Exército Brasileiro intensifica vigilância na fronteira do Amapá com a Guiana Francesa, reforça presença no Oiapoque e soberania na Amazônia, de 19 a 23 de maio

Operação Vigia mobiliza a 22ª Brigada de Infantaria de Selva para REFRON na cachoeira de Três Saltos, com navegação fluvial e abertura de área para futuras missões

No extremo norte do país, a presença do Exército Brasileiro avançou por trechos remotos do rio Oiapoque e alcançou a cachoeira de Três Saltos. Em terreno exigente, tropas especializadas ampliaram a vigilância e a coleta de dados estratégicos na fronteira amazônica.

A missão integrou a Operação Vigia e envolveu a 22ª Brigada de Infantaria de Selva, com navegação fluvial, deslocamentos em selva densa e reconhecimento de fronteira, REFRON. Houve também abertura de área para futuras ações e apoio à presença contínua do Estado.

Realizada entre 19 e 23 de maio, a operação reforçou a soberania na divisa entre o Brasil e a Guiana Francesa, em região de difícil acesso e alta complexidade logística, segundo informações divulgadas pelo Exército Brasileiro.

Capacitação de selva e efeitos operacionais

As tropas de Infantaria de Selva atuaram com foco em REFRON, atividade que mapeia rotas de acesso, identifica pontos sensíveis e sustenta vigilância territorial. O emprego de técnicas de selva elevou a precisão da coleta de informações estratégicas.

Em ambiente úmido e de mobilidade restrita, a brigada aprimorou a capacidade de resposta rápida e a continuidade das patrulhas. A abertura de área viabiliza futuras inserções, fortalecendo a presença operacional em eixos críticos do Oiapoque.

Presença do Estado e combate a ilícitos

Além do efeito militar, a operação projeta presença do Estado em zona de baixa densidade populacional. O incremento da vigilância auxilia o combate a ilícitos transnacionais, como garimpo ilegal, tráfico e crimes ambientais na Amazônia.

A instalação da Bandeira Nacional durante a ação teve caráter simbólico e estratégico, sinalizando compromisso permanente com a defesa do território. Em áreas remotas, gestos de soberania têm impacto dissuasório e relevância histórica.

Cooperação interagências e alcance da Operação Vigia

A Operação Vigia, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em cooperação com as Forças Armadas e órgãos de segurança, integra monitoramento, inteligência e presença ostensiva, conforme o MJSP.

A faixa de fronteira do Brasil soma cerca de 17 mil quilômetros, com trechos fluviais e selva de difícil acesso. No norte amazônico, o Oiapoque é eixo natural de circulação e controle, ponto-chave para ações militares e de segurança pública.

Impactos locais e próximos desdobramentos

Para comunidades no entorno do Oiapoque, a ampliação de patrulhas tende a fortalecer a segurança e a fiscalização territorial. A ação melhora a percepção de proteção estatal e inibe a circulação de ilícitos na fronteira.

Com a área preparada para novas inserções, a expectativa é de missões recorrentes e maior mobilidade de tropas. O reforço da 22ª Brigada de Infantaria de Selva sustenta a continuidade da presença na Amazônia e consolida a vigilância na Guiana Francesa.

  • Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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