta, Lalá Evangelista, Marcinha BB, Marília Sodré, Rayra Mayara e Lorena Martins, o grupo nasceu nas ruas de Salvador.>
Crédito: Link de origem