Gabão quer experiência angolana no relacionamento com petrolíferas 

O Presidente do gabão, Brice Clotaire Oligui Nguema, em visita de Estado a Luanda, disse que o país quer aprender com Angola no relacionamento com as petrolíferas e no repatriamento de fundos petrolíferos.

Bricei Nguema falava aos jornalistas na Sala dos Tratados do Palácio Presidencial em Luanda, após a rubrica de três acordos bilaterais nas áreas das florestas e ambiente, segurança pública e extradição, no âmbito da visita de Estado de dois dias que iniciou a Angola.

O Presidente gabonês disse que o Gabão quer deixar a dependência petrolífera, seguindo o exemplo de Angola na diversificação da economia, apontando a agricultura e outros sectores, e beber da experiência angolana na gestão do petróleo.

Brice Nguema defendeu um futuro promissor para petróleo gabonês e recordou que, durante a transição, o Gabão recuperou a Assala Energy para aumentar os seus activos, elevando a produção para 78 mil barris por dia.

Salientou, por outro lado, que os fundos gerados pelas sociedades petrolíferas devem voltar às economias onde são exploradas.

“Dissemos às companhias que já que estamos na mesma região, porque é que conseguiram repatriar esses fundos de alguns países e não o fazem noutros? Por isso queremos ter a experiência de Angola para ter esses fundos de volta no nosso território — é a mesma empresa que trabalha em Angola e trabalha no nosso país também. São lutas que devemos levar avante para garantir as gerações vindouras”, afirmou.

Nguema, diz a Lusa, tem travado, nos últimos meses, uma batalha com as companhias internacionais que operam no Gabão em torno dos chamados Fundos REST (fundos de reabilitação de campos petrolíferos) – que as companhias eram obrigadas a constituir, mas mantinham depositados no exterior.

 

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