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O candidato à presidência do Peru pela esquerda, Roberto Sánchez, pediu a anulação dos votos do exterior na eleição, nesta segunda-feira (22/6), ao Jurado Nacional de Elecciones. Sánchez alega irregularidades na votação, mas não apresentou provas. Caso a medida seja atendida, mais de 300 mil votos podem ser anulados. E é justamente no exterior que […]

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Peru: perdendo por 40 mil votos, Sánchez tenta anular urnas do exterior

O candidato à presidência do Peru pela esquerda, Roberto Sánchez, pediu a anulação dos votos do exterior na eleição, nesta segunda-feira (22/6), ao Jurado Nacional de Elecciones. Sánchez alega irregularidades na votação, mas não apresentou provas.

Caso a medida seja atendida, mais de 300 mil votos podem ser anulados. E é justamente no exterior que a candidata da direita, Keiko Fujimori, tem ampla vantagem. Entre quem votou fora do país, Fujimori tem 63,206% da preferência, até a madrugada desta terça-feira (23/6). Ao todo, são 81 mil votos de vantagem, com 99,725% das urnas apuradas.

São eles que impulsionam a liderança de Fujimori. No total, ela tem 40 mil  votos a mais que Sánchez. Entre os que votaram dentro do país, o candidato da esquerda lidera por 40 mil votos.

O partido do esquerdista também já afirmou que não vai reconhecer o resultado das eleições. O Juntos por el Perú disse que não aceitará um resultado sem ter “qualquer dúvida ou controvérsia” e que não vê transparência na forma como o pleito está sendo conduzido.

Eleições acirradas

As eleições deste ano estão sendo marcadas pela diferença mínima de votos entre os dois candidatos. O pleito está sendo acirrado desde o primeiro turno, que teve 35 candidatos. Os dois favoritos, Roberto Sánchez e Keiko Fujimori, não conseguiram alcançar nem mesmo 30% dos votos do eleitorado peruano. Mas, Keiko chegou ao segundo turno com uma leve vantagem em relação ao seu adversário: 17,92% dos votos válidos contra 12,03%.

Quem vencer o pleito, se tornará o 9º presidente do Peru em 10 anos. Diante de uma forte instabilidade política, na última década, nenhum presidente conseguiu finalizar o mandato, foram quatro destituições, duas renúncias e dois mandatos-tampões. O sistema unicameral facilita processos de impeachment e de destituições. Mas, a partir desta eleição, o Peru voltará a ser bicameral, com Câmara e Senado, similar ao sistema brasileiro.

Veja a lista de presidentes recentes do Peru:

  • Pedro Pablo Kuczynski – 2016 a 2018 (renunciou)
  • Martín Vizcarra – 2018 a 2020 (destituído)
  • Manuel Merino – 2020 (ficou no cargo por cinco dias e renunciou)
  • Francisco Sagasti – 2020 a 2021 (mandato temporário)
  • Pedro Castillo – 2021 a 2022 (destituído)
  • Dina Boluarte – 2022 a 2025 (destituído)
  • José Jerí – 2025 a 2026 (destituído)
  • José María Balcázar – 2026 até o momento (mandato temporário)

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Candidato presidencial de esquerda no Peru pede anulação de votos no estrangeiro https://portuguese.hcntimes.com/candidato-presidencial-de-esquerda-no-peru-pede-anulacao-de-votos-no-estrangeiro/ https://portuguese.hcntimes.com/candidato-presidencial-de-esquerda-no-peru-pede-anulacao-de-votos-no-estrangeiro/#respond Tue, 23 Jun 2026 05:14:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/candidato-presidencial-de-esquerda-no-peru-pede-anulacao-de-votos-no-estrangeiro/ Candidato presidencial de esquerda no Peru pede anulação de votos no estrangeiro

Numa mensagem divulgada nas redes sociais na segunda-feira, Sánchez explicou que apresentou um pedido à Junta Nacional Eleitoral (JNE) porque acredita que o processo “foi seriamente afetado pelas modificações introduzidas a pedido do poder Executivo, concretamente na segunda volta da eleição presidencial”. O candidato, que concorreu em nome do ex-Presidente Pedro Castillo (2021-2022), […]

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Candidato presidencial de esquerda no Peru pede anulação de votos no estrangeiro


Numa mensagem divulgada nas redes sociais na segunda-feira, Sánchez explicou que apresentou um pedido à Junta Nacional Eleitoral (JNE) porque acredita que o processo “foi seriamente afetado pelas modificações introduzidas a pedido do poder Executivo, concretamente na segunda volta da eleição presidencial”.


O candidato, que concorreu em nome do ex-Presidente Pedro Castillo (2021-2022), atualmente detido, considera “uma grave irregularidade” o facto de os resultados de 119 repartições consulares no estrangeiro não terem sido transmitidos digitalmente para a segunda volta, obrigando a aguardar a chegada das atas de apuramento a Lima para serem contabilizadas.


Segundo Sánchez, a transferência das atas de apuramento foi realizada sem a devida cadeia de custódia, algo que atribui ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Carlos Pareja.


O partido que apoia o candidato, Juntos pelo Peru, acusou Pareja de cometer crimes de fraude eleitoral, perturbação ou obstrução de atos eleitorais e negligência no cumprimento do dever.


Após esta acusação, feita no parlamento, o ministro rejeitou, na segunda-feira, qualquer alegação de que tenha interferido, manipulado, favorecido politicamente ou alterado o material eleitoral relacionado com os votos dos peruanos no estrangeiro.


Em comunicado, Pareja afirmou que o ministério desempenhou funções logísticas e consulares em coordenação com os órgãos eleitorais competentes e esclareceu que a verificação dos boletins de voto, a contagem dos votos, a resolução de contestações e a proclamação dos resultados não estão sob a sua alçada.


“Nem os observadores internacionais, nem a Controladoria-Geral, nem a Provedoria, nem os observadores da JNE, nem mesmo os representantes dos próprios partidos políticos encontraram quaisquer irregularidades no processo eleitoral no estrangeiro que sustentassem a alegada acusação de inconstitucionalidade”, afirmou Pareja.


Nem Sánchez nem o Juntos pelo Peru se opuseram às alterações no processamento dos votos no estrangeiro quando foram anunciadas. As missões de observação eleitoral não reportaram quaisquer incidentes que sugiram a possibilidade de fraude.


Com 99,71% dos votos apurados, Fujimori tem 50,11% dos votos válidos, contra 49,88% de Sánchez, uma diferença de 40.600 votos.


No entanto, as percentagens invertem-se se os votos do estrangeiro forem excluídos, dando a Sánchez 50,11% dos votos válidos, mais 40.793 do que Fujimori, que regista 49,88%.


Fujimori criticou a lentidão na contagem final dos votos, na segunda-feira, e disse que “cada dia de atraso na divulgação dos resultados é um dia perdido para o processo de transição”, incluindo a nomeação do Governo.

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América do Sul dá guinada à direita com resultado eleitoral na Colômbia e logo no Peru – Portal Mie https://portuguese.hcntimes.com/america-do-sul-da-guinada-a-direita-com-resultado-eleitoral-na-colombia-e-logo-no-peru-portal-mie/ https://portuguese.hcntimes.com/america-do-sul-da-guinada-a-direita-com-resultado-eleitoral-na-colombia-e-logo-no-peru-portal-mie/#respond Tue, 23 Jun 2026 00:53:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/america-do-sul-da-guinada-a-direita-com-resultado-eleitoral-na-colombia-e-logo-no-peru-portal-mie/ América do Sul dá guinada à direita com resultado eleitoral na Colômbia e logo no Peru – Portal Mie

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América do Sul dá guinada à direita com resultado eleitoral na Colômbia e logo no Peru – Portal Mie

Mais de duas semanas se passaram desde o segundo turno das eleições presidenciais entre Keiko Fujimori (da direita) e Roberto Sánchez, no Peru, mas a contagem oficial, com cerca de 99,7% dos votos apurados, só deve ser divulgada em meados de julho, um mês após a eleição.

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A candidata Keiko Fujimori está com vantagem de 40.818 votos à frente do rival de esquerda, Roberto Sánchez, segundo dados das 18h de segunda-feira (22), horário local. 

Enquanto isso, a Colômbia passou por um processo eleitoral semelhante, mas com uma diferença crucial: os resultados oficiais foram divulgados poucas horas após o fechamento das urnas, e Abelardo de la Espriella, da direita, já foi declarado o novo presidente com 49,65% dos votos frente aos 48,71% do candidato da esquerda.

Como são contados os votos no Peru e na Colômbia?

Dada a incerteza no Peru e a rapidez da contagem na Colômbia, a pergunta óbvia é: por que o processo é mais rápido na Colômbia do que no Peru? A resposta reside no processo de “contagem preliminar” da Colômbia, que permite a divulgação dos resultados em poucas horas, pois transmite 100% dos dados das seções eleitorais como informação preliminar.

No Peru, porém, os votos contestados ou impugnados não são incluídos na contagem geral até que outros procedimentos, como impugnações, recontagens e recursos, sejam esgotados — uma etapa preliminar crucial antes de declarar um vencedor, especialmente quando a diferença entre os candidatos é mínima, como tem sido o caso nas eleições recentes do país.

Guinada à direita na América do Sul

Abelardo de la Espriella, candidato do movimento de extrema-direita Defensores da Pátria, da Colômbia, construiu sua candidatura em dois pilares: segurança total com uma abordagem de “tolerância zero” com o crime e crescimento econômico acelerado. Sua plataforma promove a militarização do país, a construção de megaprisões de segurança máxima e o fim da política de paz total do atual presidente Gustavo Petro. Na frente econômica, promete crescimento anual de 7%, cortes de impostos para empresas e apoio ao fraturamento hidráulico.

Com a vitória da direita na Colômbia, a América Latina está dando uma guinada. No total, são 12 países na América do Sul e mais um subcontinente, a Guiana Francesa, dos quais 6 têm presidentes de direita. Se Keiko Fujimori for eleita, serão 7. Na América Central são 7 continentais e 13 insulares. Desses, Panamá, Costa Rica e El Salvador (Bukelismo) são de direita ou centro-direita.

O movimento faz parte de uma alternância que marca o continente desde o início do século. Em 26 anos, a região passou por quatro grandes momentos: a “onda rosa” dos anos 2000, a reação conservadora a partir de 2015, a retomada da esquerda entre 2019 e 2022 e a nova guinada à direita desde 2023.

Fontes: Expresso, El País, Congresso em Foco e Infobae

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Com votos contestados e recursos pendentes, eleição presidencial no Peru segue aberta https://portuguese.hcntimes.com/com-votos-contestados-e-recursos-pendentes-eleicao-presidencial-no-peru-segue-aberta/ https://portuguese.hcntimes.com/com-votos-contestados-e-recursos-pendentes-eleicao-presidencial-no-peru-segue-aberta/#respond Mon, 22 Jun 2026 19:14:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/com-votos-contestados-e-recursos-pendentes-eleicao-presidencial-no-peru-segue-aberta/ Com votos contestados e recursos pendentes, eleição presidencial no Peru segue aberta

Duas semanas após o segundo turno presidencial, o Peru ainda não conhece oficialmente seu próximo presidente. Embora Keiko Fujimori apareça à frente na apuração, o processo eleitoral segue cercado por recursos, contestações e votos sob análise das autoridades eleitorais. Com 99,7% das urnas contabilizadas, a candidata conservadora soma 50,1% dos votos, contra 49,9% do esquerdista […]

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Com votos contestados e recursos pendentes, eleição presidencial no Peru segue aberta

Duas semanas após o segundo turno presidencial, o Peru ainda não conhece oficialmente seu próximo presidente. Embora Keiko Fujimori apareça à frente na apuração, o processo eleitoral segue cercado por recursos, contestações e votos sob análise das autoridades eleitorais.

Com 99,7% das urnas contabilizadas, a candidata conservadora soma 50,1% dos votos, contra 49,9% do esquerdista Roberto Sánchez. A diferença entre os dois concorrentes é de aproximadamente 40,7 mil votos, segundo o boletim mais recente da apuração.

O resultado, porém, ainda depende da análise de cerca de 100 mil votos contestados. A expectativa predominante entre observadores do processo é que a vantagem de Keiko seja mantida, já que boa parte das impugnações está concentrada em áreas onde a candidata teve desempenho superior.

Apesar disso, Sánchez se recusa a encerrar a disputa. O candidato anunciou que seu grupo político pedirá a anulação da votação realizada no exterior, um segmento do eleitorado que foi decisivo para ampliar a vantagem da adversária.

Segundo ele, houve problemas no processamento dos votos dos peruanos residentes fora do país. O argumento central da campanha é que as atas eleitorais do segundo turno não foram digitalizadas da mesma forma que ocorreu na primeira votação, realizada em abril.

“Você não joga uma partida de futebol e muda as regras no segundo tempo”, afirmou Sánchez ao justificar a nova contestação. O pedido surge depois de os tribunais eleitorais já terem rejeitado recursos que buscavam invalidar votos registrados em Lima e nos Estados Unidos por supostas irregularidades.

Os números mostram uma divisão clara entre o eleitorado doméstico e os peruanos que vivem fora do país. Dentro do território peruano, Sánchez mantém uma vantagem estreita, com cerca de 50,1% dos votos. Já entre os eleitores residentes no exterior, Keiko Fujimori alcançou 63,2% dos votos válidos, desempenho que acabou compensando a desvantagem interna.

As acusações da esquerda, no entanto, são rejeitadas pelas autoridades. O Ministério das Relações Exteriores do Peru e os órgãos responsáveis pela condução da eleição afirmam que o processo ocorreu dentro da normalidade. Missões internacionais de observação também não relataram irregularidades capazes de comprometer o resultado.

Enquanto a disputa jurídica continua, Keiko adota um discurso de confiança. A candidata, que tenta chegar à Presidência pela quarta vez, afirmou nos últimos dias que os dados da apuração reforçam uma perspectiva favorável para sua vitória e pediu respeito aos votos dos peruanos que vivem fora do país.

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O desfecho oficial ainda deve demorar. A Justiça Eleitoral peruana só divulgará o resultado definitivo após a conclusão da análise de todos os recursos e contestações. A expectativa é que a proclamação do vencedor ocorra apenas em julho, poucas semanas antes da posse presidencial marcada para 28 de julho.

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Esquerda X direita: mapa mostra como fica a América do Sul após eleições na Colômbia e no Peru https://portuguese.hcntimes.com/esquerda-x-direita-mapa-mostra-como-fica-a-america-do-sul-apos-eleicoes-na-colombia-e-no-peru/ https://portuguese.hcntimes.com/esquerda-x-direita-mapa-mostra-como-fica-a-america-do-sul-apos-eleicoes-na-colombia-e-no-peru/#respond Mon, 22 Jun 2026 15:54:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/esquerda-x-direita-mapa-mostra-como-fica-a-america-do-sul-apos-eleicoes-na-colombia-e-no-peru/ Esquerda X direita: mapa mostra como fica a América do Sul após eleições na Colômbia e no Peru

Eleição na Colômbia mostra força do discurso outsider e antipolítica 2:20 Crédito: Produção: Beatriz de Souza/Imagem e som: Felipe Oliveira (Felps) A eleição de Abelardo de la Espriella, candidato de direita radical que venceu preliminarmente a disputa presidencial na Colômbia neste domingo, 21, e a bem provável vitória de Keiko Fujimori, candidata da direita à […]

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Esquerda X direita: mapa mostra como fica a América do Sul após eleições na Colômbia e no Peru

Eleição na Colômbia mostra força do discurso outsider e antipolítica

Crédito: Produção: Beatriz de Souza/Imagem e som: Felipe Oliveira (Felps)

A eleição de Abelardo de la Espriella, candidato de direita radical que venceu preliminarmente a disputa presidencial na Colômbia neste domingo, 21, e a bem provável vitória de Keiko Fujimori, candidata da direita à presidência do Peru, provocam mudanças no espectro político da América do Sul. Os recentes embates polarizados repetem padrões anteriores da América Latina, mas a conjuntura atual tende a favorecer a direita populista e ampliar a influência de Trump na região. Veja abaixo no mapa:

Permanecem à esquerda:

  • Uruguai
  • Brasil
  • Suriname
  • Guiana
  • Guiana Francesa
  • Venezuela – com forte influência de Trump após captura de Maduro
  • Colômbia
  • Equador
  • Chile
  • Argentina
  • Paraguai

Peru: ainda sem definição, mas com provável vitória da direita

Recentes eleições presidenciais

A Colômbia é o principal país da região que recebe apoio militar dos Estados Unidos, e historicamente sua política externa tem sido, em geral, de baixo perfil e alinhamento com Washington. A eleição de De la Espriella representa, nesse sentido, um retorno a essa lógica, após o período de tensões diplomáticas com Petro.

De la Espriella é um advogado que ficou conhecido por ter defendido casos controversos envolvendo paramilitares e pessoas da elite econômica. Duplo cidadão americano e colombiano, ele registrou sua candidatura coletando assinaturas de cidadãos, recusando o apoio de partidos políticos e de grandes grupos empresariais, o que contribuiu para seu apelo popular.

Leia mais:

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Lapadula deixa a Itália e vai para o Peru: assina contrato com o Universitario de Deportes, de Cuper https://portuguese.hcntimes.com/lapadula-deixa-a-italia-e-vai-para-o-peru-assina-contrato-com-o-universitario-de-deportes-de-cuper/ https://portuguese.hcntimes.com/lapadula-deixa-a-italia-e-vai-para-o-peru-assina-contrato-com-o-universitario-de-deportes-de-cuper/#respond Mon, 22 Jun 2026 12:34:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/lapadula-deixa-a-italia-e-vai-para-o-peru-assina-contrato-com-o-universitario-de-deportes-de-cuper/ Lapadula deixa a Itália e vai para o Peru: assina contrato com o Universitario de Deportes, de Cuper

O ex-jogador do Milan já está no Peru e está pronto para a nova aventura que surge após tantos anos no futebol italiano e o leva ao país da seleção que ele escolheu representar desde 2020 e pela qual já soma 42 partidas e 10 gols. Com a seleção sul-americana, ele foi protagonista da campanha […]

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Lapadula deixa a Itália e vai para o Peru: assina contrato com o Universitario de Deportes, de Cuper

O ex-jogador do Milan já está no Peru e está pronto para a nova aventura que surge após tantos anos no futebol italiano e o leva ao país da seleção que ele escolheu representar desde 2020 e pela qual já soma 42 partidas e 10 gols. Com a seleção sul-americana, ele foi protagonista da campanha na Copa América de 2021, que levou a equipe até as semifinais.

Nascido em 1990, Lapadula vem de uma temporada com 5 gols e 2 assistências em 18 partidas, que, no entanto, não impediram o rebaixamento do Spezia ao final da temporada que acaba de terminar. Gianluca Lapadula está pronto para sua primeira aventura no Peru, país onde nunca havia jogado no campeonato local. A estreia será no campeonato Clausura,que terá início em menos de um mês (17 de julho), com o Universitario enfrentando o Tarma fora de casa.

Ex-jogador, entre outros, do Pescara, Milan, Genoa, Lecce, Benevento e Cagliari, ele conquistou o título de artilheiro da Série B com o Pescara na temporada 2015-2016 e com o Cagliari na temporada 2022-2023. Para o jogador de 36 anos, esta será a segunda experiência fora da Itália, depois daquela na temporada 2013-14 na Eslovênia, pelo Gorica.

Este é o comunicado do Universitario:

“Sua identificação com o país, seu empenho dentro e fora de campo e sua dedicação constante à camisa da seleção permitiram que ele construísse um vínculo especial com os torcedores peruanos, tornando-se um dos jogadores mais representativos da seleção nos últimos anos”, diz o comunicado oficial divulgado pelo clube. “A chegada de Gianluca Lapadula reflete o compromisso esportivo do Universitario de Deportes em construir um time de alto nível, pronto para competir no mais alto patamar e enfrentar com ambição os desafios da temporada. Bem-vindo à sua nova casa, Bambino!”

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Análise: Entenda fenômenos que moldaram eleições na América Latina em 2025 https://portuguese.hcntimes.com/analise-entenda-fenomenos-que-moldaram-eleicoes-na-america-latina-em-2025/ https://portuguese.hcntimes.com/analise-entenda-fenomenos-que-moldaram-eleicoes-na-america-latina-em-2025/#respond Sun, 21 Jun 2026 10:00:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/analise-entenda-fenomenos-que-moldaram-eleicoes-na-america-latina-em-2025/ Análise: Entenda fenômenos que moldaram eleições na América Latina em 2025

Presos entre um pêndulo que, em muitos casos, traz derrotas aos partidos no poder e uma onda que, com algumas nuances, favorece a direita, diversos fenômenos estão tendo um impacto regional, para além das particularidades de cada país. As eleições na América Latina, com seu cenário político fragmentado, levantam uma questão: por que está se […]

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Análise: Entenda fenômenos que moldaram eleições na América Latina em 2025

Presos entre um pêndulo que, em muitos casos, traz derrotas aos partidos no poder e uma onda que, com algumas nuances, favorece a direita, diversos fenômenos estão tendo um impacto regional, para além das particularidades de cada país.

As eleições na América Latina, com seu cenário político fragmentado, levantam uma questão: por que está se tornando cada vez mais difícil vencer de forma decisiva e manter a confiança pública?

A acirrada contagem de votos no Peru, que possivelmente definirá a presidência pela terceira vez consecutiva com uma diferença de menos de 50.000 votos, combina fatores como a hiperfragmentação política em um cenário de forte polarização.

“O alto nível de competição e a pequena margem entre os candidatos mais votados, juntamente com uma significativa polarização emocional, são fenômenos regionais”, disse à CNN a cientista política Flavia Freidenberg, pesquisadora da UNAM (Universidade Nacional Autônoma do México).

“Tudo isso é como um coquetel Molotov, um grande desafio para os cidadãos, os órgãos eleitorais e a mídia”, acrescentou.

Esse cenário leva vários líderes na região a assumirem o poder com vitórias de Pirro e pouca legitimidade, enquanto os partidos tradicionais não conseguem mais construir as vantagens esmagadoras que conquistaram algumas décadas atrás.

“A pequena margem de vitória ou o nível de competitividade entre os candidatos é uma característica comum em diversas eleições latino-americanas nas últimas décadas; é um fenômeno regional. É condicionado pelas especificidades de cada disputa e pela liderança”, afirmou Freidenberg.

Há pouco mais de um ano, Daniel Noboa liderou o primeiro turno com apenas 16.746 votos de vantagem sobre Luisa González, candidata do ex-presidente Correa, embora tenha vencido o segundo turno com folga.

Na Bolívia (Rodrigo Paz), no Chile (José Antonio Kast) e na Costa Rica (Laura Fernández), as margens foram amplas, mas em Honduras, Nasry Asfura venceu por menos de um ponto percentual em uma apuração criticada por seus adversários.

A Colômbia se prepara para o segundo turno, e ainda faltam alguns meses para as eleições de outubro no Brasil, onde as pesquisas chegaram a indicar um empate técnico.

“A polarização, em princípio, tende a levar a uma fragmentação e dispersão dos votos no primeiro turno”, explicou o cientista político Daniel Zovatto, especialista em processos eleitorais, à CNN. Ele esclareceu que as campanhas variam de acordo com o sistema de cada país.

Portanto, ele enfatizou que em Honduras, onde o sistema eleitoral é de turno único, o eleitorado não se dividiu em duas listas, mas sim contou com três candidatos fortes, e que na Colômbia a diferença entre o então presidente Iván Cepeda e o candidato independente Abelardo de la Espriella foi de três pontos percentuais.

Sobre o Peru, ele disse: “É algo sem precedentes, um país viciado em eleições de segundo turno com resultados extremamente apertados, um fenômeno único”.

Zovatto também destacou que o sistema de dois turnos nem sempre funciona da mesma maneira. No Chile, três candidatos de direita dividiram os votos, mas depois uniram forças em torno de Kast contra a candidata apoiada pelo governo, Jeannette Jara.

Em contraste, na Colômbia, “em vez de fragmentação, houve uma concentração dos votos da direita e de outros setores” em torno de De la Espriella. “Depende muito dos sistemas, de como a polarização se manifesta”, acrescentou.

O termo mais usado para descrever campanhas, não apenas na América Latina, não é necessariamente um fenômeno ruim e pode até ser positivo.

“Existem diferentes maneiras de entender a polarização. Em geral, ela é boa para as democracias; significa que existem pelo menos duas perspectivas, onde nem todos precisam pensar da mesma forma”, disse Freidenberg.

“O problema surge quando ela é usada como estratégia para negar a legitimidade do outro lado para competir ou vencer. Quando se torna polarização afetiva, tribalismo, uma estratégia prejudicial. Isso é algo novo na América Latina”, afirmou.

Nas campanhas eleitorais recentes, a sociedade se dividiu em campos mutuamente exclusivos, com uma percepção de inimigos em vez de adversários.

“É o que alguns autores chamam de polarização perniciosa, com blocos sólidos dividindo os países em dois”, disse Eduardo Gamarra, professor de ciência política da Universidade Internacional da Flórida (FIU), à CNN.

“Esses confrontos eleitorais, longe de serem resolvidos em um segundo turno, estão se intensificando”, afirmou.

As divisões dessa relação não podem mais ser explicadas unicamente pela tradicional disputa entre esquerda e direita.

“A ideologia em si já não explica muita coisa”, disse Gamarra, que identificou três eixos. “Um deles é muito forte, uma grande e profunda divisão de classes sociais; isso é demonstrado empiricamente por meio de dados sobre desigualdade e pobreza, por pessoas que não viram os benefícios da democracia ou do populismo”, observou.

“Outra divisão muito forte, especialmente na região andina, é a racial-étnica, que não foi resolvida”, acrescentou. O terceiro ponto que ele levantou também está ligado aos dois primeiros: a divisão geográfica, que no Peru se dá entre Lima e as regiões, e na Bolívia entre o leste e o oeste, por exemplo.

O cientista político Jesús Castellanos, professor da Universidade Central da Venezuela (UCV), destaca que o confronto político muitas vezes se concentra em torno de líderes fortes, como Hugo Chávez na Venezuela, as facções correístas e anticorreístas no Equador e as facções fujimoristas e antifujimoristas no Peru.

“Estamos diante de sistemas com características diferentes, mas com enorme polarização. São democraticamente frágeis”, afirmou o analista.

Freidenberg também falou sobre as consequências da polarização no cenário político. “Agora é estratégia de todos; não há mais espaço para o centro, existe um vazio crescente. Aqueles que estavam no centro estão se movendo para os extremos e usando a polarização como estratégia política em ambientes altamente competitivos.

É uma situação explosiva”, alertou.

O declínio dos grandes partidos de massa é frequentemente citado como um dos fenômenos que explicam o atual clima político. O pesquisador da UNAM oferece algumas perspectivas matizadas sobre isso.

“Desde pequena, ouço dizer que os partidos políticos estão em crise. Sempre tive minhas dúvidas sobre essa crise de representatividade. Há um problema na articulação de interesses, mais do que na própria representação”, apontou Freidenberg, argumentando que parte do conflito reside não na instituição partidária em si, mas na forma como os partidos são organizados e controlados pelas elites.

“Precisamos distinguir entre a ideia teórica de um partido e os partidos que realmente temos. Até mesmo líderes carismáticos precisam de partidos. Temos uma visão idealizada da democracia representativa”, afirmou.

Gamarra expressou uma opinião semelhante. “Desde meados da década de 90, tornou-se popular dizer que os partidos políticos eram inúteis, que era possível ter democracia sem eles.

A realidade empírica é que isso não é possível, pelo menos não a democracia representativa, que se baseia na ideia de que o povo governa por meio de seus representantes e que não é uma democracia direta”, afirmou.

“Quando esses sistemas entram em colapso, surge um problema sério: a incapacidade de reconstruir os antigos partidos, que, apesar de tudo, continuam sendo os únicos com uma base social sólida.

Há uma certa nostalgia pelos partidos depois de termos os criticado tanto. O que temos agora são pequenos grupos de indivíduos com algum dinheiro que conseguem se organizar eleitoralmente e, com algumas exceções, sem raízes profundas”, acrescentou.

Retomando o caso peruano, Gamarra destaca que a candidatura de Sánchez, que conta com o apoio do ex-presidente Pedro Castillo, possui, de fato, uma ligação com as bases sociais, enquanto Freidenberg se referiu ao caso Fujimori:

“Se olharmos para o Peru, trata-se de um sistema concebido para a democracia sem partidos. Lá, a Força Popular é um partido forte, com disciplina e clareza programática.

São fenômenos diferentes; podem existir sistemas com partidos fracos ou com partidos fortes”, comentou. O país andino registrou o recorde regional de 36 candidatos presidenciais inscritos, e nenhum deles alcançou 20% dos votos no primeiro turno.

Castellanos, da UCV, acrescentou que, com a dispersão dos movimentos políticos, “a questão ideológica se dilui” e abrem-se brechas para novas alternativas. “O enfraquecimento dos partidos permite que novas opções se infiltrem em meio à fragmentação.

Um sistema frágil abre caminho para o fortalecimento de esquemas de polarização.”

Embora a polarização favoreça campanhas mais emotivas, ela também gera descontentamento entre setores que não se identificam com os principais candidatos, situação agravada pela série de decepções causadas por líderes que não correspondem às expectativas criadas durante a campanha.

A última pesquisa do Latinobarometer revelou que 81% da região desconfia dos partidos políticos.

Gamarra, da FIU, afirmou que “em toda a região existe uma crise de confiança nas instituições públicas” e salientou que isso gera “resultados estranhos”, com maior espaço para atores externos, mas acrescentou que isso, por sua vez, reforça um ciclo vicioso.

“Quando chegam ao poder (sem um partido forte), como o Parlamento geralmente é eleito em primeiro turno, a maioria não tem base legislativa para governar. Isso agrava ainda mais a situação.

Há uma incapacidade, por parte dos novos presidentes, de cumprirem as suas promessas de campanha, de terem uma base institucional ou apoio político. São obrigados a governar através de protestos de rua”, comentou.

Em relação ao eleitorado, Castellanos destacou o papel das redes sociais, que em alguns casos exacerbam as divisões ideológicas. “Não conheço nenhuma eleição recente em que as redes sociais não tenham desempenhado um papel importante, seja na questão das notícias falsaspor exemplo, ou na possibilidade de alcançar públicos mais diversos.”

Embora o pesquisador tenha reconhecido um sentimento de “cansaço e exaustão” entre os eleitores, ele enfatizou que existe uma motivação para participar porque “eles ainda acreditam que há uma oportunidade de mudança”, sentindo que seu voto pode fazer a diferença.

“Essa é uma das principais forças da América Latina; finalmente, existem elementos que podem mobilizar a população. Pode ser a liderança, um partido ou também o desejo de mudança”, disse ele, embora o analista venezuelano tenha esclarecido que isso também depende da realidade de cada país e da credibilidade dos processos.

Para Gamarra, a desconfiança na política ocorre “em grande parte porque as promessas não são cumpridas”, o que ele define como “um enorme déficit democrático”, que por sua vez cria uma janela de oportunidade para uma liderança eficaz e ainda mais autoritária.

Com a insatisfação política, muitos eleitores só se tornam ativos nos últimos dias da campanha, decidindo seu voto ainda enquanto esperam na fila para votar. Pesquisas em diversos países mostram um alto número de votos indecisos ou em branco uma semana antes da eleição, que acabam por apoiar um dos candidatos.

No entanto, o distanciamento não se traduz necessariamente em absenteísmo.

“O nível de participação varia de país para país. A tendência nas últimas décadas tem sido de queda na América Latina, mas não podemos falar de uma crise generalizada de participação política”, afirmou Zovatto.

“Em alguns países, observamos fenômenos de maior ou menor intensidade. Em alguns casos, depende muito se o sistema eleitoral é voluntário ou obrigatório. São dinâmicas muito situacionais, com diversas variáveis ​​em jogo”, acrescentou a pesquisadora eleitoral.

Na Colômbia, onde o voto é facultativo, a participação no primeiro turno foi de 57,9%, quase tão alta quanto em 2022, que foi a maior desde 1998. Esse número contrasta fortemente com níveis como os de 2014, quando foi de apenas 40,1% no primeiro turno.

No Peru, 74% do eleitorado participou do primeiro turno, o que, sem contar a votação de 2021 realizada durante a pandemia de Covid-19, é a menor taxa para um primeiro turno desde 1995. No segundo turno, com a apuração ainda em andamento, a participação gira em torno de 71%, uma queda de três pontos percentuais em comparação com a votação de cinco anos atrás.

“A taxa de participação está relacionada ao fato de que você é forçado a escolher entre um menu limitado de opções que ninguém considera desejáveis; você vota no mal menor”, ​​disse Gamarra.

Segundo o analista, “o fenômeno mais dramático é o aprofundamento da desconfiança”, que, entre outros efeitos, leva a população a dar pouca margem de manobra aos seus líderes.

“Ninguém confia no próximo presidente. ‘Vamos dar uma chance a ele, mas se ele não resolver meus problemas em duas semanas, veremos…’”, parafraseou.

Em questão de meses, até mesmo líderes que venceram por ampla margem, como Kast no Chile e Paz na Bolívia, perderam popularidade e enfrentam protestos de rua. As chamadas “luas de mel” estão ficando cada vez mais curtas.

Nesse contexto, Gamarra afirmou que o que também está em jogo é o próprio significado de democracia, dadas as estratégias perniciosas de polarização.

“Existe uma noção liberal e representativa versus outra noção que confunde o que é democracia, retratando-a como um projeto que exclui minorias, persegue aqueles que não pensam da mesma maneira e busca poder hegemônico e controle sobre as instituições.”

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Sánchez lidera protestos no Peru; Fujimori pede respeito a apuração https://portuguese.hcntimes.com/sanchez-lidera-protestos-no-peru-fujimori-pede-respeito-a-apuracao/ https://portuguese.hcntimes.com/sanchez-lidera-protestos-no-peru-fujimori-pede-respeito-a-apuracao/#respond Sun, 21 Jun 2026 06:58:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/sanchez-lidera-protestos-no-peru-fujimori-pede-respeito-a-apuracao/ Sánchez lidera protestos no Peru; Fujimori pede respeito a apuração

Centenas de apoiadores do candidato presidencial peruano de esquerda, Roberto Sánchez, marcharam em Lima na sexta-feira (19) para protestar contra supostas irregularidades nas eleições presidenciais, enquanto a rival de direita Keiko Fujimori se aproxima de vencer a disputa. Sánchez liderou apoiadores pela capital, alguns vestidos com roupas incas e outros carregando bandeiras. Os manifestantes pediram […]

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Sánchez lidera protestos no Peru; Fujimori pede respeito a apuração

Centenas de apoiadores do candidato presidencial peruano de esquerda, Roberto Sánchez, marcharam em Lima na sexta-feira (19) para protestar contra supostas irregularidades nas eleições presidenciais, enquanto a rival de direita Keiko Fujimori se aproxima de vencer a disputa.

Sánchez liderou apoiadores pela capital, alguns vestidos com roupas incas e outros carregando bandeiras. Os manifestantes pediram transparência e alegaram que o candidato da esquerda havia vencido a votação, enquanto Sánchez afirmou que a manifestação exigia justiça eleitoral, devido processo legal e transparência.

Segundo o escritório eleitoral do Peru, ONPE, na sexta-feira, Fujimori tinha 50,114% dos votos válidos e Sánchez 49,886%, com 99,626% dos votos apurados. Isso deu a Fujimori, que concorreu à presidência pela quarta vez, uma vantagem de 41.685 votos, uma margem que, segundo analistas, provavelmente manterá durante a contagem oficial dos votos pendentes do segundo turno de 7 de junho.

O partido de Sánchez, Juntos por el Peru, entrou com ações legais junto ao júri eleitoral para anular votos de Lima e do exterior, alegando padrões de votação que favoreciam Fujimori e mudanças nas regras que afetam os votos do exterior.

O júri eleitoral ainda teve de analisar os votos contestados, que totalizaram cerca de 87 mil na noite de sexta-feira, de acordo com as informações fornecidas.

Enquanto isso, Fujimori pediu que Sánchez e seu partido respeitem a vontade dos eleitores. “A votação e os números são contundentes”, disse a candidata a jornalistas.

Keiko Fujimori, que pode se tornar a primeira mulher eleita diretamente para a presidência do Peru, já perdeu no segundo turno três vezes, incluindo uma derrota para o esquerdista Pedro Castillo em 2021, por apenas 44.200 votos.

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Eleição por poucos votos prenuncia turbulência no Peru – 20/06/2026 – Opinião https://portuguese.hcntimes.com/eleicao-por-poucos-votos-prenuncia-turbulencia-no-peru-20-06-2026-opiniao/ https://portuguese.hcntimes.com/eleicao-por-poucos-votos-prenuncia-turbulencia-no-peru-20-06-2026-opiniao/#respond Sun, 21 Jun 2026 01:00:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/eleicao-por-poucos-votos-prenuncia-turbulencia-no-peru-20-06-2026-opiniao/ Eleição por poucos votos prenuncia turbulência no Peru – 20/06/2026 – Opinião

Com mais de 95% dos votos revisados, a apuração do segundo turno das eleições presidenciais do Peru já se vê maculada por contestações. A vantagem minúscula da candidata Keiko Fujimori, da direita populista, foi posta à prova pelo adversário, Roberto Sánchez, que formalizou denúncias de manipulação de cédulas em Lima e nos EUA e solicitou […]

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Eleição por poucos votos prenuncia turbulência no Peru – 20/06/2026 – Opinião

Com mais de 95% dos votos revisados, a apuração do segundo turno das eleições presidenciais do Peru já se vê maculada por contestações.

A vantagem minúscula da candidata Keiko Fujimori, da direita populista, foi posta à prova pelo adversário, Roberto Sánchez, que formalizou denúncias de manipulação de cédulas em Lima e nos EUA e solicitou a anulação desses votos —apesar de o postulante esquerdista ter afirmado, antes do pleito, que respeitaria o resultado das urnas.

Seja qual for o desfecho oficial, a superação do caos político vivenciado no Peru há uma década parece distante. A frágil maioria da futura ou do futuro presidente —e serão dez em dez anos— tende a ameaçar seu mandato.

O último presidente a cumprir os cinco anos no poder foi Ollanta Humala (2011-2016). Desde então, quatro acabaram destituídos pelo Congresso, munido de superpoderes pela Constituição de 1993, e outros três renunciaram.

José María Balcázar, empossado em fevereiro para o período de cinco meses, foi o terceiro a suceder Pedro Castillo, eleito em 2021 e ceifado no ano seguinte após tentar um golpe de Estado.

Defensora do legado da ditadura de seu pai, Alberto Fujimori, nos anos 1990, Keiko angariou pouco mais de 50% dos votos válidos; Sánchez, do Juntos pelo Peru, pouco menos. A diferença é de dezenas de milhares num universo de 27,3 milhões de eleitores.

Keiko fracassou nas três últimas disputas. Como líder do Força Popular, entretanto, contribuiu para a alta mobilidade de titulares da Casa de Pizarro e a instabilidade política do país.

O partido fujimorista responde pela maior bancada no Congresso peruano desde 2016, ainda sob o modelo unicameral. A eleição legislativa de março indica que a legenda manterá peso relevante no Parlamento, que volta a ser bicameral com a posse dos deputados e senadores em julho.

Os cenários são preocupantes. Uma eventual derrota de Keiko pode desencadear, no Legislativo, um movimento de desestabilização do governo eleito.

A vitória da direitista tampouco prenuncia tranquilidade. Dada sua agenda de combate à criminalidade, com traços da truculência do regime de seu pai, não estará imune à inflexibilidade da segunda maior bancada nas duas Casas legislativas, a do Juntos pelo Peru, e a protestos populares incitados pela esquerda.

Num país onde o manejo da economia não é o problema, o moto-contínuo de turbulência institucional só terá fim com um mínimo de consenso político em torno do interesse nacional.

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Alexandre Nero desembarca no Peru, posa com a esposa e impressiona com fotos de viagem https://portuguese.hcntimes.com/alexandre-nero-desembarca-no-peru-posa-com-a-esposa-e-impressiona-com-fotos-de-viagem/ https://portuguese.hcntimes.com/alexandre-nero-desembarca-no-peru-posa-com-a-esposa-e-impressiona-com-fotos-de-viagem/#respond Sat, 20 Jun 2026 22:00:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/alexandre-nero-desembarca-no-peru-posa-com-a-esposa-e-impressiona-com-fotos-de-viagem/ Alexandre Nero desembarca no Peru, posa com a esposa e impressiona com fotos de viagem

O ator Alexandre Nero iniciou uma viagem por Peru e compartilhou neste sábado (20) os primeiros registros do passeio em suas redes sociais. Na legenda da publicação, o artista resumiu o momento com a frase: “Dia uno. Lima”, indicando o início do roteiro pela capital peruana. O carrossel publicado reúne fotografias e vídeos que mostram […]

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Alexandre Nero desembarca no Peru, posa com a esposa e impressiona com fotos de viagem

O ator Alexandre Nero iniciou uma viagem por Peru e compartilhou neste sábado (20) os primeiros registros do passeio em suas redes sociais. Na legenda da publicação, o artista resumiu o momento com a frase: “Dia uno. Lima”, indicando o início do roteiro pela capital peruana.

O carrossel publicado reúne fotografias e vídeos que mostram diferentes aspectos da cidade, incluindo arte urbana, gastronomia, arquitetura, atividades culturais e momentos ao lado da esposa.

Em uma das imagens, Nero aparece em um retrato de perfil usando óculos escuros de armação preta e lentes reflexivas. Ao fundo, surge uma obra artística composta por diversas figuras humanas coloridas sobre um ambiente decorado com padrões geométricos em preto e branco.

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Outro registro mostra o ator posando diante de um grande mural urbano. A obra retrata o rosto de um homem em preto e branco, acompanhado por frases escritas em espanhol e pela assinatura do artista responsável pelo grafite. O painel está instalado em uma área próxima a uma escadaria de concreto e uma base revestida por pedras amarelas.

A experiência gastronômica também teve destaque na publicação. Uma das fotos apresenta o cardápio do restaurante “Tragaluz”, referente ao mês de junho de 2026. Entre os pratos listados estão opções como “Conchita con botarga de coral”, “Papita rellena”, “Tartar de pesca curada”, “Tiradito vegano”, “Tamal de mani”, “Wonton achupado” e “Locro de calamares”.

A mesma imagem exibe algumas das refeições servidas durante a visita ao estabelecimento. Entre elas, aparecem conchas marinhas apresentadas sobre sal grosso, uma preparação com peixe e abacate organizada em formato circular e uma sobremesa decorada com flores comestíveis.

Nero também compartilhou momentos ao lado da esposa. Em uma das fotografias, o casal posa diante de uma parede coberta por pinturas urbanas em cores vibrantes e traços fluorescentes. Em outra, ambos aparecem refletidos no espelho de um elevador com acabamento metálico e detalhes dourados.

Alexandre Nero e sua viagem

Nas imagens, o ator veste camisa verde de manga longa combinada com calças claras e largas. Sua acompanhante surge usando óculos escuros, casaco preto texturizado e uma peça branca longa.

O álbum ainda inclui registros de estabelecimentos locais e atrações culturais da cidade. Entre eles está a fachada de uma loja identificada pela placa “Biobodega – Vacas Felizes” e um cartaz promocional do espetáculo “Maestra Salsa – El sonido que cambió la historia”, programado para acontecer no Gran Teatro Nacional.

O encerramento da publicação traz uma fotografia em grupo. Alexandre Nero e sua esposa aparecem ao lado de outras pessoas em frente a uma construção histórica iluminada por luzes azuis. O edifício possui arquitetura clássica e integra o cenário noturno da capital peruana.


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