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No próximo dia 23 de junho, às 18h00, a Galeria ArteGraça será o palco do lançamento da obra mais recente da investigadora e escritora M. Margarida Pereira-Müller: “Um percurso pela história e pelos sabores da Guiné-Bissau”. Com prefácio assinado por Suzi Barbosa, Ex-Ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau e Ex-Presidente do Conselho de Ministros da […]

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Um percurso pela história e pelos sabores da Guiné-Bissau
No próximo dia 23 de junho, às 18h00, a Galeria ArteGraça será o palco do lançamento da obra mais recente da investigadora e escritora M. Margarida Pereira-Müller: “Um percurso pela história e pelos sabores da Guiné-Bissau”. Com prefácio assinado por Suzi Barbosa, Ex-Ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau e Ex-Presidente do Conselho de Ministros da CEDEAO, o livro propõe uma imersão cultural, histórica e sensorial sem precedentes por um dos países mais fascinantes e resilientes da África Ocidental.

A Guiné-Bissau é uma nação de contrastes geográficos subtis, mas profundamente marcantes. Trata-se de uma realidade que ultrapassa a mera descrição literária; sente-se na pele e no palato através do aroma do óleo de palma, do ritmo vibrante da língua crioula e da força inabalável das suas tradições ancestrais. Esta obra nasce precisamente como um convite irrecusável para descobrir um território de diversidade fascinante e resiliência inquebrável.

Mais do que um registo histórico ou um manual de culinária, o livro configura-se como uma profunda homenagem à cultura guineense. Ao cruzar com mestria receitas tradicionais e episódios marcantes da cronologia do país, a autora desafia o leitor a conhecer — e, acima de tudo, a saborear — a essência mais pura do país.

Uma Viagem Através do Tempo e do Espaço
Ao longo das páginas, o leitor embarca numa autêntica viagem que atravessa fronteiras temporais e geográficas. Cruzando o mapa desde as savanas de Gabu até às águas sagradas do arquipélago dos Bijagós, a obra explora três pilares fundamentais:

• A Identidade: Um retrato fiel e respeitoso da diversidade étnica do país — destacando desde os Fula aos Balanta —, evidenciando o papel crucial da língua crioula enquanto o autêntico cimento da coesão nacional.

• A História: Uma análise sobre o impacto da era colonial e o legado incontornável de Amílcar Cabral. A obra lança também uma luz fundamental sobre figuras marcantes de exceção, como a Rainha Pampa Kanyimpa, celebrando o poder feminino nas sociedades tradicionais.

• Os Sabores: Um roteiro gastronómico rigoroso e detalhado. Pratos emblemáticos como o caldo de mancarra e o peixe à Bissau, a par de sumos naturais como o de veludo ou o de cabaceira, revelam a alma de um povo que faz do ato de partilhar um ritual sagrado.

O livro será apresentado pela jornalista guineense Carolina Morado. A sessão constituirá uma excelente oportunidade para celebrar os laços culturais que unem os povos de língua oficial portuguesa.

Apoio Institucional: Junta de Freguesia de São Vicente.
O livro está à venda na Wook e na Amzon.


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Prisão preventiva para guineense detido em Assomada por tráfico de droga de alto risco https://portuguese.hcntimes.com/prisao-preventiva-para-guineense-detido-em-assomada-por-trafico-de-droga-de-alto-risco/ https://portuguese.hcntimes.com/prisao-preventiva-para-guineense-detido-em-assomada-por-trafico-de-droga-de-alto-risco/#respond Mon, 22 Jun 2026 15:24:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/prisao-preventiva-para-guineense-detido-em-assomada-por-trafico-de-droga-de-alto-risco/ Prisão preventiva para guineense detido em Assomada por tráfico de droga de alto risco

O Tribunal Judicial da Comarca de Santa Catarina decretou prisão preventiva, na manhã de hoje, 22, para um suspeito, natural da Guiné-Bissau e residente na zona de Cumbém, em Assomada, fortemente indiciado pela prática do crime de tráfico de droga de alto risco. Em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ) informou que a detenção ocorreu na […]

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Prisão preventiva para guineense detido em Assomada por tráfico de droga de alto risco

O Tribunal Judicial da Comarca de Santa Catarina decretou prisão preventiva, na manhã de hoje, 22, para um suspeito, natural da Guiné-Bissau e residente na zona de Cumbém, em Assomada, fortemente indiciado pela prática do crime de tráfico de droga de alto risco.

Em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ) informou que a detenção ocorreu na passada sexta-feira, 19, fora de flagrante delito, no âmbito de uma operação de busca domiciliária solicitada pelo Departamento de Investigação Criminal de Assomada ao Ministério Público e autorizada pelo Juízo de Instrução Criminal do Tribunal Judicial da Comarca de Santa Catarina.

Segundo a PJ, a operação foi realizada na sequência de investigações em curso conduzidas por aquele departamento, no âmbito do combate ao tráfico de droga e a outras actividades criminosas associadas naquele município.

No decurso das diligências, foram apreendidas dezanove (19) doses individuais de cocaína, com o peso bruto de 10,46 gramas, bem como um embrulho de ervas de cannabis, com o peso bruto de 2,28 gramas.

A PJ apreendeu ainda quantias monetárias em moeda nacional e estrangeira, nomeadamente 66.330$00 (sessenta e seis mil, trezentos e trinta escudos) e 1.000 francos CFA.

O arguido deverá aguardar os ulteriores trâmites processuais sujeito à referida medida de coacção.

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“Um percurso pela história e pelos sabores da Guiné-Bissau” lançado amanhã em Lisboa https://portuguese.hcntimes.com/um-percurso-pela-historia-e-pelos-sabores-da-guine-bissau-lancado-amanha-em-lisboa/ https://portuguese.hcntimes.com/um-percurso-pela-historia-e-pelos-sabores-da-guine-bissau-lancado-amanha-em-lisboa/#respond Mon, 22 Jun 2026 12:28:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/um-percurso-pela-historia-e-pelos-sabores-da-guine-bissau-lancado-amanha-em-lisboa/ “Um percurso pela história e pelos sabores da Guiné-Bissau” lançado amanhã em Lisboa

O livro de M. Margarida Pereira-Müller, “Um percurso pela história e pelos sabores da Guiné-Bissau”, vai ser lançado amanhã, 23 de Junho, na Galeria ArteGraça, na Rua da Graça, em Lisboa. Esta obra, de acordo com o comunicado, “propõe uma imersão cultural, histórica e sensorial sem precedentes por um dos países mais fascinantes e resilientes […]

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“Um percurso pela história e pelos sabores da Guiné-Bissau” lançado amanhã em Lisboa

O livro de M. Margarida Pereira-Müller, “Um percurso pela história e pelos sabores da Guiné-Bissau”, vai ser lançado amanhã, 23 de Junho, na Galeria ArteGraça, na Rua da Graça, em Lisboa.

Esta obra, de acordo com o comunicado, “propõe uma imersão cultural, histórica e sensorial sem precedentes por um dos países mais fascinantes e resilientes da África Ocidental”, “configura-se como uma profunda homenagem à cultura guineense”, e leva o leitor a embarcar “numa autêntica viagem que atravessa fronteiras temporais e geográficas. Cruzando o mapa desde as savanas de Gabu ate às águas sagradas do arquipélago dos Bijagós”.

A apresentação vai ser feita pela jornalista Carolina Morgado pelas 18h de terça-feira, 23 de Junho, na Galeria ArteGraça, nos números 27-29 da Rua da Graça, em Lisboa.

O prefácio do livro ficou a cargo de Suzi Barbosa, ex-ministra dos negócios estrangeiros da Guiné-Bissau e ex-presidente do Conselho de Ministros da CEDEAO.

O Excelentíssimo Senhor Embaixador da Guiné-Bissau em Portugal, Artur Silva, vai marcar presença e discursar perante o público, enquanto que Maio Copé, marca presença com as suas melodias.

Veja também a viagem do PressTUR, com o Orango Parque e a TAP, que começa neste artigo:

De Bissau aos Bijagós

Saiba mais sobre a Guiné-Bissau no site da embaixada, aqui.

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Chefes militares da CEDEAO deslocam-se a Bissau para acompanhar transição política – O País https://portuguese.hcntimes.com/chefes-militares-da-cedeao-deslocam-se-a-bissau-para-acompanhar-transicao-politica-o-pais/ https://portuguese.hcntimes.com/chefes-militares-da-cedeao-deslocam-se-a-bissau-para-acompanhar-transicao-politica-o-pais/#respond Sun, 21 Jun 2026 16:40:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/chefes-militares-da-cedeao-deslocam-se-a-bissau-para-acompanhar-transicao-politica-o-pais/ Chefes militares da CEDEAO deslocam-se a Bissau para acompanhar transição política – O País

Uma delegação de chefes das Forças Armadas da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) encontra-se em Bissau com o objectivo de se inteirar do processo de transição actualmente em curso na Guiné-Bissau, segundo informações de fontes oficiais. De acordo com publicações divulgadas na página oficial das Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP), a […]

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Chefes militares da CEDEAO deslocam-se a Bissau para acompanhar transição política – O País

Uma delegação de chefes das Forças Armadas da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) encontra-se em Bissau com o objectivo de se inteirar do processo de transição actualmente em curso na Guiné-Bissau, segundo informações de fontes oficiais.

De acordo com publicações divulgadas na página oficial das Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP), a missão chegou à capital guineense ao início da noite de sexta-feira e permanecerá no país durante cinco dias, período durante o qual manterá contactos com diversas entidades locais.

Recorde-se que os militares assumiram o poder na Guiné-Bissau em 26 de Novembro de 2025, tendo anunciado um período de transição com a duração de 12 meses. Na mesma ocasião, foram convocadas eleições gerais, presidenciais e legislativas, para o dia 6 de Dezembro.

Na sequência da alteração da ordem constitucional, a Guiné-Bissau foi suspensa de todas as organizações internacionais de que faz parte, incluindo a CEDEAO, organização que tem enviado sucessivas missões de bons ofícios ao país com vista à mediação da crise política.

Segundo as FARP, a visita da delegação dos Chefes do Estado-Maior-General das Forças Armadas da CEDEAO insere-se no propósito de acompanhar o período transitório em curso no país.

A mesma fonte refere ainda que, durante a estadia em Bissau, a missão, liderada pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas da Serra Leoa, Amara Idara Bangura, realizará sessões de trabalho com as entidades militares e paramilitares guineenses.

A delegação integra igualmente os chefes militares da Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Senegal. Segundo relatos da imprensa local, além dos encontros previstos com o Alto Comando Militar responsável pelo golpe de Estado, a missão deverá reunir-se também com representantes diplomáticos dos países membros da CEDEAO acreditados em Bissau.

Esta deslocação dos chefes militares da CEDEAO estava inicialmente prevista para ocorrer um mês após o golpe de Estado, mas acabou por ser cancelada na altura, sem que fossem divulgadas explicações para essa decisão.

Na ocasião, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Senegal, Cheikh Niang, e posteriormente o ministro da Defesa daquele país, general Birame Diop, deslocaram-se a Bissau numa tentativa de facilitar a implementação das orientações definidas pelos chefes de Estado da CEDEAO na sequência do golpe militar.

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Lisboa: Guineenses pedem solução para retenção de estudantes https://portuguese.hcntimes.com/lisboa-guineenses-pedem-solucao-para-retencao-de-estudantes/ https://portuguese.hcntimes.com/lisboa-guineenses-pedem-solucao-para-retencao-de-estudantes/#respond Fri, 19 Jun 2026 09:45:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/lisboa-guineenses-pedem-solucao-para-retencao-de-estudantes/ Lisboa: Guineenses pedem solução para retenção de estudantes

Os motivos da retenção prendem-se com documentação incompleta, o que faz com que os estudantes fiquem no aeroporto durante várias horas ou até dias. Associações de guineenses têm interferido junto das autoridades portuguesas e da Embaixada da Guiné-Bissau em Lisboa para sanar o problema.  Morida Biofa, estudante guineense de 19 anos, veio para Portugal para […]

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Lisboa: Guineenses pedem solução para retenção de estudantes

Os motivos da retenção prendem-se com documentação incompleta, o que faz com que os estudantes fiquem no aeroporto durante várias horas ou até dias. Associações de guineenses têm interferido junto das autoridades portuguesas e da Embaixada da Guiné-Bissau em Lisboa para sanar o problema. 

Morida Biofa, estudante guineense de 19 anos, veio para Portugal para frequentar o curso de Contabilidade e Gestão no Instituto Politécnico da Lusofonia. Mas à chegada a Lisboa, a 1 de maio, ficou retida no Aeroporto Humberto Delgado.

“Cheguei a Portugal pelas 7 horas. Fui diretamente para o lugar de controlo de documentos e encontrei lá um polícia, que me perguntou pelos meus documentos; dei o meu passaporte. Depois perguntou-me o que vim fazer a Portugal; disse-lhe que vim estudar”, conta.

Segundo a jovem, o polícia que inspecionou os documentos disse-lhe que a declaração de matrícula estava fora de prazo, considerando que o ano letivo 2025-2026 teria já terminado. “Aí, ele não me disse mais nada e levou-me para um segundo controlo de documento”, acrescenta.

Numa outra secção, a estudante foi sujeita a um vasto interrogatório, depois de aceitar assinar um documento para o efeito. Foi um longo processo que resultou no impedimento de entrada da estudante em Portugal, por ter documentação incompleta. “Dormi lá dois dias, não dormi bem. Dormi no chão”, lamenta a estudante, que só saiu do aeroporto com a intervenção de uma advogada. 

Situação frequente desde 2024

Além da ajuda de familiares e amigos, os jovens afetados receberam apoio da associação académica Mobilidade de Estudantes da Guiné-Bissau em Portugal (MEGB-P). O seu presidente, Maiquel José Indi, disse à DW que esta situação é recorrente.

“Desde 2024, temos registado esta situação de estudantes a serem retidos no aeroporto, sempre com [problemas] de termo de responsabilidade, com a chegada tardia ao território português, o que muitas vezes não é culpa do próprio estudante de ter chegado tarde”, relata.

Portugal: Estudantes guineenses em risco de repatriamento

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O dirigente associativo lamenta a forma desumana como os estudantes são tratados no Aeroporto de Lisboa. Por outro lado, critica os procedimentos das autoridades portuguesas em dificultar a entrada, quando os estudantes chegam com todos os documentos em dia.

“O estudante [a quem] já foi atribuído visto significa que já reúne condições para entrada em território português”, lembra Maiquel José Indi.

Estudantes esperam outra postura de Bissau

Neste contexto, a associação espera outra postura das autoridades da Guiné-Bissau, que refutam responsabilidades assumidas no plano da cooperação com Portugal, para se evitar mais repatriamento de estudantes, diz Maiquel Indi.

“Nós vamos aproveitar para informar todos os estudantes, ainda [que] com visto, para não viajarem sem entrar em contacto com a nossa coordenação permanente em Bissau para preparar as suas deslocações a Portugal”, revela.

Jucimile Correia Seabra, presidente da Associação de Estudantes Guineenses em Lisboa também acompanha estes casos com preocupação. Por isso, pede a todas as partes uma resposta urgente, eficaz e coordenada.

“É fundamental também o envolvimento das entidades consulares, nomeadamente o consulado português, para garantir maior transparência, melhor comunicação e processos mais justos na concessão de vistos de estudantes. Evitar que no próximo ano 2026-2027 voltemos a enfrentar os mesmos problemas”, defende.

“O estudante não pode ser impedido de iniciar o seu percurso académico (…) porque a educação deve ser uma ponte de oportunidades e não um obstáculo”, acrescenta Jucimile Seabra.

O Governo português decidiu criar até junho deste ano dois centros de instalação e permanência de imigrantes no aeroporto de Lisboa, sujeitos à expulsão do território nacional. A finalidade dos referidos espaços é o acolhimento temporário de imigrantes em situação irregular, mas em condições de dignidade e segurança.

Guineenses: “Estamos numa situação de absoluta ilegalidade”

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Governo quer ajudar Guiné-Bissau a regressar à normalidade – Observador https://portuguese.hcntimes.com/governo-quer-ajudar-guine-bissau-a-regressar-a-normalidade-observador/ https://portuguese.hcntimes.com/governo-quer-ajudar-guine-bissau-a-regressar-a-normalidade-observador/#respond Wed, 17 Jun 2026 23:10:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/governo-quer-ajudar-guine-bissau-a-regressar-a-normalidade-observador/ Governo quer ajudar Guiné-Bissau a regressar à normalidade – Observador

O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Paulo Rangel, declarou esta quarta-feira, no parlamento, que o Governo português quer ajudar a Guiné-Bissau a regressar à normalidade democrática e que a soberania do povo guineense está acima de tudo. Durante uma audição regimental na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, o deputado socialista Luís Testa questionou Paulo […]

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Governo quer ajudar Guiné-Bissau a regressar à normalidade – Observador

O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Paulo Rangel, declarou esta quarta-feira, no parlamento, que o Governo português quer ajudar a Guiné-Bissau a regressar à normalidade democrática e que a soberania do povo guineense está acima de tudo.

Durante uma audição regimental na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, o deputado socialista Luís Testa questionou Paulo Rangel sobre o que tem feito o Governo português relativamente à Guiné-Bissau e a sua suspensão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), uma medida tomada pelos chefes de Estado e de Governo da organização, em dezembro, devido ao golpe militar de 26 de novembro de 2025 no país.

Como resposta, Rangel assegurou que o Governo está sempre em contacto com a CPLP e respetivos Estados-membros, assim como com a União Africana e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que também suspenderam a Guiné-Bissau.

“A soberania do povo guineense está acima de tudo e tentamos ajudar para que haja um regresso à normalidade democrática”, concluiu o governante.

Desde a interrupção do processo eleitoral de novembro de 2025 por uma intervenção militar, a Guiné-Bissau passou a ser governada por um regime de transição liderado por um Comando Supremo Militar, que criou um Conselho Nacional de Transição, alterou a Constituição por decreto e marcou novas eleições para dezembro de 2026.

A mudança de poder gerou forte contestação interna e internacional, com denúncias de repressão da oposição, detenções sem acusação formal, restrições às liberdades cívicas e alegações de erosão do Estado de direito.

A Guiné-Bissau foi suspensa de várias organizações internacionais que pedem a retoma da ordem constitucional e a libertação dos presos políticos, nomeadamente, a União Africana, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que substituiu a Guiné-Bissau na presidência rotativa por Timor-Leste.


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Luís Cabral – Uma figura dedicada à África e à libertação africana https://portuguese.hcntimes.com/luis-cabral-uma-figura-dedicada-a-africa-e-a-libertacao-africana/ https://portuguese.hcntimes.com/luis-cabral-uma-figura-dedicada-a-africa-e-a-libertacao-africana/#respond Wed, 17 Jun 2026 17:02:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/luis-cabral-uma-figura-dedicada-a-africa-e-a-libertacao-africana/ Luís Cabral – Uma figura dedicada à África e à libertação africana

O antigo Combatente e Chefe de Estado da Guiné-Bissau, Luís Cabral, foi homenageado, em Lisboa, pela comunidade guineense. Foi a 30 de maio de 2026, 17º aniversário da sua morte e 70º do PAIGC, Partido de que foi co-fundador. Uma homenagem há muita esperada pela família, afirma a filha Djamila Cabral, enquanto que o historiador, […]

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Luís Cabral – Uma figura dedicada à África e à libertação africana

O antigo Combatente e Chefe de Estado da Guiné-Bissau, Luís Cabral, foi homenageado, em Lisboa, pela comunidade guineense. Foi a 30 de maio de 2026, 17º aniversário da sua morte e 70º do PAIGC, Partido de que foi co-fundador. Uma homenagem há muita esperada pela família, afirma a filha Djamila Cabral, enquanto que o historiador, Julião de Sousa, explica as razões por que, a seu ver, Luís Cabral ficou um bocado esquecido, e, Filinto Elísio traça, na sua crónica, o perfil desse líder africano.

Dulce Araújo – Vatican News

Se estivesse vivo, o combatente e primeiro Presidente da Guiné-Bissau independente, Luís Cabral, teria completado no passado dia 11 de abril 95 anos. Infelizmente, faleceu aos 78 anos, a 30 de maio de 2009. E foi precisamente a data de 30 de maio deste ano, em coincidência com os 70 anos do PAICG, de que ele foi co-fundador, que, em Lisboa, foi-lhe feita uma homenagem. A iniciativa foi do sector do bairro Amadora desse histórico partido. Homenagem desde há muito esperada pela família e pelos apreciadores da participação de Luís Cabral na gesta libertária e na reconstrução da Guiné-Bissau, de que foi Chefe de Estado entre 1973 a 1980. A homenagem contou com oradores de relevo como o Comandante Pedro Pires, o historiador Julião de Sousa e artistas como o cineasta Flora Gomes, entre outros.  



Cartaz da homenagem de Luís Cabral, em Lisboa

A Luís Cabral, a Rádio Vaticano dedicou o programa semanal “África em Clave Cultural: personagens e eventos” de 4 de Junho de 2026. Nessa ocasião, em entrevistamos, a filha, Djamila Cabral, médica aposentada que se dedica, juntamente com outros familiares, à defesa e promoção da memória dessa figura da luta de libertação. Ela exprimiu satisfação por essa homenagem, há muito esperada,  ter vindo particularmente da camada jovem. Djamila Cabral fala também de Luís Cabral como pai e como político que transmitiu aos filhos o amor pela Guiné-Bissau e pela causa da libertação e do desenvolvimento do país. “O Partido marcou a sua forma de viver” – disse.  Não falta uma referência ao relacionamento com Cabo Verde e pela constante participação, particularmente do Comandante Pedro Pires, companheiro de luta de Luís Cabral, nas homenagens e encontros promovidos pela família em recordação do primeiro Presidente da Guiné-Bissau independente.  Djamila considera que esta homenagem abre portas para uma verdadeira valorização e estudo da atuação e atitude de Luís Cabral como combatente e estadista. Siga a entrevista para saber mais. 

Djamila Cabral, filha de Luís Cabral

Djamila Cabral, filha de Luís Cabral

Por seu lado, o historiador guineense, Julião de Sousa, estudioso dos movimentos de libertação e autor duma importante obra biográfica sobre Amílcar Cabral, descreve brevemente,  os cargos que ocupou e a sua importância. Considera que essa homenagem mercerida, chegou tarde, mas faz sentido em relação a esse homem generoso e que, entre outros trunfos da sua governação, garantiu fronteiras estáveis à Guiné-Bissau, que em dados momentos se viram ameaçadas. Instado a falar sobre em que aspeto Luís Cabral terá errado ao ponto de justificar um golpe de Estado contra ele, Julião de Sousa esboça algumas explicações que se podem ouvir na entrevista. 

Luís Cabral juntamente com Amílcar Cabral e outros compenheiro nos tempos da luta de libertação da Guiné-Bissau e de Cabo Verde

Luís Cabral juntamente com Amílcar Cabral e outros compenheiro nos tempos da luta de libertação da Guiné-Bissau e de Cabo Verde

A crónica do editor, poeta e ensaísta, Filinto Elísio, parceiro no programa “África em Clave Cultural: personagens e eventos”, ajuda um pouco mais a compreender o percurso de vida de Luís Cabral, que ele define “uma figura dedicada à África e à libertação africana”.  Leia em baixo: 

Crónica 

Luís Cabral: Uma figura dedicada à África e à libertação africana

No passado dia 30 de maio, a comunidade bissau-guineense em Lisboa, mobilizada pelo PAIGC Amadora, compareceu à Faculdade de Direito de Lisboa para homenagear Luís Cabral, Combatente da Pátria e primeiro Presidente da República da Guiné-Bissau. Esta cerimónia de homenagem, enquadra-se na celebração dos 70 anos do PAIGC.

Luís Severino de Almeida Cabral nasceu a 11 de abril de 1931, na cidade de Bissau. Fez os seus estudos primários e secundários em Cabo Verde, sempre muito ligado ao irmão mais velho, Amílcar Cabral. Na Guiné-Bissau, trabalhou na Casa Gouveia.

Segundo a narrativa oficial do PAIGC, esse partido foi fundado a 19 de setembro de 1956 por um grupo de alguns nacionalistas bissau-guineenses e cabo-verdianos, nomeadamente Amílcar Cabral, Aristides Pereira, Luís Cabral, Elysée Turpin, Júlio de Almeida e Fernando Fortes, entre outros que a história resolveu esquecer, como Rafael Barbosa ou Abílio Duarte.

Forçado a deixar Bissau, na sequência da repressão desencadeada pela PIDE, após o massacre no Porto de Pidjiguiti, em 1959, participou na preparação da luta armada. Em 1963, ano do início da Luta Armada de Libertação Nacional, Luís Cabral, que era contabilista de formação, era nomeado para o Comité de Luta, dois anos depois de ter fundado, em Conacri, a União Geral dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), ainda hoje a principal central sindical do país.

Em 1971, foi eleito para o secretariado permanente do Comité Executivo da Luta, com a responsabilidade de reconstruir as “zonas libertadas” pelo PAIGC e também eleito deputado à Assembleia Nacional Popular, ainda com a responsabilidade da direção da luta na Frente Norte.

Após o assassinato do irmão, Amílcar Cabral, em Conacri, a 20 de janeiro de 1973, o secretariado do PAIGC foi confiado a Aristides Pereira. Em julho desse ano, no segundo Congresso do PAIGC, Luís Cabral foi eleito secretário-geral adjunto, tornando-se a segunda figura do movimento.

Posteriormente, é alcandorado ao cargo de Presidente do Conselho de Estado da República da Guiné-Bissau, aquando da proclamação unilateral da Independência, no dia 24 de setembro de 1973, em Madina do Boé. Portugal só veria a reconhecer oficialmente o Estado da Guiné-Bissau, a 10 de Setembro de 1974, na sequência da Revolução dos Cravos, a 25 de abril de 1974.

Há unanimidade em considerar o mandato presidencial de Luís Cabral como o período mais promissor do País. Na Presidência, Luís Cabral tentou levar a cabo um programa de desenvolvimento e reconstrução nacional.

Ocupou a Presidência da Guiné-Bissau entre 1973 e 14 de Novembro de 1980, quando foi deposto por um golpe de Estado liderado por Nino Vieira. Foi então preso e detido durante 13 meses, sendo depois exilado em Cuba, onde esteve entre 1981 e 1983, tendo finalmente fixado residência em Portugal, na sequência de diligências do então Presidente da República Ramalho Eanes e do Primeiro-Ministro Mário de Soares.

No seu livro Crónica da Libertação, inicialmente editado em 1984 e reeditado pela Rosa de Porcelana Editora em 2024, Luís Cabral narra a luta pela independência de Guiné-Bissau e Cabo Verde, sendo uma das obras de referência sobre a gesta da libertação da Guiné-Bissau e de Cabo Verde e para a compreensão do processo histórico destes dois países africanos.

Foi ocasião para passar em revista a sua biografia, na homenagem em Lisboa, como uma das personagens mais marcantes da África Contemporânea e que, como estadista, lançou as bases económicas e sociais para o desenvolvimento da Guiné-Bissau. Ao longo da sua vida política, Luís Cabral, na linha de seu irmão Amílcar Cabral, foi uma figura dedicada à África e à Libertação africana. Faleceu em Portugal, a 30 de maio de 2009, após doença prolongada.

Para o antigo Presidente da República Portuguesa, Ramalho Eanes, “era homem de uma visão progressista, que não só contribuiu para a independência da Guiné-Bissau e Cabo-Verde, mas de toda a África, que de uma maneira geral deixou marcas para a geração vindoura”.

Link do podcast da emissão de 4/6/26

https://www.vaticannews.va/pt/podcast/africa-em-clave-cultural-personagens-e-eventos/2026/06/africa-em-clave-cultural-personagens-e-eventos-04-06-2026.html

O livro deixado por Luís Cabral para a história da libertação africana

O livro deixado por Luís Cabral para a história da libertação africana

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Portugal quer ajudar a Guiné-Bissau a regressar à normalidade democrática https://portuguese.hcntimes.com/portugal-quer-ajudar-a-guine-bissau-a-regressar-a-normalidade-democratica/ https://portuguese.hcntimes.com/portugal-quer-ajudar-a-guine-bissau-a-regressar-a-normalidade-democratica/#respond Wed, 17 Jun 2026 13:53:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/portugal-quer-ajudar-a-guine-bissau-a-regressar-a-normalidade-democratica/ Portugal quer ajudar a Guiné-Bissau a regressar à normalidade democrática

Durante uma audição regimental na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, o deputado socialista Luís Testa questionou Paulo Rangel sobre o que tem feito o Governo português relativamente à Guiné-Bissau e a sua suspensão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), uma medida tomada pelos chefes de Estado e de Governo da organização, […]

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Portugal quer ajudar a Guiné-Bissau a regressar à normalidade democrática

Durante uma audição regimental na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, o deputado socialista Luís Testa questionou Paulo Rangel sobre o que tem feito o Governo português relativamente à Guiné-Bissau e a sua suspensão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), uma medida tomada pelos chefes de Estado e de Governo da organização, em dezembro, devido ao golpe militar de 26 de novembro de 2025 no país.

Como resposta, Rangel assegurou que o Governo está sempre em contacto com a CPLP e respetivos Estados-membros, assim como com a União Africana e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que também suspenderam a Guiné-Bissau.

“A soberania do povo guineense está acima de tudo e tentamos ajudar para que haja um regresso à normalidade democrática”, concluiu o governante.

Desde a interrupção do processo eleitoral de novembro de 2025 por uma intervenção militar, a Guiné-Bissau passou a ser governada por um regime de transição liderado por um Comando Supremo Militar, que criou um Conselho Nacional de Transição, alterou a Constituição por decreto e marcou novas eleições para dezembro de 2026.

A mudança de poder gerou forte contestação interna e internacional, com denúncias de repressão da oposição, detenções sem acusação formal, restrições às liberdades cívicas e alegações de erosão do Estado de direito.

A Guiné-Bissau foi suspensa de várias organizações internacionais que pedem a retoma da ordem constitucional e a libertação dos presos políticos, nomeadamente, a União Africana, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que substituiu a Guiné-Bissau na presidência rotativa por Timor-Leste. 

Leia Também: MNE da UE discutem fim de comércio com colonatos da Cisjordânia

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Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Portugal no Festival de Verão da Gulbenkian https://portuguese.hcntimes.com/angola-brasil-cabo-verde-guine-bissau-e-portugal-no-festival-de-verao-da-gulbenkian/ https://portuguese.hcntimes.com/angola-brasil-cabo-verde-guine-bissau-e-portugal-no-festival-de-verao-da-gulbenkian/#respond Wed, 17 Jun 2026 13:08:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/angola-brasil-cabo-verde-guine-bissau-e-portugal-no-festival-de-verao-da-gulbenkian/ Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Portugal no Festival de Verão da Gulbenkian

Lisboa, 17 jun 2026 (Lusa) — As manifestações culturais e artísticas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Portugal vão estar em destaque na próxima edição do Jardim de Verão, evento sediado nos espaços da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. A iniciativa, cujo cartaz foi divulgado esta quarta-feira pela organização, vai decorrer ao longo de […]

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Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Portugal no Festival de Verão da Gulbenkian

Lisboa, 17 jun 2026 (Lusa) — As manifestações culturais e artísticas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Portugal vão estar em destaque na próxima edição do Jardim de Verão, evento sediado nos espaços da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. A iniciativa, cujo cartaz foi divulgado esta quarta-feira pela organização, vai decorrer ao longo de três fins de semana consecutivos, entre os dias 27 de junho e 12 de julho. A programação deste ano resulta de uma curadoria conjunta, dividida entre o músico Dino D’Santiago, responsável pela vertente musical, e a dupla Alexandra Matos e Luís Almeida, encarregue do ciclo de debates e cinema.

Os múltiplos eventos agendados vão ocupar várias infraestruturas da fundação, distribuindo-se entre o Jardim, o Anfiteatro ao Ar Livre, o Grande Auditório e o Centro de Arte Moderna – nas áreas do Estúdio e do Engawa. No Grande Auditório, o público poderá assistir a propostas que cruzam a pop com o jazz, a soul e a bossa nova de Bokor, bem como à fusão de fado, eletrónica e poesia urbana de Rita Vian. O cartaz desse palco completa-se com o experimentalismo pop de Alex D’Alva, a nova vaga da música angolana representada por Toty Sa’Med, os históricos cabo-verdianos Os Tubarões — coletivo fundado em 1969 — e Nancy Vieira, uma das mais prestigiadas vozes de Cabo Verde.

No Anfiteatro ao Ar Livre, a programação aposta na diversidade de géneros contemporâneos. Estão confirmadas as atuações do projeto Bandua, que faz uma releitura eletrónica do cancioneiro tradicional português, e de Zubikilla, artista que cruza as raízes cabo-verdianas com a sonoridade do jazz. A este palco sobem ainda Libra, com uma proposta de R&B alternativo, soul experimental e hip hop de intervenção, e Soraia Ramos, conhecida por misturar kizomba, R&B e morna, tendo sido a primeira artista de expressão portuguesa a alcançar a capa da Apple Music no continente africano. O recinto ao ar livre acolherá também a energia de Melly, apontada como uma das grandes revelações da música brasileira atual, e os Fogo Fogo, que fundem afrobeat, dub e funaná, ficando responsáveis pelo concerto de encerramento do festival.

Paralelamente, a zona do Engawa servirá de palco para as atuações em formato DJ set de Indi Mateta, Umafricana e Berlok, além de acolher a estreia do artista Adison Fernando. A vertente cinematográfica do Jardim de Verão terá lugar no Estúdio do Centro de Arte Moderna, onde será projetada a antologia “Novas Narrativas de Caça”. A exibição de cada um dos sete episódios será acompanhada por tertúlias públicas que contarão com a participação de cineastas, intérpretes e convidados especiais para debater as temáticas abordadas no ecrã. No dia de encerramento, o festival reserva ainda um momento especial: um encontro artístico inédito em palco que juntará o curador Dino D’Santiago aos veteranos Os Tubarões.

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Incêndios expõem crise elétrica na Guiné-Bissau https://portuguese.hcntimes.com/incendios-expoem-crise-eletrica-na-guine-bissau/ https://portuguese.hcntimes.com/incendios-expoem-crise-eletrica-na-guine-bissau/#respond Wed, 17 Jun 2026 11:44:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/incendios-expoem-crise-eletrica-na-guine-bissau/ Incêndios expõem crise elétrica na Guiné-Bissau

Dois incêndios foram registados no Mercado de Bandi, Guiné-Bissau, em poucas semanas. Fios improvisados, sobrecarga da rede elétrica e ligações sem condições técnicas adequadas estão entre as principais causas apontadas. Para muitos comerciantes, os incêndios recorrentes são o reflexo de um problema antigo que continua sem uma solução definitiva. Eles sofreram perdas significativas. O fogo destruiu […]

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Incêndios expõem crise elétrica na Guiné-Bissau

Dois incêndios foram registados no Mercado de Bandi, Guiné-Bissau, em poucas semanas. Fios improvisados, sobrecarga da rede elétrica e ligações sem condições técnicas adequadas estão entre as principais causas apontadas. Para muitos comerciantes, os incêndios recorrentes são o reflexo de um problema antigo que continua sem uma solução definitiva.

Eles sofreram perdas significativas. O fogo destruiu mercadorias e provocou prejuízos, afetando diretamente o rendimento de dezenas de famílias. O secretário-geral da Associação de Consumidores de Bens e Serviços da Guiné-Bissau (ACOBES), Bambo Sanhá, afirma que o incêndio era previsível e poderia ter sido evitado, uma vez que os alertas sobre os riscos não são recentes.

“Todos nós sabemos que o Mercado de Bandim apresenta riscos há muito tempo”, diz.

Sensibilização

Para Sanhá. “são sinistros que poderiam ser evitados há muitos anos, se houvesse uma intervenção neste sentido”.  E o secretário-geral da ACOBES recorda que “Isso já aconteceu nos mercados de Gabú, Bafatá e também no próprio Mercado de Bandim”.

Bambo Sanhá considera ainda que é necessário criar condições para que os consumidores tenham acesso à eletricidade a preços mais acessíveis, reduzindo assim o recurso às ligações ilegais.

“É fundamental a sensibilização da população sobre os riscos de má instalação elétrica. Mas é importante também a atualização das tarifas. Reduzir o preço da energia vai ajudar na diminuição das ligações clandestinas, que claramente prejudicam o rendimento do setor energético”, defende.

Bombeiras combatem o fogo com fogo

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Risco já conhecido

O Governo de Transição reconhece que as instalações elétricas do Mercado de Bandim representam um risco permanente e admite que o país continua a enfrentar dificuldades na fiscalização das infraestruturas elétricas e no combate ao roubo de energia.

E em resposta, o Executivo anunciou uma operação nacional que já está em curso, destinada a identificar e eliminar ligações ilegais, reforçar a fiscalização nos mercados e melhorar a segurança das infraestruturas elétricas.

Em declarações à imprensa, durante uma visita ao local do mais recente incêndio, o Presidente da Câmara Municipal de Bissau, Umaro Baldé, explicou que a edilidade já está a trabalhar em coordenação com a Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), responsável pela substituição da rede elétrica instalada no mercado.

E afirma que “o Governo instituiu uma comissão para o efeito. Os trabalhos estão a ser coordenados pela EAGB no mercado para trocar a instalação elétrica para, de facto, prevenir incêndios”.

Umaro Baldé garante: “Estamos a trabalhar de forma acelerada, porque nota-se que há toda a necessidade de rever todas as instalações do mercado, uma vez que foram feitas de forma precária”.

A famosa bombeira da Tanzânia

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Os desafios

A situação do Mercado de Bandim reflete desafios mais amplos do setor energético nacional. Apesar dos avanços registados nos últimos anos, a Guiné-Bissau continua a enfrentar dificuldades relacionadas com a produção, distribuição e comercialização da energia.

Embora o país produza alguma eletricidade, sobretudo através de centrais térmicas e de projetos de energias renováveis em desenvolvimento, uma parte significativa provém da rede regional da Organização para a Valorização do Rio Gâmbia (OMVG).

Ainda assim, persistem desafios relacionados a distribuição, as perdas comerciais e as ligações clandestinas à rede.

Apelos à população

Segundo dados da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), mais de metade da energia  não gera receitas devido ao consumo ilegal e a outras perdas registadas no sistema. A situação limita a capacidade de investimento da empresa na expansão e modernização da rede elétrica, bem como na melhoria da qualidade do serviço prestado à população.

O diretor-Geral da EAGB, Carlos Alberto Handem, deixa um apelo à população: “Pedimos à população que se aproxime da EAGB para fazer os seus contratos”.

E em jeito de estímulo lembra: “Já baixámos o preço dos contratos de luz e água para permitir que mais pessoas regularizem a sua situação. Isso vai ajudar-nos a identificar os clientes que efetivamente têm contrato com a empresa”.

A Guiné-Bissau está a preparar a implementação da sua Política Nacional de Energia para o período 2025-2035. Com a estratégia, as autoridades esperam aumentar o acesso à eletricidade, reduzir as perdas na rede e reforçar a segurança energética do país nos próximos anos.

Aproveitar a água do nevoeiro

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