Eleição na Colômbia mostra força do discurso outsider e antipolítica
Crédito: Produção: Beatriz de Souza/Imagem e som: Felipe Oliveira (Felps)
A eleição de Abelardo de la Espriella, candidato de direita radical que venceu preliminarmente a disputa presidencial na Colômbia neste domingo, 21, e a bem provável vitória de Keiko Fujimori, candidata da direita à presidência do Peru, provocam mudanças no espectro político da América do Sul. Os recentes embates polarizados repetem padrões anteriores da América Latina, mas a conjuntura atual tende a favorecer a direita populista e ampliar a influência de Trump na região. Veja abaixo no mapa:
Permanecem à esquerda:
- Uruguai
- Brasil
- Suriname
- Guiana
- Guiana Francesa
- Venezuela – com forte influência de Trump após captura de Maduro
- Colômbia
- Equador
- Chile
- Argentina
- Paraguai
Peru: ainda sem definição, mas com provável vitória da direita
Recentes eleições presidenciais
A Colômbia é o principal país da região que recebe apoio militar dos Estados Unidos, e historicamente sua política externa tem sido, em geral, de baixo perfil e alinhamento com Washington. A eleição de De la Espriella representa, nesse sentido, um retorno a essa lógica, após o período de tensões diplomáticas com Petro.
De la Espriella é um advogado que ficou conhecido por ter defendido casos controversos envolvendo paramilitares e pessoas da elite econômica. Duplo cidadão americano e colombiano, ele registrou sua candidatura coletando assinaturas de cidadãos, recusando o apoio de partidos políticos e de grandes grupos empresariais, o que contribuiu para seu apelo popular.
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