Tecnologia Archives - Portuguese.HCNTimes.com https://portuguese.hcntimes.com/ct/tecnologia/ Atualizações diárias de notícias portuguesas Tue, 23 Jun 2026 11:00:00 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://portuguese.hcntimes.com/wp-content/uploads/2022/03/cropped-hcntimes_favicon1-32x32.png Tecnologia Archives - Portuguese.HCNTimes.com https://portuguese.hcntimes.com/ct/tecnologia/ 32 32 CP testa tecnologia de satélite para melhorar Wi‑Fi no Alfa Pendular https://portuguese.hcntimes.com/cp-testa-tecnologia-de-satelite-para-melhorar-wi-fi-no-alfa-pendular/ https://portuguese.hcntimes.com/cp-testa-tecnologia-de-satelite-para-melhorar-wi-fi-no-alfa-pendular/#respond Tue, 23 Jun 2026 11:00:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/cp-testa-tecnologia-de-satelite-para-melhorar-wi-fi-no-alfa-pendular/ CP testa tecnologia de satélite para melhorar Wi‑Fi no Alfa Pendular

CP testa tecnologia de satélite para melhorar Wi‑Fi no Alfa Pendular A CP – Comboios de Portugal está a implementar um projeto‑piloto de conectividade via satélite, com tecnologia Starlink, num dos comboios Alfa Pendular, com o objetivo de melhorar a qualidade do serviço de internet a bordo, durante a viagem, sobretudo em zonas do percurso com menor cobertura […]

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CP testa tecnologia de satélite para melhorar Wi‑Fi no Alfa Pendular
CP testa tecnologia de satélite para melhorar Wi‑Fi no Alfa Pendular

A CP – Comboios de Portugal está a implementar um projeto‑piloto de conectividade via satélite, com tecnologia Starlink, num dos comboios Alfa Pendular, com o objetivo de melhorar a qualidade do serviço de internet a bordo, durante a viagem, sobretudo em zonas do percurso com menor cobertura móvel.

Trata‑se de um projeto que permitirá avaliar o desempenho da solução em contexto real de exploração comercial. O objetivo é disponibilizar aos clientes uma ligação à internet mais rápida, mais estável e de baixa latência, proporcionando uma melhor experiência digital a bordo. 

“Este projeto‑piloto representa mais um passo decisivo na modernização dos nossos serviços, reforçando o compromisso da CP em proporcionar aos seus clientes uma experiência de viagem mais confortável, conectada e alinhada com os padrões tecnológicos atuais”, salienta o Presidente do Conselho de Administração, Pedro Moreira.

A solução utiliza antenas de comunicação via satélite em complemento ao atual sistema de comunicações a bordo, suportado pelas redes móveis nacionais. Esta abordagem tem como meta reforçar a ligação à internet em zonas onde a cobertura móvel é mais limitada ou onde o sinal apresenta degradação, contribuindo para maior estabilidade e continuidade nas comunicações ao longo do percurso.

Os primeiros resultados obtidos são positivos. Nos testes iniciais, a tecnologia satélite representou cerca de 19% do tráfego total registado a bordo, tendo assumido um papel particularmente relevante nos troços da linha onde a rede móvel terrestre apresenta menores níveis de desempenho.

Ao longo do período de testes vão ser recolhidos indicadores técnicos e operacionais que permitirão aprofundar a avaliação da estabilidade da solução, do nível de cobertura, do desempenho técnico e da qualidade efetiva do serviço percecionada pelos clientes. Com base nos resultados, será avaliado o potencial de uma futura implementação em maior escala nos serviços da CP.

Este projeto insere‑se na estratégia de modernização da empresa, reforçando a aposta em soluções tecnológicas inovadoras que contribuam para um serviço ferroviário mais fiável, mais conectado e alinhado com as expectativas dos passageiros, permitindo uma melhoria contínua da experiência de viagem. 

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Tecnologia quântica: uma visão estratégica e um roteiro para o Vietnã. https://portuguese.hcntimes.com/tecnologia-quantica-uma-visao-estrategica-e-um-roteiro-para-o-vietna/ https://portuguese.hcntimes.com/tecnologia-quantica-uma-visao-estrategica-e-um-roteiro-para-o-vietna/#respond Tue, 23 Jun 2026 06:54:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/tecnologia-quantica-uma-visao-estrategica-e-um-roteiro-para-o-vietna/ Tecnologia quântica: uma visão estratégica e um roteiro para o Vietnã.

Na manhã de 23 de junho de 2026, em Hanói, a Academia Nacional de Política Ho Chi Minh, em colaboração com o Conselho Teórico Central, o Comitê Central de Política Estratégica e a Academia de Ciência e Tecnologia do Vietnã, organizou uma conferência científica nacional sobre o tema: “Tecnologia Quântica na Nova Era: Tendências Internacionais, […]

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Tecnologia quântica: uma visão estratégica e um roteiro para o Vietnã.

Na manhã de 23 de junho de 2026, em Hanói, a Academia Nacional de Política Ho Chi Minh, em colaboração com o Conselho Teórico Central, o Comitê Central de Política Estratégica e a Academia de Ciência e Tecnologia do Vietnã, organizou uma conferência científica nacional sobre o tema: “Tecnologia Quântica na Nova Era: Tendências Internacionais, Oportunidades e Requisitos para o Vietnã”.

A mesa diretora do seminário incluiu: o camarada Doan Minh Huan, membro do Birô Político e diretor da Academia Nacional de Política Ho Chi Minh; o Prof. Dr. Tran Hong Thai, membro do Comitê Central do Partido, vice-presidente do Comitê Central de Política Estratégica e presidente da Academia de Ciência e Tecnologia do Vietnã; o camarada Nguyen Kim Son, membro do Comitê Central do Partido e vice-presidente do Comitê Central de Política Estratégica; e o camarada Le Hai Binh, membro do Comitê Central do Partido e vice-diretor permanente da Academia Nacional de Política Ho Chi Minh.

O camarada Doan Minh Huan, membro do Bureau Político e diretor da Academia Nacional de Política Ho Chi Minh , fez o discurso de abertura do seminário.

Além disso, o workshop também contou com a presença de líderes de ministérios e agências centrais, representantes de importantes instituições de ensino, como a Universidade Nacional de Hanói e a Universidade de Ciência e Tecnologia de Hanói, e líderes de grandes empresas de tecnologia, como Viettel, FPT, CMC, Elcom, etc.

Em seu discurso de abertura, o camarada Doan Minh Huan enfatizou que este fórum científico é muito oportuno e tem significado prático no contexto da entrada do nosso país em uma nova fase de desenvolvimento, que exige maior produtividade, qualidade e autossuficiência nacional do que nunca. Durante esse período, a ciência, a tecnologia, a inovação e a transformação digital tornaram-se motores essenciais para a reforma do modelo de crescimento. A Resolução nº 57 do Politburo estabeleceu requisitos inovadores em termos de pensamento, instituições e recursos humanos, ao mesmo tempo que enfatiza a pesquisa proativa sobre novas tendências tecnológicas com impactos de longo alcance.

A tecnologia quântica é um desenvolvimento inovador com o potencial de mudar profundamente nossa compreensão e transformar o mundo. Não se trata mais apenas de uma questão científica, mas sim de um problema estratégico de gestão tecnológica para o benefício e a soberania da nação. Portanto, os especialistas precisam dialogar de forma científica e cautelosa, com uma visão de longo prazo, evitando atrasos e passividade, mas também abstendo-se de seguir tendências precipitadamente.

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Os participantes do workshop tiraram uma foto comemorativa juntos.

Complementando essa visão, o Professor Tran Hong Thai afirmou: “Quem dominar a tecnologia estratégica, especialmente a tecnologia quântica, dominará o futuro”. Ele apontou três razões urgentes pelas quais o Vietnã deve prestar atenção: segurança de dados contra o risco de futura descriptografia; criação de novas capacidades em medição, sensoriamento e computação para defesa nacional, segurança e economia; e preparação de uma força de trabalho interdisciplinar de alta qualidade. Também na conferência, o Dr. Nguyen Hoang Duong, Vice-Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia (Academia de Ciência e Tecnologia do Vietnã), esclareceu ainda mais os três pilares fundamentais dessa tecnologia: Computação quântica (superando as capacidades computacionais atuais), Comunicação quântica (segurança absoluta) e Sensoriamento quântico (máxima precisão na medição).

Apesar do seu imenso potencial, os delegados também apontaram, francamente, os desafios que o Vietname enfrenta. O Dr. Nguyen Quoc Hung, do Instituto de Tecnologia Quântica – Parque de Alta Tecnologia e Inovação (Universidade Nacional do Vietname, Hanói), observou que o Vietname carece atualmente de uma política nacional e de uma arquitetura de coordenação unificada. A capacidade de infraestrutura técnica especializada é limitada, os grupos de investigação estão dispersos e focados principalmente na teoria. Em particular, o desafio dos recursos humanos é significativo, com uma grave escassez de especialistas experimentais e uma falta de programas de formação abrangentes e aprofundados…

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O professor Tran Hong Thai proferiu as considerações finais do workshop.

Para alcançar a meta de desenvolver tecnologia quântica até 2030, especialistas propuseram soluções essenciais, como a necessidade de elaborar prontamente uma estratégia e estabelecer um Centro Nacional de Tecnologia Quântica para coordenar as atividades de pesquisa e operar uma infraestrutura compartilhada. O Vietnã não deve investir de forma dispersa, mas sim concentrar-se em áreas com vantagens ou necessidades urgentes, como serviços de nuvem quântica. Simultaneamente, é necessário desenvolver programas de treinamento interdisciplinares e mecanismos específicos para atrair talentos, especialmente especialistas vietnamitas no exterior. Além disso, o centro nacional atuará como um polo, conectando-se a “nós” — laboratórios-chave em institutos de pesquisa, universidades e grandes corporações. Relações estratégicas, especialmente com a Federação Russa e outros parceiros importantes, devem ser aproveitadas para transferir conhecimento e treinar especialistas.

Ao concluir o workshop, o Presidente da Academia de Ciência e Tecnologia do Vietnã enfatizou a importância de identificar a tecnologia quântica como um ecossistema tecnológico estratégico, evitando investimentos dispersos ou um foco restrito à computação quântica. O Presidente também delineou tarefas-chave para o futuro, incluindo: promover treinamento em múltiplos níveis e fortalecer a cooperação internacional para a transferência de conhecimento; concentrar-se em criptografia pós-quântica, segurança de dados, sensores, materiais e IA para a ciência; propor uma mudança de uma abordagem baseada na gestão para uma abordagem baseada na governança; e estabelecer investimentos estratégicos que aceitem os riscos e os prazos da pesquisa de longo prazo. Além disso, o chefe da Academia de Ciência e Tecnologia solicitou uma comunicação precisa e de fácil compreensão para ajudar o sistema político e a sociedade a entenderem plenamente o potencial e os desafios dessa tendência tecnológica.

Fonte: https://cand.vn/cong-nghe-luong-tu-tam-nhin-chien-luoc-and-lo-trinh-cho-viet-nam-post814648.html

Crédito: Link de origem

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FAPESP promove chamada com o Fundo para o Desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia de Macau https://portuguese.hcntimes.com/fapesp-promove-chamada-com-o-fundo-para-o-desenvolvimento-da-ciencia-e-da-tecnologia-de-macau/ https://portuguese.hcntimes.com/fapesp-promove-chamada-com-o-fundo-para-o-desenvolvimento-da-ciencia-e-da-tecnologia-de-macau/#respond Tue, 23 Jun 2026 03:03:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/fapesp-promove-chamada-com-o-fundo-para-o-desenvolvimento-da-ciencia-e-da-tecnologia-de-macau/ FAPESP promove chamada com o Fundo para o Desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia de Macau

21/07 é a data final para submeter propostas (imagem: Léo Ramos Chaves/Pesquisa FAPESP) Chamada de Propostas FAPESP promove chamada com o Fundo para o Desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia de Macau Serão apoiadas pesquisas colaborativas em 11 áreas que contemplam os eixos estratégicos de pesquisa que estruturam a atuação da Fundação no triênio 2026-28 […]

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FAPESP promove chamada com o Fundo para o Desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia de Macau

21/07 é a data final para submeter propostas (imagem: Léo Ramos Chaves/Pesquisa FAPESP)

Chamada de Propostas

FAPESP promove chamada com o Fundo para o Desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia de Macau

Serão apoiadas pesquisas colaborativas em 11 áreas que contemplam os eixos estratégicos de pesquisa que estruturam a atuação da Fundação no triênio 2026-28

Chamada de Propostas

FAPESP promove chamada com o Fundo para o Desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia de Macau

Serão apoiadas pesquisas colaborativas em 11 áreas que contemplam os eixos estratégicos de pesquisa que estruturam a atuação da Fundação no triênio 2026-28

21/07 é a data final para submeter propostas (imagem: Léo Ramos Chaves/Pesquisa FAPESP)

 

Agência FAPESP – A FAPESP e o Fundo para o Desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia (FDCT) de Macau (China) promovem uma chamada para projetos conjuntos de pesquisa, a segunda no âmbito do acordo de cooperação entre as instituições. O prazo para submissão se encerra em 21 de julho.

O objetivo é reforçar a colaboração entre pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior e de pesquisa no Estado de São Paulo e colegas afiliados a entidades estabelecidas em Macau. Como parte do Corredor de Inovação Científica e Tecnológica “Guangzhou-Shenzhen-Hong Kong-Macau”, na área da Grande Baía, Macau desempenha um papel crucial como ambiente de investigação e desenvolvimento na fronteira da ciência e tecnologia.

As colaborações devem alavancar os pontos fortes dos pesquisadores em ambas as regiões para abordar áreas-chave da ciência e tecnologia, incluindo uma ou mais das 11 áreas abrangidas pela chamada: Biotecnologia; Biodiversidade; Produção Alimentar Sustentável e Segurança Alimentar; Transição Energética; Transição Digital; Inteligência Artificial; Tecnologia Quântica; Tecnologia dos Oceanos; Tecnologia Espacial; Saúde Humana e Animal; e Segurança Pública.

As temáticas negociadas entre FAPESP e FDCT contemplam diretamente os sete eixos estratégicos da pesquisa definidos pela Fundação para o período 2026-2028 (leia mais em: agencia.fapesp.br/57582).

A FAPESP financiará até R$ 600 mil, excluindo-se os valores de Reserva Técnica (Benefícios Complementares e Parcela para Custos de Infraestrutura Direta do Projeto), de Reserva Técnica Institucional e adicionalmente quotas de Bolsa de Pós-Doutorado, cujo somatório poderá atingir até 36 meses. O FDCT financiará até MOP$ 1.500.000 (aproximadamente R$ 958.000). Com base num acordo de simetria, cada parte financiará aproximadamente até US$ 190.000 por projeto.

Cada proposta deve incluir um pesquisador responsável (PR) do Estado de São Paulo e um PR afiliado a uma entidade estabelecida de acordo com a lei de Macau.

Os requisitos para financiamento da FAPESP no âmbito da chamada devem seguir as normas do Auxílio à Pesquisa Regular (APR).

Cada PR deverá submeter a proposta de colaboração junto à agência sediada em seu território de origem. A FAPESP receberá submissões exclusivamente por meio do Sistema de Apoio à Gestão (SAGe). É necessário que o PR de Macau esteja registrado no sistema SAGe e confirme sua participação na proposta.

A chamada de propostas está publicada em: fapesp.br/18167.

 

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Tecnologia, inovação e reforma tributária pautam encontro da NHS com 60 parceiros estratégicos https://portuguese.hcntimes.com/tecnologia-inovacao-e-reforma-tributaria-pautam-encontro-da-nhs-com-60-parceiros-estrategicos/ https://portuguese.hcntimes.com/tecnologia-inovacao-e-reforma-tributaria-pautam-encontro-da-nhs-com-60-parceiros-estrategicos/#respond Mon, 22 Jun 2026 23:14:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/tecnologia-inovacao-e-reforma-tributaria-pautam-encontro-da-nhs-com-60-parceiros-estrategicos/ Tecnologia, inovação e reforma tributária pautam encontro da NHS com 60 parceiros estratégicos

A NHS, uma das principais referências nacionais no desenvolvimento de soluções para energia e infraestrutura tecnológica, realizou um encontro estratégico em sua sede que reuniu cerca de 60 parceiros comerciais e de negócios vindos de diferentes regiões do Brasil. O evento teve como propósito central debater as rápidas transformações tecnológicas do setor, alinhar políticas comerciais […]

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Tecnologia, inovação e reforma tributária pautam encontro da NHS com 60 parceiros estratégicos

A NHS, uma das principais referências nacionais no desenvolvimento de soluções para energia e infraestrutura tecnológica, realizou um encontro estratégico em sua sede que reuniu cerca de 60 parceiros comerciais e de negócios vindos de diferentes regiões do Brasil. O evento teve como propósito central debater as rápidas transformações tecnológicas do setor, alinhar políticas comerciais e preparar o ecossistema corporativo da marca para as profundas alterações regulatórias previstas no mercado nacional, com destaque para a transição do sistema de impostos do País.

Ao longo de uma programação integrada, os participantes acompanharam painéis técnicos sobre o panorama do mercado de energia, tendências de digitalização, estratégias de marketing em tempos de transformação constante e atualizações de portfólio. A agenda incluiu ainda rodadas de networking, atividades práticas supervisionadas e visitas técnicas às instalações industriais da companhia.

Indústria 4.0 e os Impactos da Reforma Tributária

O avanço tecnológico aplicado aos negócios e à eficiência energética foi um dos temas de maior engajamento entre os especialistas. Os painéis abordaram como a digitalização, a automação e a evolução dos processos produtivos estão redefinindo as métricas de competitividade. Em paralelo, o debate sobre a Reforma Tributária concentrou as atenções dos gestores, que analisaram os impactos diretos da nova legislação sobre o planejamento das empresas e as cadeias de suprimentos de tecnologia.

“Mais do que apresentar tendências ou discutir tecnologia, nosso objetivo é estimular reflexões sobre o futuro dos negócios. As transformações estão acontecendo em uma velocidade cada vez maior e exigem das empresas capacidade de adaptação, visão estratégica e tomada de decisão baseada em conhecimento. Reunir nossos parceiros para debater esses temas é uma forma de fortalecer todo o ecossistema que construímos ao longo dos anos e contribuir para um mercado mais preparado, competitivo e inovador”, destaca Clairton Cardoso, CEO da NHS.

Fortalecimento Colaborativo e Visão de Futuro

O alinhamento próximo com os canais de distribuição e integradores foi apontado pela liderança como um diferencial tático para mapear as demandas reais de cada segmento econômico e acelerar o desenvolvimento de novos produtos personalizados.

“Vivemos um momento de mudanças muito rápidas, seja na tecnologia, no comportamento do mercado ou no ambiente regulatório. Estar próximo dos nossos parceiros é fundamental para compartilharmos conhecimento, entendermos os desafios de cada segmento e construirmos juntos soluções cada vez mais assertivas. Esses encontros fortalecem relacionamentos, geram novas oportunidades e nos permitem evoluir de forma colaborativa”, afirma Elisangela Mazza Auer, diretora comercial e de marketing da NHS.

A fabricante mantém um plano contínuo de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D). O retorno institucional do encontro reforça a premissa da companhia de que, em um ambiente de negócios altamente dinâmico, blindar a rede de parceiros com informações estratégicas de mercado é tão vital quanto o investimento em tecnologia proprietária.

Serviço:

Empresa: NHS – Energia do Seu Jeito

Endereço: Av. Juscelino Kubitschek De Oliveira – Ld, 5270 – Cidade Industrial de Curitiba

Localidade: Curitiba – PR | CEP: 81260-000

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O comprador do futuro será um gestor de IA? Tecnologia começa a transformar área estratégica das empresas https://portuguese.hcntimes.com/o-comprador-do-futuro-sera-um-gestor-de-ia-tecnologia-comeca-a-transformar-area-estrategica-das-empresas/ https://portuguese.hcntimes.com/o-comprador-do-futuro-sera-um-gestor-de-ia-tecnologia-comeca-a-transformar-area-estrategica-das-empresas/#respond Mon, 22 Jun 2026 19:00:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/o-comprador-do-futuro-sera-um-gestor-de-ia-tecnologia-comeca-a-transformar-area-estrategica-das-empresas/ O comprador do futuro será um gestor de IA? Tecnologia começa a transformar área estratégica das empresas

A inteligência artificial já começou a transformar áreas como atendimento ao cliente, marketing, finanças e recursos humanos. Agora, uma nova frente corporativa começa a passar pela mesma mudança: o setor de compras. Historicamente responsável por processos como cotações, negociações com fornecedores e gestão de aquisições, o departamento de compras vive uma transição que pode alterar […]

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O comprador do futuro será um gestor de IA? Tecnologia começa a transformar área estratégica das empresas

A inteligência artificial já começou a transformar áreas como atendimento ao cliente, marketing, finanças e recursos humanos. Agora, uma nova frente corporativa começa a passar pela mesma mudança: o setor de compras.

Historicamente responsável por processos como cotações, negociações com fornecedores e gestão de aquisições, o departamento de compras vive uma transição que pode alterar profundamente o perfil dos profissionais da área nos próximos anos.

A expectativa é que atividades repetitivas e operacionais sejam cada vez mais executadas por sistemas automatizados, enquanto os compradores assumam funções ligadas à estratégia, governança e análise de dados.

Segundo Mônica Granza, fundadora e CEO da Smarkets, plataforma de compras corporativas B2B, o papel do comprador está deixando de ser operacional para se tornar mais estratégico.

“O papel do comprador passa a ser muito mais um auditor do processo, um orquestrador da inteligência artificial, do que efetivamente alguém fazendo um processo totalmente transacional e operacional”, afirma.

A IA já está chegando às compras corporativas

A transformação não é apenas uma projeção para o futuro. Muitas empresas já começaram a utilizar inteligência artificial para automatizar etapas do processo de compras.

No entanto, entre as aplicações estão monitoramento de preços, análise de fornecedores, organização de catálogos, enriquecimento de descrições de produtos e geração de recomendações para apoiar a tomada de decisão.

“Hoje já utilizamos IA para fazer monitoramento de preços com base em dados públicos e também para enriquecer especificações dos produtos. Muitas vezes o fornecedor não consegue descrever um item de forma clara para quem está comprando, e a tecnologia ajuda a tornar essa informação mais intuitiva e completa”, explica Granza.

A executiva acredita que a próxima etapa dessa evolução será a consolidação dos chamados agentes de procurement, sistemas capazes de executar parte das tarefas de compras com autonomia supervisionada.

A lógica é semelhante ao que já acontece no varejo digital e em plataformas de atendimento automatizado.

Menos burocracia, mais estratégia

A mudança também responde a um problema antigo enfrentado por empresas de todos os setores: o excesso de burocracia.

Em muitas organizações, processos simples de aquisição ainda dependem de diversas etapas manuais, aprovações internas e controles administrativos que consomem tempo e recursos.

Ao automatizar essas atividades, a inteligência artificial libera espaço para que os profissionais se concentrem em negociações estratégicas, gestão de contratos e redução de custos.

“A inteligência artificial traz autonomia para o processo, mas sempre com a curadoria de um profissional de compras. A tecnologia executa tarefas operacionais, enquanto o comprador passa a focar naquilo que realmente gera valor para o negócio”, afirma a CEO.

Nesse sentido, além dos ganhos de produtividade, a expectativa é que as empresas também consigam reduzir despesas administrativas.

Segundo Granza, a automação pode gerar impactos diretos sobre indicadores financeiros importantes.

“Estamos falando de redução de orçamento e de estruturas organizacionais voltadas para atividades que não são estratégicas. O foco passa a ser aquilo que gera mais valor para a companhia”, diz.

O futuro ainda está sendo construído

Afinal, apesar do avanço acelerado da inteligência artificial, especialistas avaliam que o mercado ainda está em uma fase inicial de experimentação.

Empresas testam diferentes aplicações e tentam entender quais processos podem ser automatizados sem comprometer requisitos de governança, compliance e controle.

Para Granza, o cenário atual representa um momento de aprendizado para todo o mercado corporativo.

“Estamos em um grande laboratório de aplicação de IA. Nem para nós, nem para as corporações, o horizonte está totalmente claro ainda”, afirma.

Mesmo assim, ela acredita que algumas tendências já começam a se consolidar.

Além da inteligência artificial, soluções como marketplaces corporativos e plataformas digitais integradas devem ganhar espaço à medida que empresas buscam mais eficiência operacional.

“A inteligência artificial terá um papel importante nessa transformação, mas ela não estará sozinha. O marketplace B2B também representa uma grande inovação para as áreas de compras”, afirma.

Por fim, para os profissionais do setor, a mensagem parece clara: mais do que substituir pessoas, a tecnologia tende a mudar a forma como elas trabalham. E, nesse processo, habilidades ligadas à análise, gestão e tomada de decisão devem se tornar cada vez mais valiosas.

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VivaTech reúne 200 mil pessoas e 15 mil startups de tecnologia em Paris https://portuguese.hcntimes.com/vivatech-reune-200-mil-pessoas-e-15-mil-startups-de-tecnologia-em-paris/ https://portuguese.hcntimes.com/vivatech-reune-200-mil-pessoas-e-15-mil-startups-de-tecnologia-em-paris/#respond Mon, 22 Jun 2026 15:17:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/vivatech-reune-200-mil-pessoas-e-15-mil-startups-de-tecnologia-em-paris/ VivaTech reúne 200 mil pessoas e 15 mil startups de tecnologia em Paris

A feira internacional VivaTech completa uma década de existência em 2026, consolidando-se como o epicentro da inovação e do desenvolvimento corporativo no continente europeu. A edição deste ano atraiu um público recorde de 200 mil pessoas, reunindo representantes de 165 países e uma massa crítica de mais de 15 mil startups que ajudam a modelar […]

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VivaTech reúne 200 mil pessoas e 15 mil startups de tecnologia em Paris

A feira internacional VivaTech completa uma década de existência em 2026, consolidando-se como o epicentro da inovação e do desenvolvimento corporativo no continente europeu. A edição deste ano atraiu um público recorde de 200 mil pessoas, reunindo representantes de 165 países e uma massa crítica de mais de 15 mil startups que ajudam a modelar os rumos do mercado global.

Para além de uma vitrine de tendências, o VivaTech se consolidou como um ecossistema estratégico que força empresas de diferentes áreas da tecnologia a interagirem, cooperarem e, fundamentalmente, fecharem negócios de grande porte. A dinâmica do evento acelera a fusão entre indústrias tradicionais e soluções disruptivas, transformando ideias em receita e parcerias comerciais sólidas.

O Brasil na vanguarda da inovação global

O mercado brasileiro marcou presença institucional no pavilhão parisiense por meio da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). A agência capitaneou a participação de 15 startups, provenientes de diversas regiões do país, focadas em verticais de alta relevância como Inteligência Artificial, health tech, climate tech e indústria 5.0.

Mariele Christ, gerente de indústria e serviços da ApexBrasil, destacou à CNN o papel da instituição em auxiliar os setores econômicos a expandirem globalmente e a atraírem investimentos internacionais para a economia nacional.

“Muitas delas [empresas] representam diferentes soluções e estão aqui buscando conexões globais, sejam para parcerias internacionais, expandirem os seus negócios em outros países, especialmente aqui na França e na Europa, mas também para atraírem investimentos internacionais para que elas possam escalar as suas soluções cada vez mais.”

O Palco da “Startup Nation” de Emmanuel Macron

Além de seu peso comercial, o VivaTech consolidou-se ao longo desta última década como uma peça central de diplomacia econômica e uma das principais ferramentas políticas do presidente Emmanuel Macron.

Desde sua primeira eleição, em 2017, Macron utilizou os palcos do evento como vitrine ideológica para o seu projeto de transformar a França em uma Startup Nation. O uso estratégico do festival serviu tanto como plataforma eleitoral para legitimar suas reformas trabalhistas e fiscais frente à opinião pública quanto como um chamariz para o Investimento Estrangeiro Direto, projetando o país como o principal polo de venture capital da Europa Continental.

A relevância macroeconômica da feira atrai anualmente a liderança de Wall Street e do Vale do Silício.

Nesta edição de 10 anos, a presença de grandes titãs globais, como o fundador da Amazon, Jeff Bezos, reforçou o status do VivaTech como o ponto de encontro mandatório para debater a governança de novas tecnologias e a alocação de megafundos de investimento.

A passagem de lideranças desse calibre valida a infraestrutura francesa como o ecossistema preferencial para os grandes fluxos de capital voltados à inovação disruptiva.

O avanço geopolítico da China e o papel de Hong Kong

O xadrez geopolítico da tecnologia ficou evidente com o avanço agressivo da China na exportação de soluções tecnológicas sobre outras nações. Um dos grandes destaques dessa movimentação foi o Hong Kong Tech Pavilion, organizado pelo HKTDC (Hong Kong Trade Development Council), que apresentou 24 startups locais focadas em se conectar com oportunidades globais de investimento.

A relevância estratégica desse ecossistema foi sintetizada por Pan Yunta, assistente executiva da Anlaseo Technology Limited — empresa apoiada pela Universidade Politécnica de Hong Kong, região que se comunica com o mundo inteiro, “e é muito internacional. Então para a parte técnica, também para pessoas, para a China continental. Eu acho que aprendo muito em Hong Kong e acho que ela tem um papel importante no VivaTech”, disse Yunta à CNN.

Inteligência Artificial: Produtividade e Impacto Social

A Inteligência Artificial foi o grande motor econômico desta edição, reconfigurando profundamente os modelos de negócios globais. Diante do debate caloroso sobre a automação e o temor da substituição da força de trabalho humana, Eneric Lopez, Diretor de IA & Impacto Social da Microsoft na França, trouxe uma perspectiva focada no aumento de eficiência e bem-estar.

Para ele, a IA não deve substituir a mão de obra humana em larga escala. Lopez apontou que a tecnologia transforma a maneira como operamos ao analisar cerca de 30 mil tarefas corporativas diferentes, exigindo um aprendizado contínuo.

“Primeiramente, IA pode ser um agente automatizado, mas no fim das contas, humanos programam IA e isso é o maior produto que temos, onde nós precisamos ter humanos no fluxo e em qual parte do processo queremos dar aos agentes autônomos”, defendeu. Para o diretor, a criatividade, a comunicação e o relacionamento continuam exigindo o fator humano.

“Não estou dizendo que IA não pode automatizar tudo. Mas sim que isso é nossa escolha colocar IA em determinados processos, e mesmo assim manter humanos no fluxo por muitas razões.”

Pelo lado mercadológico, Lopez ressaltou que a IA está gerando impactos altamente positivos ao empoderar ONGs e startups na preservação da biodiversidade, línguas e heranças culturais, por exemplo. Um dos projetos mais emblemáticos em estudo na Europa é a construção de “digital twins” (gêmeos digitais) em 3D de monumentos históricos iconográficos — como a Basílica de São Pedro, em Roma, e a Catedral de Notre-Dame, em Paris.

A iniciativa utiliza mais de 400 mil imagens para erguer modelos tridimensionais detalhados, permitindo uma compreensão sem precedentes sobre a arquitetura e a história da arte dos prédios históricos.

Beauty Tech e AI unem forças

A transformação digital também redesenhou o ramo da beleza com anúncios de peso econômico. Durante o VivaTech, o Grupo L’Oréal e a OpenAI anunciaram uma colaboração inédita voltada ao mercado de beleza — incluindo recursos de provador virtual da Maybelline integrado ao ChatGPT — e impulsionar áreas internas que vão do marketing à ciência.

Utilizando o modelo GPT-Rosalind, a empresa passou a mapear o microbioma da pele em escala inédita para acelerar o desenvolvimento de produtos para a La Roche-Posay.

Asmita Dubey, Chief Digital e Marketing Officer da L’Oréal, reforçou a meta ambiciosa por trás da parceria. “Na L’Oréal, acreditamos que podemos ser mais exigentes com a IA para aumentar nossos consumidores de beleza, nossas áreas como Marketing e Pesquisa, e nossos funcionários. Nossa colaboração com a OpenAI apoia estruturalmente essa ambição de trazer novas soluções dentro da vertical de beleza.”

A tradicional francesa de beleza mantém os olhos na chamada “Silver Economy”, voltada ao público idoso – e cada vez mais idoso. Para Barbara Lavernos, Deputy CEO da L’Oréal Groupe, o impacto dessa economia redefine o consumo voltado para o envelhecimento populacional.

“A Silver Economy para mim é sobre o novo paradigma na longevidade. As pessoas estão vivendo mais, a expectativa de vida está se expandindo desde os anos 50 em mais de uma década”, destacou ela.

“O problema é que as pessoas estão vivendo mais, mas não mais saudáveis. Então esse novo paradigma da mudança da longevidade é muito importante quando o assunto é beleza. E por quê? Porque a nossa pele é o maior órgão do ser humano. É também o único órgão que está dialogando com todos os outros órgãos no seu corpo, significando que saúde e longevidade estão fortemente ligados à sua saúde capilar e saúde da pele.”

Para sustentar uma guinada tecnológica do setor, o Grupo L’Oréal continua investindo cifras altas: foram 1,3 bilhão de euros aportados diretamente na divisão de Pesquisa e Inovação, acompanhados de investimentos em Tecnologia e Inteligência Artificial que alcançaram a cifra de 1,5 bilhão de euros em 2025.

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A influência da IA alcança as decisões, rotinas e expectativas dentro das empresas. Essa mudança não deve ser vista apenas como uma troca de ferramentas, mas como uma transformação na maneira como os profissionais compreendem valor, produtividade e aprendizado ao longo da carreira. Com isso em mente, a seguir, veremos como esse movimento pode gerar […]

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Inteligência artificial e mercado de trabalho: diretor de tecnologia Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira aborda as mudanças nas relações profissionais

A influência da IA alcança as decisões, rotinas e expectativas dentro das empresas. Essa mudança não deve ser vista apenas como uma troca de ferramentas, mas como uma transformação na maneira como os profissionais compreendem valor, produtividade e aprendizado ao longo da carreira. Com isso em mente, a seguir, veremos como esse movimento pode gerar riscos para quem permanece parado e oportunidades para quem aprende a reposicionar suas competências.

Como a inteligência artificial muda a rotina profissional?

A inteligência artificial altera a rotina de trabalho, principalmente ao assumir tarefas repetitivas, operacionais e baseadas em padrões. Isso aparece em atividades como triagem de informações, organização de dados, atendimento inicial, geração de relatórios, revisão de documentos e apoio à tomada de decisão. Com isso, parte do tempo antes consumido por processos manuais passa a ser redirecionada para análise, estratégia e relacionamento humano.

Dessa maneira, o impacto mais relevante não está apenas na velocidade de execução, mas na mudança de expectativa sobre o desempenho profissional. Em muitas áreas, já não basta executar bem uma tarefa. O profissional precisa saber interpretar dados, formular boas perguntas, revisar resultados gerados por sistemas e transformar tecnologia em decisão útil para o negócio.

O medo de substituição é justificável?

O medo de substituição existe porque a IA realmente automatiza atividades que antes dependiam exclusivamente de pessoas. No entanto, a questão central não é se toda profissão será eliminada, mas quais tarefas dentro de cada profissão perderão espaço. Funções muito baseadas em repetição, baixa interpretação e pouca interação contextual tendem a ser mais afetadas.

O CTO Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira frisa que o maior risco recai sobre profissionais que se limitam a executar rotinas sem compreender o processo completo em que atuam. Por outro lado, quem entende o negócio, domina critérios de qualidade e consegue combinar tecnologia com julgamento humano tende a ganhar relevância. A substituição, portanto, não ocorre apenas entre máquina e pessoa, mas entre profissionais que se adaptam e profissionais que resistem à mudança.

Produtividade não significa apenas fazer mais rápido

A promessa de produtividade da inteligência artificial precisa ser analisada com cuidado. Fazer mais em menos tempo pode gerar eficiência, mas também pode aumentar retrabalho quando os resultados não são revisados. Como ressalta o diretor de tecnologia, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, a IA acelera processos, porém não elimina a necessidade de critério, contexto e responsabilidade profissional.

Nesse sentido, empresas e profissionais precisam evitar o uso automático da tecnologia como atalho. Pois a produtividade real surge quando a ferramenta reduz desperdícios, melhora a qualidade da entrega e libera tempo para tarefas de maior valor. Para isso, é necessário definir objetivos claros antes de automatizar qualquer etapa.

Tendo isso em vista, os seguintes ganhos práticos aparecem quando a IA é usada com método:

  • Redução de tarefas repetitivas: atividades operacionais podem ser executadas com mais rapidez, liberando tempo para análise e planejamento.
  • Apoio à tomada de decisão: sistemas inteligentes ajudam a organizar informações e identificar padrões relevantes.
  • Melhoria na comunicação: a tecnologia pode apoiar sínteses, relatórios, atendimento e padronização de mensagens.
  • Aprendizado contínuo: profissionais usam ferramentas digitais para pesquisar, testar hipóteses e desenvolver novas habilidades.
  • Mais foco em estratégia: equipes podem dedicar mais energia a problemas complexos, inovação e relacionamento com clientes.

Esses benefícios, porém, dependem de uso responsável. Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira analisa que, quando a inteligência artificial é aplicada sem revisão humana, sem critérios de qualidade e sem alinhamento com objetivos reais, ela pode apenas acelerar erros antigos. Por isso, produtividade deve ser medida não só por volume, mas também por precisão, relevância e impacto.

Quais funções tendem a se adaptar melhor com a IA?

A adaptação das funções ocorre quando tarefas antigas são reorganizadas em torno de novas ferramentas. Um profissional de marketing, por exemplo, pode usar IA para mapear temas, analisar comportamento de público e estruturar campanhas. Um analista financeiro pode automatizar projeções iniciais e dedicar mais tempo à interpretação dos cenários. Um gestor pode usar dados para acompanhar desempenho e antecipar gargalos.

Dessa maneira, a tendência é que muitas profissões se tornem mais analíticas, híbridas e orientadas por dados. Isso não significa que todos precisarão ser programadores, mas indica que a alfabetização digital se tornará uma competência básica. Logo, saber usar ferramentas, validar respostas e compreender limites tecnológicos será tão importante quanto dominar os processos tradicionais da área.

A transformação do trabalho

Em última análise, a inteligência artificial está mudando a relação das pessoas com o trabalho porque redefine o que é esforço, entrega e competência. O valor profissional deixa de estar concentrado apenas na execução de tarefas e passa a depender da capacidade de orientar ferramentas, interpretar informações e tomar decisões melhores. Essa mudança exige atenção, mas também abre espaço para carreiras mais estratégicas.

Portanto, no fim, a IA não deve ser tratada apenas como ameaça nem como solução mágica. Ela é uma força de reorganização produtiva. Assim sendo, profissionais que desenvolvem visão crítica, qualificação contínua e domínio prático da tecnologia tendem a ocupar posições mais relevantes em um mercado que valoriza cada vez mais adaptação, inteligência aplicada e capacidade de gerar resultados com responsabilidade.

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A delegação do Comitê de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente trabalhou em conjunto com a Universidade Marítima do Vietnã. https://portuguese.hcntimes.com/a-delegacao-do-comite-de-ciencia-tecnologia-e-meio-ambiente-trabalhou-em-conjunto-com-a-universidade-maritima-do-vietna/ https://portuguese.hcntimes.com/a-delegacao-do-comite-de-ciencia-tecnologia-e-meio-ambiente-trabalhou-em-conjunto-com-a-universidade-maritima-do-vietna/#respond Mon, 22 Jun 2026 06:15:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/a-delegacao-do-comite-de-ciencia-tecnologia-e-meio-ambiente-trabalhou-em-conjunto-com-a-universidade-maritima-do-vietna/ A delegação do Comitê de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente trabalhou em conjunto com a Universidade Marítima do Vietnã.

A vice-presidente do Comitê de Ciência , Tecnologia e Meio Ambiente, Ta Dinh Thi, fez um discurso. Segundo Ta Dinh Thi, Vice-Presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, o projeto de lei propõe quatro grandes grupos de políticas inovadoras, centradas nos seguintes pilares: aprimoramento da gestão espacial marinha; estabelecimento dos direitos e obrigações […]

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A delegação do Comitê de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente trabalhou em conjunto com a Universidade Marítima do Vietnã.
A vice-presidente do Comitê de Ciência , Tecnologia e Meio Ambiente, Ta Dinh Thi, fez um discurso.

Segundo Ta Dinh Thi, Vice-Presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, o projeto de lei propõe quatro grandes grupos de políticas inovadoras, centradas nos seguintes pilares: aprimoramento da gestão espacial marinha; estabelecimento dos direitos e obrigações dos usuários do mar; controle da poluição e internalização de tratados internacionais; e desenvolvimento de mecanismos superiores de incentivo e apoio. Isso representa uma mudança de paradigma, passando da gestão setorial isolada para uma governança integrada, moderna e internacionalmente integrada.

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O vice-presidente do Comitê de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Do Duc Hong Ha, fez um discurso.

Para garantir a viabilidade e a eficácia das disposições do projeto de lei, o vice-presidente do Comitê, Ta Dinh Thi, sugeriu que a Universidade Marítima do Vietnã trocasse ideias, propusesse soluções e recomendasse pontos-chave para abordar os obstáculos à implementação da Lei sobre Recursos Marinhos e Insulares e Meio Ambiente, além de propor emendas ao projeto de lei.

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A vice-presidente do Comitê de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Nguyen Thi Mai Phuong, fez um discurso.

Segundo Nguyen Minh Duc, vice-reitor da Universidade Marítima do Vietnã, a Lei de Recursos Marinhos e Insulares e Meio Ambiente de 2015 carece completamente de regulamentação sobre mecanismos para controlar o descarte de água de lastro por embarcações estrangeiras em águas portuárias, criando um risco significativo de invasão por espécies exóticas nocivas e causando poluição biológica nessas águas.

Entretanto, o Vietnã é membro da Convenção BWM 2004 sobre o controle e gerenciamento de água de lastro desde 24 de abril de 2024. Portanto, os regulamentos sobre o controle de água de lastro e a biossegurança portuária precisam ser finalizados em breve.

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O deputado da Assembleia Nacional, Ngo Sy Cuong, membro efetivo da Comissão de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, fez um discurso.

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Benefício ou destruição a longo prazo?Recentemente, a Zona Econômica Especial de Ly Son, na província de Quang Ngai, alertou os moradores para que não capturem tubarões-baleia juvenis para a produção de molho de peixe. Isso porque, todos os anos, no terceiro mês lunar, as águas ao redor da ilha ficam repletas de tubarões-baleia juvenis, e esse é também o período em que os pescadores locais capturam esse valioso peixe, uma iguaria local.
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O deputado da Assembleia Nacional, Nguyen Duy Tien, membro efetivo da Comissão de Direito e Justiça, fez um discurso.

Representantes da Universidade Marítima do Vietnã também observaram que a legislação atual ainda apresenta lacunas legais em relação à indústria de construção naval e às indústrias de apoio à construção naval.

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O reitor da Universidade Marítima do Vietnã, Pham Xuan Duong, faz um discurso.

Especificamente, os documentos de política revisados ​​até junho de 2026 não incluíram as indústrias de construção naval, reparação naval e apoio à construção naval na lista de beneficiários da “Política 4” sobre a economia azul.

Na realidade, 57,7% das empresas do setor de apoio à construção naval não tiveram acesso a nenhuma política de apoio; a cadeia de suprimentos de componentes essenciais (como componentes elétricos, de automação e válvulas de controle) depende inteiramente de importações, e o nível de automação na linha de produção é muito baixo.

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Nguyen Minh Duc, vice-reitor da Universidade Marítima do Vietnã, fez um discurso.

Embora concorde, em linhas gerais, com os quatro principais grupos de políticas inovadoras propostos nesta emenda à Lei, o Vice-Reitor da Universidade Marítima do Vietnã também sugeriu que as barreiras técnicas à capacidade de suporte ambiental costeira e o conselho de especialistas para avaliação e aprovação sejam codificados em lei.

Além disso, é necessário otimizar a duração das licenças para dragagem e despejo de manutenção pública; aprimorar as normas sobre o direito de transferência, arrendamento, aporte de capital e hipoteca do direito de uso de áreas marítimas no Capítulo sobre “gestão e uso do espaço marítimo”; e limitar os limites da autoridade para alocar áreas marítimas ao nível municipal.

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A delegação reconheceu as avaliações da Universidade Marítima do Vietnã sobre a atual implementação da Lei de Recursos Marinhos e Insulares e Meio Ambiente, bem como as opiniões e as propostas de emendas ao projeto de lei.

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Cena da sessão de trabalho

A vice-presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Ta Dinh Thi, sugeriu que o órgão responsável pela elaboração da lei (Ministério da Agricultura e Meio Ambiente) realize pesquisas proativas e incorpore o feedback recebido para garantir que as disposições da lei sejam baseadas em princípios fundamentais, e que o Governo seja incumbido de fornecer regulamentações detalhadas para garantir flexibilidade diante das mudanças nas práticas marítimas.

Fonte: https://daibieunhandan.vn/doan-cong-tac-cua-uy-ban-khoa-hoc-cong-nghe-va-moi-truong-lam-viec-voi-dai-hoc-hang-hai-viet-nam-10421169.html

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Tecnologia baseada em fibras sintéticas recicladas permite produzir água potável a partir da umidade do ar https://portuguese.hcntimes.com/tecnologia-baseada-em-fibras-sinteticas-recicladas-permite-produzir-agua-potavel-a-partir-da-umidade-do-ar/ https://portuguese.hcntimes.com/tecnologia-baseada-em-fibras-sinteticas-recicladas-permite-produzir-agua-potavel-a-partir-da-umidade-do-ar/#respond Mon, 22 Jun 2026 03:00:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/tecnologia-baseada-em-fibras-sinteticas-recicladas-permite-produzir-agua-potavel-a-partir-da-umidade-do-ar/ Tecnologia baseada em fibras sintéticas recicladas permite produzir água potável a partir da umidade do ar

José Tadeu Arantes | Agência FAPESP – Um novo sistema para captar água diretamente da umidade do ar foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em colaboração com o Instituto Granado de Tecnologia da Poliacrilonitrila (IGTPAN), instituição privada de pesquisa localizada em Jacareí (SP). A tecnologia utiliza um polímero superabsorvente produzido a partir […]

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Tecnologia baseada em fibras sintéticas recicladas permite produzir água potável a partir da umidade do ar

José Tadeu Arantes | Agência FAPESP – Um novo sistema para captar água diretamente da umidade do ar foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em colaboração com o Instituto Granado de Tecnologia da Poliacrilonitrila (IGTPAN), instituição privada de pesquisa localizada em Jacareí (SP). A tecnologia utiliza um polímero superabsorvente produzido a partir de resíduos têxteis reciclados, capaz de capturar vapor de água da atmosfera e liberá-lo posteriormente como água líquida.

Descrito em dezembro na revista NPJ Clean Water, o sistema baseia-se em módulos chamados hidrocélulas. Eles funcionam como “esponjas” que adsorvem a umidade do ar – ou seja, retêm as moléculas de vapor d’água presas apenas em sua superfície, diferentemente da absorção comum, em que o líquido penetra no interior do material. Depois, o sistema converte a umidade capturada em água líquida por meio de aquecimento moderado. Em testes experimentais realizados ao longo de quase um ano, o protótipo produziu entre 4 e 6 litros de água por dia, com consumo energético relativamente baixo.

“A abordagem pode constituir uma alternativa descentralizada para o abastecimento de água em regiões áridas e semiáridas, onde fontes convencionais, como aquíferos ou dessalinização, são frequentemente limitadas por elevados custos energéticos e demandas de infraestrutura”, afirma a pesquisadora Valquiria Campos, professora do Instituto de Ciência e Tecnologia da Unesp em Sorocaba e autora correspondente do artigo.

De acordo com Nilton Granado, pesquisador do IGTPAN e inventor do equipamento, “a produção sustentável de água potável, partindo do reservatório atmosférico que está disponível em qualquer lugar do mundo, será vital para grandes cidades, que já são carentes desse recurso”. É o caso, entre outros, de Lima, no Peru, que tem 11,2 milhões de habitantes e precipitação média anual de apenas 6 milímetros de chuva, sendo a terceira maior cidade do mundo localizada em um deserto.

“Por isso, o desenvolvimento de equipamentos que extraiam água da atmosfera poderá oferecer soluções domésticas para produção de água potável num futuro próximo”, afirma Granado. A tecnologia brasileira usada na produção do polímero superabsorvente utilizado no equipamento já teve a patente concedida no Brasil e nos Estados Unidos.

O elemento central da tecnologia é um polímero denominado PANSAP – poli(acrilato de potássio-co-acrilamida) – reticulado, obtido a partir da reciclagem de fibras de poliacrilonitrila (PAN), popularmente chamada de “fibra acrílica” e amplamente usada na indústria têxtil. O processo consiste em recuperar o polímero das fibras têxteis e submetê-lo a uma reação de hidrólise alcalina, que converte o material em um novo polímero superabsorvente (SAP) altamente higroscópico – isto é, capaz de absorver grandes quantidades de água –, que pode ser conformado em placas para utilização.

Segundo Campos, a utilização de resíduos têxteis foi a melhor opção para a produção do polímero. “Podíamos ter utilizado poliacrilato comercial, mas ele não seria tão eficiente para a adsorção e produção de placas”, explica. O processo de extração da poliacrilonitrila do tecido apoia-se em rotas químicas bem estabelecidas industrialmente. O resultado é um material que forma uma rede tridimensional, retendo o líquido em seus poros. Cada grama do polímero pode absorver de 200 a 300 gramas de água líquida. E, no ar, satura-se quando adsorve 80% de sua massa em água.

O processo como um todo baseia-se no conceito de economia circular, que transforma resíduos em recursos. Além do aproveitamento de roupas e aparas de tecidos, que usualmente são descartadas no meio ambiente, o método também recupera o amoníaco liberado na reação química para produção do polímero, transformando-o em fosfato de amônio, fertilizante utilizado na agricultura. “Isso reduz significativamente a geração de lixo e melhora o desempenho ambiental do processo”, sublinha Campos.

“Além disso, do ponto de vista econômico, a produção de água baseada no polímero superabsorvente obtido de tecidos é muito mais vantajosa do que outras rotas que utilizam materiais avançados”, argumenta a pesquisadora. Nos últimos anos, vários estudos investigaram o uso dos chamados MOFs (metal-organic frameworks) para captar água do ar. São materiais cristalinos porosos formados pela combinação de íons ou clusters metálicos com ligantes orgânicos – uma combinação que cria estruturas tridimensionais altamente ordenadas, com uma rede de poros nanométricos.



À esquerda, confecção das placas poliméricas contendo PANSAP laminado sobre matriz de juta e posterior encapsulamento em estrutura metálica para formação do módulo adsorvente; à direita, PANSAP em forma granular (foto: IGTPAN/divulgação)

Custo reduzido

“Embora os MOFs apresentem alto desempenho em laboratório, são muito caros e difíceis de produzir em grande escala. O preço estimado para a produção do nosso polímero é da ordem de US$ 2,50 por quilograma, enquanto alguns MOFs podem custar até milhares de dólares por grama. Como vamos fornecer atendimento emergencial para populações que necessitam de água com um preço desses?”, ressalta Campos.

Nos experimentos realizados durante o estudo, o novo polímero na forma de placas apresentou capacidade de adsorção de aproximadamente 0,43 grama de água por grama de material em ambientes com umidade relativa entre 69% e 90%. O sistema completo é composto por placas contendo o polímero, as hidrocélulas, agrupadas em módulos chamados de hidrobaterias. O ar ambiente circula pelas placas, permitindo que o material capture a umidade. Posteriormente, as placas são aquecidas entre 55 °C e 80 °C, liberando o vapor, que é condensado e coletado.

Campos informa que a faixa de temperatura foi um ponto crítico no desenvolvimento do sistema. “A temperatura não pode ser muito alta. Quando testamos as placas com temperaturas acima de 100 °C, constatamos que isso degradou o polímero, resultando em uma produção de água com odor amoniacal. A redução da temperatura resolveu o problema. Quando baixamos a temperatura para a faixa dos 60 °C, 65 °C, aí sim a água saiu insípida [sem sabor]”, conta a pesquisadora.

A água obtida pelo sistema apresenta elevado grau de pureza, pois resulta essencialmente de um processo de condensação – semelhante à destilação. Análises químicas indicaram ausência de contaminantes orgânicos detectáveis e níveis mínimos de amônia (0,09 miligrama por litro), muito abaixo de limites de segurança internacionais. Como a água é praticamente desmineralizada, os pesquisadores recomendam a adição posterior de sais minerais – procedimento comum em sistemas de dessalinização.

Uma das características importantes do sistema é que o processo pode ser alimentado por energia solar. “No protótipo experimental, utilizamos um sistema híbrido que combina aquecimento elétrico, radiação solar direta e painéis fotovoltaicos. Em condições de pleno sol, quatro painéis fotovoltaicos de 580 W foram suficientes para suprir toda a energia necessária para o funcionamento do equipamento. Essa configuração permite operação tanto conectada à rede elétrica quanto totalmente autônoma, característica relevante para comunidades isoladas”, relata Campos.

Na avaliação da pesquisadora, a questão energética precisa ser pensada sempre em associação com custo e aplicabilidade social. “Não adianta ter um aparato que captura água, mas que consome uma quantidade proibitiva de energia para funcionar. Nos pautamos sempre por soluções tecnologicamente mais simples e mais baratas do que outras propostas disponíveis na literatura”, sublinha.

Mais um resultado importante do estudo foi a estabilidade do material ao longo de múltiplos ciclos de uso. Testes indicaram que o polímero pode operar por mais de 2.500 ciclos de adsorção e dessorção (processo em que a água retida na superfície é liberada), com perda mínima de desempenho. Com base nesses dados, os autores estimam que o sistema pode ter vida útil superior a dez anos, dependendo das condições de operação. Além disso, o caráter modular da tecnologia permite expansão da capacidade de produção. Uma única unidade contendo cerca de 10 quilos de material adsorvente chega a produzir aproximadamente 6 litros de água por dia. Sistemas com centenas ou milhares de módulos poderiam fornecer volumes suficientes para pequenas comunidades.

Campos destaca que o sistema já avançou para uma etapa aplicada: “Estamos nos preparando para um teste de campo na região de Lima, no Peru, em uma comunidade que sobrevive com sistemas artesanais de captação de neblina e abastecimento por caminhões-pipa”.

O estudo foi apoiado pela FAPESP por meio de Auxílio à Pesquisa concedido a Campos.

O artigo Scalable hydrocell technology based on recycled polymers for atmospheric water harvesting pode ser lido em: nature.com/articles/s41545-025-00534-7.

 

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IPBeja acolhe Conferência Internacional sobre Criação Digital em Artes, Media e Tecnologia https://portuguese.hcntimes.com/ipbeja-acolhe-conferencia-internacional-sobre-criacao-digital-em-artes-media-e-tecnologia/ https://portuguese.hcntimes.com/ipbeja-acolhe-conferencia-internacional-sobre-criacao-digital-em-artes-media-e-tecnologia/#respond Sun, 21 Jun 2026 23:05:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/ipbeja-acolhe-conferencia-internacional-sobre-criacao-digital-em-artes-media-e-tecnologia/ IPBeja acolhe Conferência Internacional sobre Criação Digital em Artes, Media e Tecnologia

Trata-se de uma iniciativa que se pretende constituir como um espaço de reflexão, partilha e divulgação científica dedicado à cultura digital e dos media e à sua relação com a arte e a tecnologia, enquanto área de investigação fundamental. O evento centra-se nos artefactos digitais e computacionais, abordando questões relacionadas com o seu design, criação, […]

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IPBeja acolhe Conferência Internacional sobre Criação Digital em Artes, Media e Tecnologia

Trata-se de uma iniciativa que se pretende constituir como um
espaço de reflexão, partilha e divulgação científica dedicado à cultura digital
e dos media e à sua relação com a arte e a tecnologia, enquanto área de
investigação fundamental.

O evento centra-se nos artefactos
digitais e computacionais, abordando questões relacionadas com o seu design,
criação, investigação, implementação, exposição e impacto na sociedade
contemporânea.

A ideia passa por “reforçar a visibilidade de criadores,
investigadores e profissionais que desenvolvem trabalho neste domínio,
promovendo o diálogo entre diferentes áreas disciplinares e contribuindo para o
desenvolvimento de fundamentos conceptuais para uma teoria dos artefactos nos media
digitais.”

O evento que se assume como um espaço
privilegiado para a apresentação e discussão de novas perspetivas, práticas e
experiências relacionadas com os artefactos e as instalações artísticas digitais tem como público-alvo académicos, docentes, investigadores, artistas, profissionais das tecnologias de informação e outros especialistas das áreas das artes digitais, comunicação, cultura, filosofia e educação.

De acordo com o IPBeja, esta conferência ao reunir
participantes nacionais e internacionais, dá um contributo “para aprofundar a
compreensão das artes e da cultura digitais, promovendo a colaboração entre a comunidade
científica, artística e tecnológica.”

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