Gabinetes de Apoio à Vítima inaugurados em Portugal em 2025 apoiaram quase mil vítimas • Jornal Renovação

Os dois Gabinetes de Apoio à Vítima (GAV) que abriram no ano passado, no Seixal e no Porto, apoiaram quase mil vítimas de crimes, incluindo violência doméstica, adiantou a Ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice.
Estes gabinetes, explicou Rita Alarcão Júdice, “são essenciais para o combate à violência doméstica”, uma vez que asseguram um acompanhamento e um aconselhamento mais próximo às vítimas.
No total, os dois Gabinetes de Apoio à Vítima (GAV) do Porto e do Seixal fizeram 2.846 atendimentos a 925 vítimas entre fevereiro, mês em que foram inaugurados, e dezembro do ano passado, garantindo apoio gratuito, confidencial e especializado – psicológico, jurídico e social.
“Temos como objetivo ter gabinetes de apoio à vítima em todas as comarcas do País, nas 23. Neste momento, temos 12 [gabinetes] e vamos abrir mais três este ano”, adiantou a responsável pela pasta da Justiça do Governo de Portugal.
Um dos três gabinetes de apoio à vítima foi inaugurado hoje, em Matosinhos, e os restantes deverão abrir ainda este ano em Santarém e nos Açores.
O critério para a abertura destes espaços que estão integrados na Rede Nacional de Apoio à Vítima de Violência Doméstica tem sido o número de queixas apresentadas em cada comarca e, no caso dos Açores, o Governo de Portugal entendeu que “independentemente do número de queixas, era importante abrir um gabinete naquela região”.
Olhando para o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) relativo a 2025, foram registadas 4.365 ocorrências de violência doméstica no Porto, 995 em Santarém e 989 nos Açores.
Em 2025, a violência doméstica em Portugal registou 25 homicídios em contexto familiar (o valor mais alto desde 2022), a maioria mulheres (21). Embora as participações tenham tido uma ligeira descida (-1,9%), 29.644 casos de violência doméstica foram comunicados às forças de segurança (GNR e PSP). Os crimes contra cônjuge continuam elevados (85,5%), no entanto, há a registar o aumento das condenações (+16%) e das prisões preventivas (+11%).


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