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A Pinati, marca brasileira de snacks saudáveis, apresentou sua nova campanha institucional, intitulada “Wellness é o nosso código”. Considerada pela empresa como a primeira grande campanha de posicionamento do mercado brasileiro de snacks saudáveis, a iniciativa marca uma nova fase da marca, que amplia sua comunicação para além da categoria de alimentos e fortalece sua […]

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Campanha da Pinati fortalece conexão entre alimentação saudável e estilo de vida

A Pinati, marca brasileira de snacks saudáveis, apresentou sua nova campanha institucional, intitulada “Wellness é o nosso código”. Considerada pela empresa como a primeira grande campanha de posicionamento do mercado brasileiro de snacks saudáveis, a iniciativa marca uma nova fase da marca, que amplia sua comunicação para além da categoria de alimentos e fortalece sua conexão com os universos de lifestyle, comportamento, performance e bem-estar.

A campanha surge como uma evolução natural da trajetória da Pinati, construída a partir de pilares como inovação, comportamento e qualidade de vida. Segundo a marca, o movimento oficializa uma essência que já acompanha a empresa desde sua criação.

Nos últimos anos, o comportamento do consumidor passou por transformações importantes. Mais do que buscar produtos saudáveis, o público procura marcas com propósito, identidade e conexão genuína com seu estilo de vida. É justamente nesse cenário que a Pinati pretende consolidar seu posicionamento e ampliar sua presença em territórios ligados ao bem-estar contemporâneo.

“A alimentação saudável hoje faz parte de uma conversa muito maior sobre qualidade de vida, rotina, autocuidado e expressão individual. A Pinati sempre esteve conectada a esse universo e entendemos que era o momento de tornar esse posicionamento ainda mais claro e estratégico para o mercado”, afirma Waldemiro Pereira III, CEO da Pinati.

Com o conceito “Wellness é o nosso código”, a empresa busca fortalecer seu branding, ampliar o reconhecimento nacional e reforçar a ideia de que o wellness vai além da alimentação, estando presente também na forma como as pessoas vivem, se relacionam e constroem suas rotinas.

A direção criativa da campanha apostou em uma linguagem contemporânea e emocional para traduzir conceitos como movimento, intensidade e transformação. A proposta é destacar que a evolução pessoal acontece em diferentes aspectos da vida e que a alimentação saudável faz parte desse processo.

O lançamento também acompanha o momento de expansão da companhia, que vem fortalecendo sua presença nacional e consolidando sua atuação como uma das marcas mais inovadoras do setor.

“Essa campanha não nasce de uma mudança de direção. Ela nasce da decisão de deixar claro para o mercado quem a Pinati sempre foi. Sempre fomos uma marca conectada à atitude, movimento, bem-estar e superação. Agora transformamos isso em um posicionamento oficial, forte e estratégico. Não queremos apenas participar da evolução do mercado de snacks saudáveis. Queremos liderar esse movimento”, destaca Waldemiro Pereira III.

Lançada oficialmente em 25 de maio, a campanha terá desdobramentos em redes sociais, mídia digital, ações com influenciadores, ativações de marca, eventos e projetos proprietários da Pinati.

A estratégia é direcionada a consumidores conectados aos universos de wellness, esporte, moda, comportamento e lifestyle, que enxergam a alimentação saudável como parte de uma rotina baseada em equilíbrio, evolução e performance.

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Seu estilo de vida está aumentando o risco de Alzheimer? https://portuguese.hcntimes.com/seu-estilo-de-vida-esta-aumentando-o-risco-de-alzheimer/ https://portuguese.hcntimes.com/seu-estilo-de-vida-esta-aumentando-o-risco-de-alzheimer/#respond Tue, 02 Jun 2026 15:00:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/seu-estilo-de-vida-esta-aumentando-o-risco-de-alzheimer/ Seu estilo de vida está aumentando o risco de Alzheimer?

Uma ferramenta inovadora que envolve um exame de sangue com picada no dedo e uma avaliação cerebral on-line foi criada para estimar o risco de um indivíduo desenvolver a doença de Alzheimer, de acordo com uma nova pesquisa. O estudo, publicado na revista Nature Communications, envolveu 174 participantes que realizaram o teste autoadministrado em casa […]

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Seu estilo de vida está aumentando o risco de Alzheimer?

Uma ferramenta inovadora que envolve um exame de sangue com picada no dedo e uma avaliação cerebral on-line foi criada para estimar o risco de um indivíduo desenvolver a doença de Alzheimer, de acordo com uma nova pesquisa.

O estudo, publicado na revista Nature Communications, envolveu 174 participantes que realizaram o teste autoadministrado em casa e enviaram suas amostras de volta às equipes de pesquisa.

O exame de sangue com picada no dedo mediu os biomarcadores p-tau217 e GFAP, que foram associados à doença de Alzheimer e ao declínio geral do cérebro.

Os participantes também concluíram avaliações cognitivas on-line.

Os pesquisadores descobriram que combinar o exame de sangue com testes cerebrais on-line pode ajudar a identificar a probabilidade de uma pessoa desenvolver a doença de Alzheimer e, em seguida, priorizá-la para mais testes, tratamento e apoio.

Embora a demência seja frequentemente um tópico difícil de discutir, compreender os fatores de risco pode ajudar as pessoas a fazerem escolhas informadas para reduzir potencialmente suas chances de desenvolver a doença.

Conversamos com o Dr. Richard Oakley, diretor associado de pesquisa e inovação da Sociedade de Alzheimer, que descreveu alguns dos principais fatores de risco de demência que todos deveriam conhecer e destacou quais mudanças no estilo de vida podem ajudar.

Quais são alguns fatores de risco que não podemos mudar?

Idade

“A idade é um dos maiores fatores de risco associados à doença de Alzheimer porque a chance de desenvolver demência aumenta à medida que envelhecemos”, explica Oakley.

Acima dos 65 anos, o risco de uma pessoa desenvolver Alzheimer dobra a cada cinco anos, de acordo com o site da Sociedade de Alzheimer.

Parte disso se deve às mudanças naturais em nosso corpo.

“Uma coisa que sabemos que leva à demência é o acúmulo de certas proteínas, como amiloide e tau, em nossos cérebros. Com o tempo, eles se agregam nessas massas insolúveis e começam a causar danos em nossos cérebros”, explica Oakley.

Créditos: PA;

Sexo

“Os dados nos mostram que as mulheres têm maior probabilidade de contrair a doença de Alzheimer à medida que envelhecem do que os homens”, diz Oakley.

De acordo com a Sociedade de Alzheimer, há cerca de duas vezes mais mulheres com mais de 65 anos com Alzheimer do que homens com mais de 65 anos com a doença.

No entanto, Oakley diz que as razões por trás disso ainda não estão claras.

“Existem diferentes teorias sobre hormônios e menopausa que estão sendo investigadas, e muitas pesquisas estão tentando descobrir exatamente por que isso acontece, para que possamos fazer mudanças para impedir isso”, diz Oakley.

Genes

“Existem fatores de risco genéticos e certas mutações que as pessoas podem ter e que podem ser transmitidas pelas famílias, o que pode torná-lo mais predisposto a desenvolver diferentes formas de demência, como a doença de Alzheimer”, diz Oakley.

Das 10.000 pessoas que têm Alzheimer, menos de 10 dessas pessoas a terão por causa de um gene familiar, de acordo com o site da Sociedade de Alzheimer.

Existem também certos genes de risco que aumentam as chances de uma pessoa desenvolver a doença de Alzheimer, como o gene APOE.

“Se você obtiver duas cópias do gene APOE4, uma cópia da sua mãe e outra do seu pai, isso aumenta significativamente suas chances de desenvolver Alzheimer”, diz Oakley.

“No entanto, é importante enfatizar que o gene APOE só aumenta as chances de uma pessoa contrair demência e não causa a doença em todos que a têm.”

Créditos: PA;

Certas condições de saúde

“Uma das coisas que sabemos sobre a doença de Alzheimer é que ela pode se tornar vascular, o que acontece quando o dano no cérebro não é causado apenas por certas proteínas, mas também por uma restrição do fluxo sanguíneo para dentro e para fora do cérebro”, explica Oakley.

“Portanto, coisas como pressão alta, colesterol alto e condições que afetam o fluxo sanguíneo e o metabolismo, como diabetes, derrames e doenças cardiovasculares, podem aumentar o risco de Alzheimer.”

Há algum fator de estilo de vida que possa aumentar nosso risco de demência?

“O relatório da Comissão Lancet de 2024 sobre prevenção, intervenção e cuidados com a demência mostrou que cerca de 45% de todos os casos de demência são baseados em fatores de risco modificáveis, em vez de coisas como envelhecimento e genes que não podemos mudar”, diz Oakley.

O relatório constatou que abordar os seguintes 14 fatores de saúde e estilo de vida poderia prevenir quase metade dos casos globais de demência:

â Qualidade da educação na primeira infância (5%)

â Isolamento social (5%)

â Poluição do ar (3%)

â Lesão cerebral traumática (3%)

â Perda auditiva (7%)

â Depressão (3%)

â Pressão alta (2%)

â Diabetes tipo 2 (2%)

â Obesidade (1%)

â Inatividade física (2%)

â Fumar (2%)

â Consumo excessivo de álcool (1%)

â Perda de visão não corrigida (2%)

â Colesterol alto (7%)

Créditos: PA;

Que mudanças no estilo de vida podemos fazer para reduzir nosso risco de doença de Alzheimer?

“Você pode reduzir seu risco individual fazendo coisas como parar de fumar, beber álcool apenas com moderação, ter uma dieta saudável e balanceada, manter um peso saudável e se manter ativo”, diz Oakley.

Além disso, se você conseguir manter sua saúde cardiovascular sob controle, isso pode reduzir o risco de desenvolver demência.

“Costumamos dizer que o que é bom para o coração é bom para a cabeça, então controlar o colesterol e monitorar a pressão arterial pode fazer uma grande diferença”, diz Oakley.

Manter-se conectado também é importante.

“Eu encorajaria as pessoas a continuarem aprendendo hobbies e interagindo com as pessoas”, aconselha Oakley.

“Também precisamos cuidar de nossos entes queridos mais velhos e apoiá-los sempre que possível para se envolverem em hobbies e interações sociais, porque isso desempenha um papel muito importante, não apenas na diversão geral, mas também na redução do risco de desenvolver demência.”

Crédito: Link de origem

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Tatuagem também é coisa de 50+ que rompem preconceitos e realizam sonhos https://portuguese.hcntimes.com/tatuagem-tambem-e-coisa-de-50-que-rompem-preconceitos-e-realizam-sonhos/ https://portuguese.hcntimes.com/tatuagem-tambem-e-coisa-de-50-que-rompem-preconceitos-e-realizam-sonhos/#respond Tue, 02 Jun 2026 12:00:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/tatuagem-tambem-e-coisa-de-50-que-rompem-preconceitos-e-realizam-sonhos/ Tatuagem também é coisa de 50+ que rompem preconceitos e realizam sonhos

São Paulo – Até pouco tempo atrás, pessoas que ousavam desenhar a pele e deixar o desenho da tatuagem à mostra em ambientes sociais, como no trabalho, sofriam um certo preconceito. Isso vem mudando, com maior aceitação social desse estilo, mais usual agora para pessoas 50+.  Thiago Rodrigues, 42 anos, tatuador – Arquivo pessoal De acordo […]

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Tatuagem também é coisa de 50+ que rompem preconceitos e realizam sonhos

São Paulo – Até pouco tempo atrás, pessoas que ousavam desenhar a pele e deixar o desenho da tatuagem à mostra em ambientes sociais, como no trabalho, sofriam um certo preconceito. Isso vem mudando, com maior aceitação social desse estilo, mais usual agora para pessoas 50+

Thiago Rodrigues, 42 anos, tatuador – Arquivo pessoal

De acordo com Thiago Rodrigues, 42 anos, que trabalha há vinte com tatuagem em São Paulo, no início de sua carreiraera difícil ver pessoas mais velhas no estúdio.

Ele revela que os 50+ já chegam decididos sobre o que querem fazer, reclamam menos de dor, e sempre ouvem o que o profissional tem a dizer. 

Tecnicamente falando, o tatuador ressalta que é muito mais difícil tatuar uma pessoa mais velha porque a pele vai ficando cada vez mais fina, perdendo o colágeno e a elasticidade, e é mais delicado aplicar a tinta sem machucar a pele. Após os 60 anos, o ideal é optar por tatuagens que não sejam tão coloridas nem tenham linhas muito finas.

Muita gente adiou o sonho por preconceito. Após a morte de um ente querido, que muitas vezes era contra a tatuagem, a pessoa se sente mais à vontade”, diz Rodrigues.

Em sua prática, ele observa que existe diferença entre o que um jovem e uma pessoa mais velha escolhem para tatuar. Como os idosos não têm conhecimento das tendências nessa área, buscam opções tradicionais, como borboleta, flores, homenagens, mais simples e menores, frequentemente em lugares mais discretos do corpo. Ele revela também que braços e pernas são os lugares mais buscados por este público.

Thiago Rodrigues defende que as pessoas façam os que elas têm vontade, não importa a idade.

“A pessoa mais velha que tatuei foi um senhor de 82 anos, com a pele bem fininha, ele chegou com o neto. Explicou que a esposa havia falecido e queria fazer uma homenagem a ela, tatuando os dois em uma viagem que fizeram para a Bahia. Ele me entregou a foto eu fiz o desenho. Essa foi uma das histórias que mais me tocou”, conta o tatuador.

Primeira tatuagem após os 70

A dona de casa Leni Moura Taraborelli, 77 anos, já está na sua segunda tatuagem. A primeira foi uma coruja com a palavra “avó”, aos 71 anos, em homenagem aos netos. Em abril deste ano, ela fez a segunda, uma borboleta azul, pois sempre sonhava com o inseto. Ela conta que a primeira doeu mais, já a segunda, mesmo sendo maior e colorida, foi mais tranquila. “Só doeu no começo, depois adormeceu  e não senti mais nada”.

Ela lembra que nunca pensou em fazer o desenho na pele porque sempre pensou em tatuagem como algo de bandido. Quando seu filho fez a primeira tatuagem, ainda na adolescência, ela ficou muito brava, chorou, achou que aquilo poderia ser um sinal de que o filho estava indo para o caminho errado. O tempo passou, o filho se manteve no caminho certo e, para sua surpresa as netas apareceram com tatuagens.

Num primeiro momento ela criticou, achou feio, disse que aquilo não era coisa para menina. Suas netas continuaram a fazer tatuagens e, aos poucos, ela foi revelando que também tinha vontade de fazer uma.

Para incentivar o seu desejo, a filha e a neta deram de presente de aniversário a sua primeira tatuagem. Ela ficou muito feliz com o resultado. E pensa que parou? Não, ela já disse que quer fazer outra.

Já Nizor Mataruco, de 58 anos, autônomo, revela que sempre gostou de tatuagem, mas só fez a primeira quando tinha 53 anos.

Demorei em respeito aos meus pais e a minha falecida esposa, que tinham preconceito com pessoas com tatuagem. Hoje eu tenho cinco tatuagens e pretendo fazer mais algumas.”

Mataruco revela que a tatuagem o deixou com ainda mais vontade de viver. “A sensação é muito boa, você olha no espelho e se sente vivo. Quanto tempo eu demorei para realizar esse desejo.. uma sensação de ficar mais jovens, mais alegria, mais vontade de viver, é muito bom”, afirma.

Nizor Mataruco, dentro de um fusca verde
Nizor Mataruco, 58 anos – Arquivo pessoal

Sobre sentir dor ao fazer os desenhos, ela afirma que a vontade era tão grande que não sentiu nada. Para o autônomo, o desenho na pele não é sinal de rebeldia e, sim, de realização de um sonho.

Ele revela ainda que acabou sendo inspiração para o amigo do seu filho, que ficou surpreso quando viu que ele tinha feito a tatuagem após os 50 anos e, na semana seguinte, também apareceu tatuado.

Se você tem vontade, esquece o que os outros vão falar para você. Minha família italiana era muito rígida, ainda bem que me libertei disso, mas demorei muito. Mas se você tem vontade, vai lá e faz, seja feliz na sua vida”.

Dicas pós-tatuagem

O tatuador Thiago Rodrigues explica que os cuidados pós-tatuagem são os mesmos para todas as pessoas:

– Após retirar o plástico lave a tatuagem suavemente com água e sabonete neutro;

– Use com toalha macia ou papel toalha para secar;

– Aplique uma fina camada de pomada cicatrizante ou hidratante indicado pelo seu tatuador;

– Evite coçar, arrancar casquinhas, exposição ao sol e banhos de mar ou piscina.

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5 hábitos inesperados que podem reforçar o sistema imunitário https://portuguese.hcntimes.com/5-habitos-inesperados-que-podem-reforcar-o-sistema-imunitario/ https://portuguese.hcntimes.com/5-habitos-inesperados-que-podem-reforcar-o-sistema-imunitario/#respond Tue, 02 Jun 2026 05:03:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/5-habitos-inesperados-que-podem-reforcar-o-sistema-imunitario/ 5 hábitos inesperados que podem reforçar o sistema imunitário

Como é que o seu corpo reage a germes, vírus e bactérias? Se está sempre doente ou mais em baixo, o seu sistema imunitário pode estar fraco. O que fazer para o reforçar? Existem alguns hábitos que podem ser uma ajuda. A verdade é que alguns até parecem inesperados. Alguns especialistas em saúde contam tudo. […]

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5 hábitos inesperados que podem reforçar o sistema imunitário

Como é que o seu corpo reage a germes, vírus e bactérias? Se está sempre doente ou mais em baixo, o seu sistema imunitário pode estar fraco. O que fazer para o reforçar? Existem alguns hábitos que podem ser uma ajuda. A verdade é que alguns até parecem inesperados. Alguns especialistas em saúde contam tudo.

O website EatingWell falou com alguns especialistas em saúde para perceber o que pode fazer para conseguir reforçar o sistema imunitário. Podem ser hábitos que nunca pensou que tivessem esse efeito, mas a verdade é que acabam por ser bastante benéficos para a sua saúde.

Como reforçar o sistema imunitário

1- Comer mais frutas

As laranjas são, à partida, algo que comeria mais vezes devido à vitamina C, mas existem mais opções. “Muitas vezes, as frutas são vistas com desdém por causa do seu teor de açúcar. Embora o seu doce da natureza seja uma fonte de açúcares naturais, muitos ignoram as fibras, os antioxidantes e as vitaminas e minerais essenciais das frutas, como as vitaminas C, A e E e o zinco”, começa por dizer Courtney Coe.

Leia Também: O mau hábito matinal que prejudica (e muito) a saúde dos intestinos

A especialista diz ainda que “as fibras contribuem para um microbioma intestinal saudável e 80% do seu sistema imunológico está localizado no intestino”.

2- Tomar menos suplementos

Poderá parecer contraditório, mas acaba por ter algum sentido. “Algumas pessoas dependem demais de reforços imunológicos instantâneos, depositam muita fé em suplementos e negligenciam a manutenção de um estilo de vida saudável e sustentável”, revela Raj Dasgupta.

Desta forma, “seguir um padrão alimentar equilibrado, com alimentos que fortalecem o sistema imunitário, é a chave para a saúde imunológica a longo prazo”.

3- Apanhar sol e aproveitar temperaturas baixas

A radiação UV pode ser prejudicial, mas tudo depende da forma como está a fazê-lo. “Embora seja sabido que o excesso de radiação UV da luz solar está ligado a várias formas de cancro, permanecer na sombra pode diminuir as hipóteses de ter uma imunidade maior. Passar tempo ao ar livre, mesmo durante o frio, ajuda a promover a produção de vitamina D”, continua Coe.

4- Apostar em proteínas animais

Há quem se afaste de todo deste tipo de alimentos, mas acabam por trazer diversas vitaminas que só consegue em maiores quantidades por via da suplementação. “Quando se trata do sistema imunitário, as proteínas animais não só são seguras, como acabam por ser extremamente valiosas.”

5- Sair mais de casa e conviver

“Reunir-se com as pessoas que gosta traz o risco de contrair um vírus, por exemplo. No entanto, ficar sozinho também tem seu preço. A solidão pode causar mais stress e contribuir para comportamentos prejudiciais à saúde, como fumar ou ter uma alimentação inadequada. Além disso, a solidão está associada à supressão do sistema imunitário e a uma resposta imune comprometida.”

Rica em vitamina C e antioxidantes, a laranja destaca-se como a fruta cítrica mais saudável, uma vez que ajuda a reforçar o sistema imunitário, protege o coração e até melhora o humor.

Mariline Direito Rodrigues | 07:03 – 13/05/2026

Crédito: Link de origem

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Royal Boulevard: Onde o estilo de vida de “resort urbano” está gradualmente emergindo no novo centro de Hai Phong. https://portuguese.hcntimes.com/royal-boulevard-onde-o-estilo-de-vida-de-resort-urbano-esta-gradualmente-emergindo-no-novo-centro-de-hai-phong/ https://portuguese.hcntimes.com/royal-boulevard-onde-o-estilo-de-vida-de-resort-urbano-esta-gradualmente-emergindo-no-novo-centro-de-hai-phong/#respond Tue, 02 Jun 2026 03:26:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/royal-boulevard-onde-o-estilo-de-vida-de-resort-urbano-esta-gradualmente-emergindo-no-novo-centro-de-hai-phong/ Royal Boulevard: Onde o estilo de vida de “resort urbano” está gradualmente emergindo no novo centro de Hai Phong.

Localizado no novo centro de Hai Phong , o Royal Boulevard cria um estilo de vida de “resort urbano” – onde os moradores desfrutam da tranquilidade de um ambiente de resort, ao mesmo tempo que se sentem imersos no fluxo vibrante de uma cidade moderna. A energia vibrante é evidente desde os primeiros habitantes. No […]

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Royal Boulevard: Onde o estilo de vida de “resort urbano” está gradualmente emergindo no novo centro de Hai Phong.

Localizado no novo centro de Hai Phong , o Royal Boulevard cria um estilo de vida de “resort urbano” – onde os moradores desfrutam da tranquilidade de um ambiente de resort, ao mesmo tempo que se sentem imersos no fluxo vibrante de uma cidade moderna.

A energia vibrante é evidente desde os primeiros habitantes.

No dia 31 de maio, a cerimônia de entrega das primeiras casas do Royal Boulevard atraiu um grande número de clientes e moradores que vieram conhecer o projeto. Além de marcar a conclusão da obra, o evento também demonstrou o crescente apelo do bulevar central da Ilha Royal, à medida que uma comunidade residencial se consolida.

O evento de entrega, realizado em 31 de maio, atraiu um grande número de moradores e clientes.

O Sr. Nguyen Van Trong (70 anos, residente do Royal Boulevard) disse que o que mais o impressionou não foi apenas a arquitetura inspirada nas ruas comerciais europeias, mas também a forma como a construtora criou um ambiente residencial que equilibra conveniência, áreas verdes e vida comunitária.

“Este não é simplesmente um lugar para morar, mas um lugar onde a família pode cultivar valores duradouros por muitas gerações”, compartilhou o Sr. Trong.

Para famílias jovens, o atrativo do Royal Boulevard reside em seu ecossistema completo de comodidades que otimizam o tempo e melhoram a qualidade de vida. A Sra. Pham Thu Ha (32 anos) afirmou que o fato de seus filhos estudarem dentro da área urbana reduz significativamente o tempo que sua família gasta se deslocando diariamente para a escola.

“Lojas, opções de entretenimento, esportes e serviços de saúde ficam muito perto. Com menos tempo de deslocamento, a família tem mais tempo para passar junta”, disse a Sra. Ha.

Os clientes visitaram com entusiasmo as casas modelo e experimentaram o estilo de vida de

Os clientes visitaram com entusiasmo as casas modelo e experimentaram o estilo de vida de “resort urbano” no Royal Boulevard.

A satisfação de moradores como o Sr. Trong e a Sra. Ha também decorre do planejamento inteligente do projeto e da localização geográfica privilegiada do boulevard. O Royal Boulevard está situado no Eixo da Felicidade – a principal via de transporte da ilha, que acompanha o Rio Cam. Esta rua comercial é composta por casas geminadas e vilas semi-isoladas, todas construídas com uma altura uniforme de 4 andares e áreas diversas que variam de 62 m² a 130 m².

“O que mais gosto neste produto é a fachada muito ampla, que varia de 5m a 17m, o que facilita muito o negócio. A fachada espaçosa ajuda a loja a criar facilmente um ponto focal, atrair a atenção dos clientes e também facilita a disposição da sinalização e do espaço de exposição”, compartilhou a Sra. Thu Ha.

Graças a essas impressionantes especificações técnicas, cada metro quadrado do Royal Boulevard resolve perfeitamente o problema de utilização, oferecendo espaços residenciais privados e luxuosos nos andares superiores, além de um ativo gerador de renda real por meio de negócios próprios ou aluguel de espaço comercial no térreo.

O Royal Boulevard está localizado no coração da vibrante área de entretenimento da Royal Island.

O Royal Boulevard está localizado no coração da vibrante área de entretenimento da Royal Island.

Inspirado em Veneza e na Toscana, o Royal Boulevard foi projetado com paletas de cores quentes, telhados inclinados de telha, varandas abertas e ruas amplas e arejadas que levam ao Rio Cam. A combinação da paisagem ribeirinha, da arquitetura europeia e das amplas comodidades comunitárias oferece uma experiência de resort no dia a dia.

Onde o estilo de vida de resort e a energia urbana se misturam.

Se o espaço habitacional é a base, então o ecossistema de experiências é o elemento que cria o estilo de vida singular de “resort urbano” no Royal Boulevard.

A principal vantagem do loteamento reside na sua proximidade com a Rua Pedonal Vu Yen – Parque e a Praça Europeia. Estes dois grandes espaços públicos acolhem regularmente atividades culturais, de entretenimento e festivais. Consequentemente, a área tornar-se-á um vibrante centro de encontro, convívio e lazer para residentes e turistas, contribuindo para um estilo de vida dinâmico e coeso ao longo do ano.

Essa energia vibrante ficou claramente demonstrada pelos eventos contínuos que aconteciam na Praça Europeia. Na noite de 30 de maio, milhares de espectadores compareceram ao show “Cool Baby”, do artista mirim Xệ Xệ, com a participação do rapper Double2T e muitos outros artistas famosos.

Música, luzes e atividades comunitárias interativas transformaram a praça em um ponto central que conecta moradores e visitantes do Royal Boulevard.

O concerto

O concerto “Quality Baby”, na noite de 30 de maio, transformou a praça europeia num vibrante espetáculo musical .

A organização regular de eventos não só enriquece a vida espiritual da comunidade, como também contribui para o aumento do número de visitantes na região. Este é um fator importante para manter o ambiente comercial vibrante das ruas, ao mesmo tempo que cria mais oportunidades de negócios para restaurantes, cafés, lojas e empresas de serviços no Royal Boulevard.

Em meio ao vibrante desenvolvimento da Ilha Real, o Royal Boulevard oferece um padrão de vida completamente diferente. Aqui, o estilo de vida de resort e a energia urbana não existem separadamente, mas se fundem perfeitamente em cada momento do dia a dia, criando um estilo de vida de “resort urbano” cada vez mais distinto no coração do novo empreendimento de Hai Phong.

Bao Anh

Fonte: https://vtcnews.vn/royal-boulevard-noi-nhip-song-city-resort-dan-hien-o-trung-tam-moi-hai-phong-ar1021351.html

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Transformar resíduos em um hábito de estilo de vida sustentável. https://portuguese.hcntimes.com/transformar-residuos-em-um-habito-de-estilo-de-vida-sustentavel/ https://portuguese.hcntimes.com/transformar-residuos-em-um-habito-de-estilo-de-vida-sustentavel/#respond Mon, 01 Jun 2026 23:08:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/transformar-residuos-em-um-habito-de-estilo-de-vida-sustentavel/ Transformar resíduos em um hábito de estilo de vida sustentável.

Mulheres do povoado de Ba Hon participam da triagem e venda de resíduos para arrecadar fundos e apoiar mulheres carentes da comunidade. Foto: THUY TRANG No final de abril, a União das Mulheres da comuna de Kien Luong lançou o modelo “Casa Verde” no povoado de Ba Hon. Através deste modelo, as mulheres associadas são […]

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Transformar resíduos em um hábito de estilo de vida sustentável.

Mulheres do povoado de Ba Hon participam da triagem e venda de resíduos para arrecadar fundos e apoiar mulheres carentes da comunidade. Foto: THUY TRANG

No final de abril, a União das Mulheres da comuna de Kien Luong lançou o modelo “Casa Verde” no povoado de Ba Hon. Através deste modelo, as mulheres associadas são incentivadas a coletar e separar o lixo na fonte. Resíduos recicláveis, como garrafas plásticas, latas e papel velho, são coletados na “Casa Verde” para serem vendidos e usados ​​na arrecadação de fundos para apoiar as mulheres associadas em situação de vulnerabilidade.

A Sra. Tran Thi Dam, presidente da União das Mulheres da Comuna de Kien Luong, disse: “O modelo recebeu uma resposta positiva inicial das associadas e dos moradores. Por meio das atividades de separação de resíduos, a conscientização das pessoas sobre a proteção ambiental tem melhorado gradualmente. Esperamos que o modelo continue a ser expandido para que cada vez mais pessoas participem.”

Graças ao sucesso inicial do modelo, muitas famílias adquiriram o hábito de separar o lixo doméstico em casa. A Sra. Vu Thi Minh, moradora do povoado de Ba Hon, contou que, antes, diferentes tipos de lixo eram frequentemente misturados, mas, desde que começou a participar do projeto, sua família passou a separar proativamente garrafas plásticas, latas e papéis usados ​​para levar à “Casa Verde”.

Além do modelo “Casa Verde”, o Comitê Popular da comuna de Kien Luong também coordena com o Comitê da Frente da Pátria do Vietnã e outras organizações da comuna a implementação de diversas atividades práticas de proteção ambiental, como o programa de troca de lixo por doações com a empresa INSEE; a manutenção dos modelos “5 nãos, 3 limpos, 3 seguros”; e a mobilização de organizações religiosas para participarem da proteção ambiental.

No dia 5 de cada mês, as autoridades locais lançam uma campanha abrangente de limpeza ambiental, recolhendo o lixo ao longo das vias de tráfego e em áreas residenciais. Simultaneamente, incentivam os moradores a plantar árvores, criar avenidas floridas e cuidar das paisagens rurais. Essas atividades contribuem para aumentar a conscientização da comunidade e, gradualmente, fomentar o hábito de manter a higiene ambiental no dia a dia.

Simultaneamente, as autoridades locais estão a dar especial atenção à recolha e ao tratamento de resíduos. Atualmente, todas as principais vias do município dispõem de veículos especializados para a recolha de resíduos domésticos. Cerca de 50 toneladas de resíduos são recolhidas e transportadas diariamente para uma central de tratamento. A área possui uma estação de tratamento de resíduos com capacidade para 100 toneladas por dia, que satisfaz as necessidades de receção e processamento dos resíduos gerados.

Além disso, o gerenciamento do lixo acumulado é dificultado por obstáculos nos procedimentos relacionados à licitação e à assinatura de contratos de tratamento de resíduos com as unidades receptoras. De acordo com Tran Binh Trong, Secretário Adjunto do Comitê do Partido e Presidente do Comitê Popular da comuna de Kien Luong, a localidade considera a proteção ambiental uma tarefa regular e de longo prazo. No futuro, a comuna continuará a promover campanhas de conscientização, organizar cursos de capacitação para orientar a população na separação de resíduos na fonte e replicar modelos eficazes de proteção ambiental.

Nas áreas sem serviço de coleta de lixo, as autoridades locais incentivam os moradores a adotarem métodos adequados de descarte de resíduos, como compostagem, construção de incineradores ou utilização de aterros sanitários. Simultaneamente, o município intensifica as inspeções e toma medidas contra infrações ambientais, aprimorando gradualmente o sistema de coleta, transporte e tratamento de resíduos, contribuindo para um melhor ambiente de vida e criando uma paisagem rural cada vez mais verde, limpa e bonita.

THUY TRANG

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Lagom: a filosofia sueca que ensina como viver bem e com equilíbrio https://portuguese.hcntimes.com/lagom-a-filosofia-sueca-que-ensina-como-viver-bem-e-com-equilibrio/ https://portuguese.hcntimes.com/lagom-a-filosofia-sueca-que-ensina-como-viver-bem-e-com-equilibrio/#respond Mon, 01 Jun 2026 20:06:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/lagom-a-filosofia-sueca-que-ensina-como-viver-bem-e-com-equilibrio/ Lagom: a filosofia sueca que ensina como viver bem e com equilíbrio

Filosofia sueca baseada no equilíbrio e na moderação ganha espaço nas discussões sobre saúde mental, burnout e qualidade de vida Por: Isabella Bisordi / Bons Fluidos Em um mundo acelerado, marcado pela produtividade constante, pela sensação de urgência e pela ideia de que sempre precisamos de mais, uma palavra sueca voltou a ganhar força nas […]

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Lagom: a filosofia sueca que ensina como viver bem e com equilíbrio

Filosofia sueca baseada no equilíbrio e na moderação ganha espaço nas discussões sobre saúde mental, burnout e qualidade de vida

Em um mundo acelerado, marcado pela produtividade constante, pela sensação de urgência e pela ideia de que sempre precisamos de mais, uma palavra sueca voltou a ganhar força nas conversas sobre saúde mental e qualidade de vida: lagom.




Entenda o que significa lagom, a filosofia sueca do “nem demais, nem de menos”, e por que o conceito virou símbolo de equilíbrio e bem

Foto: estar – Reprodução: anyaberkut/Getty Images / Bons Fluidos

Sem tradução exata para o português, o termo pode ser resumido de forma simples: “nem demais, nem de menos – apenas o suficiente”. Mas, na prática, o significado vai muito além da moderação.

O lagom representa uma filosofia de vida baseada em equilíbrio, sustentabilidade emocional e consciência sobre os próprios limites. E talvez seja justamente por isso que o conceito tenha se tornado tão popular fora da Suécia nos últimos anos.

O que significa lagom?

Para muitos suecos, lagom não é apenas uma palavra, mas uma forma de enxergar o mundo. A escritora e fotógrafa Lola Akinmade Åkerström, autora do livro Lagom: The Swedish Secret of Living Well, descreve o conceito como a essência do estilo de vida escandinavo. Segundo ela, a ideia está presente em praticamente todas as áreas da rotina: no trabalho, nas relações, na alimentação, na decoração da casa e até na forma de consumir.

O lagom propõe encontrar a medida certa para viver com mais conforto emocional e menos sobrecarga. “Pense em lagom como uma balança imaginária que precisa sempre estar equilibrada”, explica Åkerström. A lógica é simples: tanto o excesso quanto a falta podem desestabilizar a vida.

A origem curiosa da filosofia sueca

As raízes culturais do lagom remontam aos tempos dos vikings. Segundo a tradição popular, após longos dias de trabalho, grupos se reuniam ao redor da fogueira para compartilhar hidromel em um único recipiente. Cada pessoa precisava beber apenas uma quantidade justa para que houvesse bebida suficiente para todos.

Com o tempo, a expressão associada a esse compartilhamento coletivo teria evoluído até chegar à palavra lagom. A ideia central permanece a mesma até hoje: viver de forma equilibrada, considerando tanto as próprias necessidades quanto o bem-estar coletivo.

Por que o lagom ganhou força em tempos de burnout?

O conceito voltou a chamar atenção justamente em um período em que temas como esgotamento emocional, ansiedade e excesso de produtividade passaram a dominar debates sobre saúde mental. 

Enquanto muitas culturas valorizam a lógica do “sempre mais” – mais trabalho, mais consumo, mais desempenho -, o lagom surge como um contraponto quase silencioso. A proposta não envolve radicalismos, dietas extremas ou produtividade incessante. Pelo contrário: o objetivo é criar hábitos possíveis de serem mantidos sem sofrimento.

O conceito na prática: pequenas pausas e consumo consciente

O grande charme dessa filosofia é a sua aplicabilidade. Ela não exige revoluções drásticas, mas sim pequenos ajustes de foco na nossa rotina diária:

1. No ambiente profissional

Entender que trabalhar além dos limites esvazia a criatividade. Os suecos valorizam os momentos de respiro ao longo do dia para tomar um café e conversar com os colegas – um ritual social afetuoso conhecido como fika. Parar um pouco ajuda a recalibrar o foco.

2. Dentro do lar

Decorar e organizar os espaços com base no afeto e na utilidade. O que não tem função prática ou valor emocional é desapegado. Uma casa acolhedora é aquela que respira, sem o acúmulo de objetos desnecessários.

3. À mesa

Privilegiar ingredientes locais, sazonais e frescos, evitando o desperdício. Pratos tradicionais escandinavos costumam reaproveitar as sobras do dia anterior com criatividade, celebrando a sustentabilidade no prato.

4. Nas finanças

Direcionar o dinheiro para o que realmente dura. Vale mais a pena investir em uma peça de vestuário durável e de excelente qualidade do que ceder ao impulso de comprar vários itens descartáveis e de procedência duvidosa.

O equilíbrio também vale para as emoções

Talvez uma das partes mais interessantes do lagom seja justamente a relação com o bem-estar emocional. A filosofia sugere que felicidade não está necessariamente ligada a extremos – nem à euforia constante, nem à privação absoluta. O foco está em construir uma vida emocionalmente sustentável.

Segundo especialistas, estilos de vida mais equilibrados tendem a reduzir a sensação de sobrecarga mental e favorecer maior clareza emocional e cognitiva. Por isso, o lagom passou a aparecer cada vez mais em discussões sobre saúde mental, autocuidado e prevenção do burnout.

Encontrando a sua própria medida

O mais fascinante é entender que não existe uma regra única. Cada indivíduo tem o seu próprio ponto de equilíbrio. O autoconhecimento é a chave para descobrir o que é suficiente para a sua satisfação, respeitando o seu ritmo e as suas necessidades reais.

Muitas vezes, adotar essa postura significa aprender a ouvir mais e falar apenas o necessário, ou exercitar o poder de dizer “não” para os excessos do mundo sem carregar o peso da culpa. Que tal fazer uma pausa hoje, respirar fundo e avaliar onde você pode aplicar essa dose de harmonia na sua vida? Afinal, quando descobrimos o valor do suficiente, percebemos que já temos tudo o que precisamos para ser felizes.

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Do endereço ao estilo de vida: Como está a mudar o luxo imobiliário https://portuguese.hcntimes.com/do-endereco-ao-estilo-de-vida-como-esta-a-mudar-o-luxo-imobiliario/ https://portuguese.hcntimes.com/do-endereco-ao-estilo-de-vida-como-esta-a-mudar-o-luxo-imobiliario/#respond Mon, 01 Jun 2026 16:32:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/do-endereco-ao-estilo-de-vida-como-esta-a-mudar-o-luxo-imobiliario/ Do endereço ao estilo de vida: Como está a mudar o luxo imobiliário

O Palácio do Freixo, no Porto, recebeu a conferência “Entre Linhas – Luxury Real Estate Insights”, promovida pelo Grupo Century21 Arquitectos, que reuniu especialistas dos sectores imobiliário, financeiro, marketing e arquitectura para debater os desafios e oportunidades do segmento de luxo em Portugal. Moderado por Joana Resende, CEO do Grupo CENTURY21 Arquitectos, o encontro contou […]

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Do endereço ao estilo de vida: Como está a mudar o luxo imobiliário

O Palácio do Freixo, no Porto, recebeu a conferência “Entre Linhas – Luxury Real Estate Insights”, promovida pelo Grupo Century21 Arquitectos, que reuniu especialistas dos sectores imobiliário, financeiro, marketing e arquitectura para debater os desafios e oportunidades do segmento de luxo em Portugal.

Moderado por Joana Resende, CEO do Grupo CENTURY21 Arquitectos, o encontro contou com a participação de Manuel Maria Gonçalves, CEO da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários – APPII, António Paraíso, especialista em Marketing, Luxo e Inovação, e Renato Reis Pereira, Head of Private Bank da Caixa Geral de Depósitos.

Ao longo da sessão, os oradores destacaram a crescente sofisticação do mercado imobiliário premium, mas também alertaram para os desafios estruturais que continuam a limitar a oferta habitacional e a capacidade de resposta do sector.

Ao Diário Imobiliário, explicaram o que significa o imobiliário de luxo, o que procuram os investidores e as potencialidades deste segmento de mercado.

Joana Resende; António Paraíso; Renato Reis Pereira e Manuel Maria Gonçalves @Francisco Magalhães

Mercado de luxo mantém procura elevada

Na sua intervenção, Manuel Maria Gonçalves sublinhou que o mercado residencial português continua a demonstrar grande resiliência, sobretudo nos segmentos médio-alto e de luxo.

“O mercado está a estabilizar após um ciclo de forte valorização, e esse é um dado positivo. Mais de metade das casas à venda em Lisboa já ultrapassam os 500 mil euros e cerca de 200 mil imóveis situam-se acima dos 200 mil euros, o que demonstra a existência de um segmento premium robusto”, referiu.

O responsável da APPII alertou, contudo, para a persistente escassez de oferta, apontando a falta de resposta da construção nova como um dos principais factores para o desequilíbrio do mercado.

Confiança legislativa é essencial para atrair investimento

Outro dos temas abordados diz respeito à competitividade de Portugal na captação de investimento imobiliário internacional.

Segundo Manuel Maria Gonçalves, o país continua a reunir condições muito atractivas para investidores estrangeiros, mas necessita de maior estabilidade regulatória.

“Portugal tem atributos reais: qualidade de vida, localização, talento e arquitetura. Mas para continuarmos a captar investimento é necessário garantir previsibilidade. O investidor de longo prazo não decide apenas com base no produto; decide com base na confiança”, afirmou.

O dirigente da APPII defendeu ainda a necessidade de processos de licenciamento mais céleres e de um enquadramento fiscal estável que permita aos promotores planear investimentos a longo prazo.

Alterações legislativas são positivas, mas exigem estabilidade

Relativamente às recentes alterações legislativas no sector da habitação e urbanismo, Manuel Maria Gonçalves considerou que várias medidas representam avanços importantes.

“Há mudanças que fazem sentido e que respondem a bloqueios que impediam projectos de avançar. O sector precisa de previsibilidade. Nos últimos anos tivemos sucessivas alterações fiscais e regulamentares, e isso dificulta o planeamento de investimentos que são feitos para décadas”, salientou.

O responsável alertou que a confiança dos investidores depende da estabilidade das regras do jogo e da capacidade do Estado em garantir segurança jurídica.

O novo luxo valoriza experiência e identidade

A componente arquitectónica do debate foi amplamente desenvolvida por Joana Resende, que destacou a crescente influência da arquitectura na valorização dos projectos imobiliários premium.

“A arquitectura deixou de ser apenas estética. Hoje é a narrativa que confere valor ao projecto. O verdadeiro luxo está na experiência de habitar, na qualidade dos espaços, na relação com a paisagem e na autenticidade do conceito”, afirmou.

Segundo a CEO da Century21 Arquitectos, os compradores internacionais procuram cada vez mais imóveis com identidade própria e forte assinatura arquitectónica.

“Os clientes premium valorizam projetos com carácter, que dialoguem com o território e que ofereçam uma experiência diferenciadora. A arquitetura tornou-se um fator de posicionamento e reputação”, explicou.

Sustentabilidade e integração substituem a ostentação

Joana Resende defendeu ainda que o conceito de luxo está a mudar profundamente.

“O luxo contemporâneo já não está associado à ostentação. Está associado ao bem-estar, à sustentabilidade, à privacidade e à integração com a envolvente. Um projeto verdadeiramente luxuoso é aquele que se sente e não apenas aquele que se vê”, referiu.

A responsável destacou igualmente o reconhecimento internacional da arquitetura portuguesa, apontando a valorização da luz, dos materiais naturais e da relação com a paisagem como factores que continuam a atrair compradores estrangeiros para Portugal.

António Paraíso; Renato Reis Pereira e Manuel Maria Gonçalves @Francisco Magalhães

Segmento premium continua resiliente

Apesar do actual contexto económico e geopolítico internacional, Manuel Maria Gonçalves considera que o segmento de luxo continuará a demonstrar capacidade de resistência.

“O segmento de maior valor tende a ser mais resiliente aos ciclos económicos. A questão central não é a falta de procura. O problema continua a ser a insuficiência da oferta para responder à procura existente”, concluiu.

A conferência terminou com uma reflexão comum entre os participantes: o futuro do imobiliário de luxo passará cada vez mais pela combinação entre arquitectura, lifestyle, sustentabilidade e experiência, num mercado onde a diferenciação e a autenticidade assumem um papel determinante.

Pode enriquecer o artigo com os contributos de António Paraíso, reforçando a dimensão do luxo, da arquitectura e da experiência no imobiliário premium:

O luxo deixou de ser apenas localização

Na perspectiva de António Paraíso, especialista em Marketing, Luxo e Inovação, o conceito de luxo imobiliário está a evoluir rapidamente e já não se limita à localização privilegiada.

“O mercado português continua muito procurado por compradores internacionais que valorizam destinos como Lisboa, Cascais, Comporta, Algarve e Porto. No entanto, hoje procuram muito mais do que localização. Procuram qualidade de vida, privacidade, experiências personalizadas e uma ligação autêntica ao território”, destacou.

Segundo o especialista, os compradores de elevado património valorizam cada vez mais a integração dos empreendimentos na natureza, a sustentabilidade, a tecnologia, o bem-estar e os serviços associados ao estilo de vida.

“Os espaços verdes, os ginásios, as áreas exteriores e os serviços premium já fazem parte da equação. O luxo moderno está associado à felicidade, à identidade e à experiência de viver”, acrescentou.

Inteligência artificial transforma a experiência residencial

A tecnologia foi outro dos temas abordados. Para António Paraíso, a inteligência artificial está a assumir um papel crescente na valorização dos activos de luxo.

“Os clientes deste segmento valorizam casas inteligentes, com automação integrada, controlo remoto da iluminação, climatização, segurança e energia. As habitações estão a tornar-se verdadeiros ecossistemas digitais”, explicou.

Além das funcionalidades tecnológicas, o especialista considera que a gestão inteligente dos edifícios e os serviços personalizados serão cada vez mais decisivos para atrair compradores internacionais.

“Os investidores procuram experiências fluidas, imediatas e altamente personalizadas. A tecnologia é hoje um elemento diferenciador na criação dessa experiência”.

Branded Residences ganham protagonismo

António Paraíso destacou igualmente o crescimento do segmento das Branded Residences, uma tendência que tem vindo a ganhar força em Portugal.

“As branded residences são um conceito particularmente apelativo porque permitem combinar a experiência imobiliária com o universo das marcas de luxo, da hotelaria e do lifestyle”, afirmou.

Segundo o especialista, estes projectos oferecem aos compradores mais do que um imóvel.

“O cliente já não procura apenas uma casa. Procura um estilo de vida, um conjunto de valores e uma ligação emocional ao projecto. O comprador quer sentir que pertence a uma comunidade e a um universo aspiracional”.

Joana Resende @Francisco Magalhães

Arquitectura e diferenciação são factores decisivos

A arquitectura assumiu igualmente destaque na análise de António Paraíso, que considera a diferenciação um dos principais desafios do mercado imobiliário premium.

“Num mercado global e altamente competitivo, a diferenciação está na capacidade de criar e oferecer experiências extraordinárias. A arquitectura tem aqui um papel fundamental porque ajuda a construir identidade, emoção e valor”, referiu.

Para o especialista, os profissionais do sector devem combinar conhecimento técnico com uma profunda compreensão das novas exigências dos consumidores.

“É preciso entender o mercado, mas também entender as pessoas. O profissional do futuro terá de saber escutar, compreender e criar soluções que respondam às expectativas de clientes cada vez mais exigentes”.

Sustentabilidade tornou-se um requisito do luxo

Outro dos temas centrais foi a sustentabilidade, que António Paraíso considera já um requisito essencial no segmento premium.

“O luxo consciente veio para ficar. Hoje os compradores valorizam eficiência energética, materiais sustentáveis, certificações ambientais e soluções que reduzam o impacto ambiental”, afirmou.

Na sua opinião, Portugal encontra-se bem posicionado para responder a esta procura internacional.

“Os compradores estrangeiros, sobretudo oriundos de mercados mais maduros, procuram projectos alinhados com princípios de sustentabilidade. A arquitectura bioclimática, os sistemas de construção sustentável e a gestão eficiente dos recursos deixaram de ser uma opção para passarem a ser uma exigência”.

Estes testemunhos complementam as intervenções de Manuel Maria Gonçalves e Joana Resende, reforçando a ideia de que o futuro do imobiliário de luxo passa pela convergência entre arquitectura, experiência, tecnologia, sustentabilidade e identidade dos projectos.

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‘O coração e a mente não se aposentam’, diz Monja Coen https://portuguese.hcntimes.com/o-coracao-e-a-mente-nao-se-aposentam-diz-monja-coen/ https://portuguese.hcntimes.com/o-coracao-e-a-mente-nao-se-aposentam-diz-monja-coen/#respond Mon, 01 Jun 2026 11:21:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/o-coracao-e-a-mente-nao-se-aposentam-diz-monja-coen/ ‘O coração e a mente não se aposentam’, diz Monja Coen

São Paulo – Conhecida como uma das principais incentivadoras da prática de meditação no Brasil, Monja Coen Roshi recentemente precisou reaprender a meditar. Aos 78 anos, com dores no joelho, ela conta que já não consegue sentar-se no chão com as pernas cruzadas, na posição de lótus, como é chamada pelos adeptos da prática. A […]

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‘O coração e a mente não se aposentam’, diz Monja Coen

São Paulo – Conhecida como uma das principais incentivadoras da prática de meditação no Brasil, Monja Coen Roshi recentemente precisou reaprender a meditar. Aos 78 anos, com dores no joelho, ela conta que já não consegue sentar-se no chão com as pernas cruzadas, na posição de lótus, como é chamada pelos adeptos da prática.

A líder espiritual falou em entrevista exclusiva ao VIVA sobre o impacto do envelhecimento na prática de meditação, durante os preparativos para o Encontro Mundial 2026, evento sobre espiritualidade que acontece em São Paulo dias 4 a 6 de junho. Atualmente, ela, que é a principal representante do Zen Budismo no Brasil, conta vem se adaptando a meditar sentada. 

Pode meditar sentado na cadeira, deitado na cama. Inspira e solta devagar. A respiração consciente oxigena melhor o nosso corpo todo. E nós podemos treinar o nosso corpo e a nossa mente a uma vida longeva e saudável.”

Na sua própria prática de meditação, ela diz que o processo de envelhecimento trouxe novas perspectivas. “Eu acredito que é mais fácil agora acessar esse estado de plena atenção, de presença pura. Porque, mais jovens, nós queremos ter reconhecimento público. E depois de certa idade isso é menos importante.” 

De acordo com o dicionário Michaelis, meditar é “refletir, concentrar-se em longas e profundas reflexões”. Para Monja Coen, o significado é mais amplo, é uma maneira de estar no mundo que é mais meditativo, mais compreensivo, que procura as causas e as condições daquilo que está acontecendo.

Há várias práticas meditativas, e o zen budismo da escola Soto, ao qual ela é adepta, é apenas uma das muitas vertentes. Nenhuma delas tem restrição de idade.

Qualquer idade é a idade de começar, de aprender, de desenvolver a sua capacidade neural. Quanto mais conexões neurais, melhor ficamos, então temos que nos estimular, como tudo na vida é estímulo. Se eu paro de estimular, é como um músculo, vai atrofiando. Não deixe que a sua mente, o seu corpo atrofiem”.

A velhice no budismo

Coen conta que no zen budismo velhice significa honra. “A ideia de antigo, de velho, de mais idoso, tem sempre uma conotação de sabedoria, de quem já viu tantas vezes as coisas acontecerem e é capaz de resolver questões com mais sabedoria.”

‘Velhice não tem cura, mas há longevidade saudável’, defende Monja Coen – Divulgação/Encontro Mundial 2026

Daí o termo Roshi, que acompanha seu nome no budismo. Ro quer dizer idosa, velha, e shi é professora. Professora mais velha, como ela explica. É a ideia da velhice como um estado de conhecimento mais profundo e de uma percepção mais clara da realidade. “Porque a gente sai um pouco dessa concorrência do mercado de trabalho, da visibilidade, porque tudo isso já ficou  para trás. E você pode se dedicar mais a estudar, a poder dar aulas, encaminhar pessoas.”

Coen conta que em sua ordem religiosa existem três tipos de mente que todo ser humano deveria cultivar, e uma delas é a mente da pessoa idosa.

“É a mente que vê com ternura, com cuidado, […] que já viu tantas vezes, é mais paciente. Por exemplo, a avó é mais paciente com os netos do que a mãe […], cuida com outro olhar”.

Ela própria, como avó e bisavó, diz cultivar o princípio da ternura, tanto com sua única neta quanto com os dois bisnetos. “O marido da minha neta diz para mim: ‘A senhora brinca com eles como se fosse uma criança da mesma idade’. E por isso é mais fácil de relacionar. Eu não estou lá para educá-los, para dizer ‘façam isso, façam aquilo’, mas ao brincar, a gente vai transmitindo valores e princípios.” É o que ela chama de educação para uma cultura de paz.

Acho importante que a gente crie uma cultura de paz. Como tem cultura de arroz, de feijão, de cana, de café, vamos cultivar a paz. E como é que se cultiva? Você põe, já nessa primeira infância, uma sementezinha de paz e de ternura.”

Marcas da vida

Recentemente Monja Coen também passou a ver mais de perto as rugas no corpo, especialmente após mudar para uma casa com um grande espelho no banheiro. “Cada dia eu estou um pouquinho mais velha. E eu não percebia isso antes, eu tenho 78 anos agora, e cada dia eu percebo marcas na minha face que são do travesseiro, da maneira de dormir, da maneira de sorrir, que vão marcando a nossa face”, conta, e completa: 

A vida é como se houvesse um cinzel de um escultor que vai marcando o nosso corpo e a nossa face. Isso é bonito porque tem a história da nossa existência nas marcas que ficam. Eu não tenho intenção de por ‘botox’, de fazer com que a minha face pareça mais jovem do que ela é.”

Coen diz que não vê problemas em quem recorre a procedimentos estéticos, mas observa que existe no mundo uma ode à juventude e o conceito de que velho é descartável, “não presta mais” e que é feio ter rugas”.  Nesse sentido, ela diz que convive bem com a idade atual e que se percebe mais cuidadosa com a saúde física e mental.

O coração não se aposenta, a mente não se aposenta. Velhice não tem cura, mas existe longevidade saudável.”

Ela defende que ao manter o corpo ativo e a mente ativa, “a velhice pode ser maravilhosa, porque sempre podemos aprender mais, ter novos conhecimentos.” É possível uma vida longeva com saúde, com bem-estar, com contentamento, com sabedoria, ressalta a monja. “É isso que eu acho que a gente tem que cultivar na nossa vida: a sabedoria, a bondade, a compaixão.”

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Aleteia: vida plena com valor https://portuguese.hcntimes.com/aleteia-vida-plena-com-valor/ https://portuguese.hcntimes.com/aleteia-vida-plena-com-valor/#respond Mon, 01 Jun 2026 06:01:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/aleteia-vida-plena-com-valor/ Aleteia: vida plena com valor

As citações do Papa oferecem um itinerário além do texto para conhecer mais sobre esse tema tão importante   Imagine caminhar, ao cair da tarde, sob a imponente colunata da Praça de São Pedro, em Roma. Se olharmos para as janelas do Palácio Apostólico, não veremos apenas o centro nervoso de uma instituição milenar, mas o cenário de […]

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Aleteia: vida plena com valor
As citações do Papa oferecem um itinerário além do texto para conhecer mais sobre esse tema tão importante  

Imagine caminhar, ao cair da tarde, sob a imponente colunata da Praça de São Pedro, em Roma. Se olharmos para as janelas do Palácio Apostólico, não veremos apenas o centro nervoso de uma instituição milenar, mas o cenário de onde acaba de brotar um dos mais fascinantes mapas culturais do nosso tempo. No dia 25 de maio de 2026, o Papa Leão XIV apresentou ao mundo sua primeira e aguardada encíclica: Magnifica humanitas, um manifesto profundo focado na salvaguarda da pessoa humana na era da Inteligência Artificial. Mas, além de apresentar seu pensamento com clareza e propor uma profunda reflexão, ali, naquela encíclica, está um périplo demarcado, uma série de hiperlinks para aprofundar a reflexão, um mapa do pensamento do Papa.  

Longe de ser um mero compêndio teológico, o documento assinado pelo Pontífice funciona como uma verdadeira máquina do tempo. Para decifrar os enigmas dos algoritmos generativos e das redes neurais, Leão XIV cruza os séculos, convocando a filosofia, a história e, de forma surpreendente, o legado revolucionário da pedagogia humanista. 

Duas revoluções, o mesmo desafio humano

Para compreender a magnitude deste texto, precisamos fazer uma pausa e olhar para trás. O Papa escolheu assinar a encíclica no dia 15 de maio, uma data que carrega um simbolismo histórico extraordinário: o 135º aniversário da Rerum novarum de Leão XIII, a carta magna que, em 1891, fundou a Doutrina Social da Igreja.  

Se naquela época o mundo assistia atônito ao paroxismo da Revolução Industrial — com suas máquinas a vapor e ferrovias redesenhando as cidades —, hoje a humanidade se encontra diante de uma bifurcação tecnológica talvez ainda maior. A Inteligência Artificial já dita os ritmos do trabalho, da comunicação e até da gramática dos conflitos bélicos. O veredicto do Pontífice é cirúrgico: a tecnologia não é um mal em si ou uma força inerentemente antagônica; contudo, ela jamais será neutra, pois assume de forma indelével o rosto daqueles que a projetam, financiam e controlam.  

O antídoto de Maria Montessori

É no quarto capítulo do documento, dedicado a preservar o humano na transformação, que o texto atinge seu ápice mais poético e urgente. O Papa lança um alerta severo sobre o risco de uma “arquitetura da visibilidade” digital que captura nossas mentes e padroniza as opiniões. Diante de máquinas que oferecem respostas perfeitas e instantâneas, Leão XIV teme o surgimento de uma apatia intelectual, onde se apague nos jovens o desejo primordial de fazer perguntas: “A aliança educativa precisa ser renovada para que a escola continue sendo o templo onde se aprende a buscar e a amar a verdade, e não apenas um centro de processamento de dados.”  

O Papa cita diversas pessoas conhecidas e destacadas na sociedade em diversos campos. Cita diversas mulheres, inclusive Maria Montessori. Para ilustrar esse resgate da essência humana, o olhar da Igreja se volta para o método e a sensibilidade de Maria Montessori.  

A menção à urgência educacional coroa uma longa e belíssima tradição de admiração mútua entre o Vaticano e a pedagoga. Desde os primeiros passos de seu método sob o olhar atento e favorável de Pio X, passando pelo incentivo de Bento XV e Pio XI, até o aplauso efusivo de São Paulo VI, a Igreja sempre enxergou em Montessori uma aliada da dignidade humana.  

Além da citação, o gênio da educadora italiana ecoa nas entrelinhas da encíclica como o antídoto perfeito à robotização social. Enquanto a Inteligência Artificial opera através do aprendizado de máquina abstrato, alimentando-se de dados frios para prever comportamentos, a pedagogia montessoriana nos lembra que o verdadeiro conhecimento nasce da experiência tátil, da liberdade vigiada e do desenvolvimento da consciência crítica no plano físico. 

Trazer essa visão para o centro do debate sobre a IA em 2026 é um lembrete luminoso: para que as próximas gerações não se tornem obsoletas diante dos supercomputadores, elas devem ser educadas não para competir em velocidade com o silício, mas para expandir as virtudes exclusivas do coração humano — a empatia, a intuição e a capacidade de amar.  

Desarmar o algoritmo

Ao longo das páginas de Magnifica humanitas, o leitor é guiado por reflexões densas sobre os perigos do pós-humanismo, correntes que enxergam a finitude humana como um erro de programação. O Papa inverte essa lógica de mercado: a nossa fragilidade e o nosso limite não são defeitos, mas a exata dimensão que nos abre para o outro e para o transcendente. Eliminar o limite para fazer a tecnologia crescer, adverte ele, significa fazer o coração regredir.  

O documento elenca uma série de frentes críticas onde a vigilância ética deve ser implacável: A predação de dados pessoais e demográficos transformados em mercadoria de controle; O sofrimento invisível daqueles que consomem seus corpos na extração das terras raras necessárias para os componentes eletrônicos; A denúncia enfática contra armas autônomas, sob a máxima de que nenhum algoritmo tornará a guerra moralmente aceitável. Atacar sem ver o rosto do outro abaixa perigosamente o limiar moral da humanidade. 

Como nas grandes crônicas da história, Leão XIV resgata a figura bíblica do profeta Neemias, que uniu um povo desanimado para reconstruir, tijolo por tijolo, as muralhas de Jerusalém. A Inteligência Artificial, sugere o Papa, deve ser encarada exatamente assim: um canteiro de obras coletivo onde o progresso técnico aprenda, finalmente, a servir à vida.  

No fim desta jornada de leitura, a mensagem que reverbera é um chamado à resistência humanista: o silício pode processar o mundo, mas apenas a mente humana, livre e habitada pelo mistério, pode verdadeiramente compreendê-lo.