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Presidente Samir Xaud recebe dirigentes da Federação Cabo-Verdiana de FutebolCréditos: Luciana Vermell / CBF Por três dias, dirigentes da CBF e da Federação Cabo-Verdiana de Futebol trocaram experiências e conhecimento, no Rio, em visita organizada com o apoio da Fifa. Os representantes do país africano, cujo idioma oficial é o português, estiveram na sede da […]

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CBF recebe visita da Federação Cabo-Verdiana de Futebol

Presidente Samir Xaud recebe dirigentes da Federação Cabo-Verdiana de FutebolCréditos: Luciana Vermell / CBF

Por três dias, dirigentes da CBF e da Federação Cabo-Verdiana de Futebol trocaram experiências e conhecimento, no Rio, em visita organizada com o apoio da Fifa. Os representantes do país africano, cujo idioma oficial é o português, estiveram na sede da CBF, onde trabalharam em conjunto com vários departamentos, e também em centros de treinamento de diversos clubes.



Cabo Verde vai estrear em Copas do Mundo neste mês, nos Estados Unidos. Sua seleção está no Grupo H, ao lado de Espanha, Uruguai e Arábia Saudita.

“Esta visita, apoiada pela FIFA, reflete o tipo de cooperação que o futebol precisa: Associações Membro (AMs) abrindo suas portas e compartilhando seu conhecimento. Nos últimos dias, nossos colegas de Cabo Verde trabalharam em estreita colaboração com diferentes departamentos da CBF, visitaram os centros de treinamento dos principais clubes brasileiros e vivenciaram em primeira mão a atmosfera do Maracanã. Mas, além da programação, o que realmente importa é a troca de experiências”, disse Matheus Senna, Diretor de Desenvolvimento da CBF.

“A CBF e a Federação Cabo-Verdiana de Futebol operam em realidades muito diferentes, e é exatamente por isso que momentos como este são tão importantes: quando associações de contextos diferentes se reúnem, ambas as partes sempre têm algo a aprender e levar consigo da experiência”, continuou Senna. “Esperamos que esta visita não seja apenas um evento isolado, mas o início de uma troca duradoura que beneficie ambas as partes.”

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Diretor de Desenvolvimento da CBF, Matheus Senna, acompanhou os dirigentes da FCF e o diretor da Fifa (à dir.) na visitaCréditos: Luciana Vermell / CBF

A FCF realizou reuniões com departamentos-chave da CBF, incluindo Desenvolvimento, Competições e Arbitragem. As discussões se concentraram na identificação de áreas específicas de colaboração e no estabelecimento das bases para uma parceria de médio a longo prazo, que incluiu a assinatura de um Memorando de Entendimento, indo além de uma visita pontual em direção a uma estrutura de cooperação bem definida.

“Nossa visita à CBF foi marcada por uma hospitalidade excepcional, cooperação institucional e compartilhamento de conhecimento. Acreditamos que isso poderá se revelar um marco histórico para o desenvolvimento sustentável do futebol entre Cabo Verde e o Brasil, fortalecendo a relação estratégica entre as duas associações”, disse o diretor técnico Nacional da FCF, Rui Costa, que participou da visita juntamente com o vice-presidente Inácio dos Santos Carvalho.

Para o diretor da Divisão de Associações Membro da FIFA (Américas), Jair Bertoni, o conhecimento compartilhado entre federações nacionais só fortalece o futebol mundial.

“O desenvolvimento do futebol global é fortalecido quando as Associações Membro compartilham conhecimento, experiência e soluções para desafios comuns. Na FIFA, acreditamos firmemente que algumas das lições mais valiosas vêm da troca direta entre associações, independentemente de seu tamanho, localização ou nível de desenvolvimento”, disse Jair Bertoni.

“Estamos muito satisfeitos por termos conseguido aproximar as federações brasileira e cabo-verdiana de futebol, fomentando a colaboração baseada na aprendizagem mútua, na confiança e numa visão partilhada para o futuro. Esperamos que este seja o início de uma parceria duradoura que fortaleça ambas as federações e apoie o crescimento do futebol, criando mais oportunidades para as futuras gerações dentro e fora de campo e ajudando a tornar o futebol verdadeiramente global”, finalizou Bertoni.

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Entre o Atlântico e a herança africana, Cabo Verde se destaca como um dos melhores destinos do mundo https://portuguese.hcntimes.com/entre-o-atlantico-e-a-heranca-africana-cabo-verde-se-destaca-como-um-dos-melhores-destinos-do-mundo/ https://portuguese.hcntimes.com/entre-o-atlantico-e-a-heranca-africana-cabo-verde-se-destaca-como-um-dos-melhores-destinos-do-mundo/#respond Tue, 02 Jun 2026 13:41:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/entre-o-atlantico-e-a-heranca-africana-cabo-verde-se-destaca-como-um-dos-melhores-destinos-do-mundo/ Entre o Atlântico e a herança africana, Cabo Verde se destaca como um dos melhores destinos do mundo

Localizado no Oceano Atlântico, a cerca de 600 quilômetros da costa africana, Cabo Verde tem se consolidado como um dos destinos turísticos mais procurados por viajantes em busca de belas paisagens, riqueza cultural e experiências autênticas. Formado por dez ilhas de origem vulcânica, o arquipélago combina praias de águas cristalinas, montanhas, tradição musical e uma […]

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Entre o Atlântico e a herança africana, Cabo Verde se destaca como um dos melhores destinos do mundo

Localizado no Oceano Atlântico, a cerca de 600 quilômetros da costa africana, Cabo Verde tem se consolidado como um dos destinos turísticos mais procurados por viajantes em busca de belas paisagens, riqueza cultural e experiências autênticas. Formado por dez ilhas de origem vulcânica, o arquipélago combina praias de águas cristalinas, montanhas, tradição musical e uma história marcada pelo encontro de diferentes povos.

Reconhecido internacionalmente pela hospitalidade de sua população e pela estabilidade política, o país vem atraindo cada vez mais visitantes interessados em explorar um destino que une influências africanas, europeias e atlânticas. A mistura cultural está presente na gastronomia, na música, nas festas populares e no cotidiano das cidades cabo-verdianas.

Entre os locais mais visitados está a Ilha do Sal, conhecida pelas extensas faixas de areia branca e pelo mar de tons azul-turquesa. O destino é considerado um dos principais polos turísticos do país, atraindo praticantes de esportes aquáticos como kitesurf, mergulho e windsurf.

Outra região de destaque é a Ilha de Santiago, onde está localizada a capital, Praia. Além das belezas naturais, o local guarda importantes marcos históricos ligados à formação de Cabo Verde. Já a Ilha de São Vicente é reconhecida pela forte tradição cultural e pela música, sendo frequentemente associada ao legado da cantora Cesária Évora, um dos maiores símbolos da identidade cabo-verdiana.

Para quem busca contato com a natureza, a Ilha de Santo Antão oferece paisagens montanhosas, trilhas e vales considerados entre os mais impressionantes do arquipélago. O contraste entre áreas áridas e regiões verdes chama a atenção de turistas interessados em ecoturismo e aventura.

Além dos atrativos naturais, Cabo Verde também se destaca pela segurança, infraestrutura turística em crescimento e clima agradável durante grande parte do ano. Esses fatores ajudam a explicar por que o país aparece com frequência em listas internacionais de destinos recomendados para férias e viagens culturais.

Com praias paradisíacas, forte identidade cultural e cenários que combinam mar, montanhas e história, Cabo Verde continua ampliando sua presença no turismo global e se consolidando como uma das joias do continente africano.

 

Fuente de esta noticia: https://brasiliainfoco.com/entre-o-atlantico-e-a-heranca-africana-cabo-verde-se-destaca-como-um-dos-melhores-destinos-do-mundo/

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REDACCIóN CENTRAL

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​IPC realiza workshop “Centros de Interpretação do Património Cultural e Museus de Sítio: Modelos para a Cidade Velha e outros locais em Cabo Verde” https://portuguese.hcntimes.com/ipc-realiza-workshop-centros-de-interpretacao-do-patrimonio-cultural-e-museus-de-sitio-modelos-para-a-cidade-velha-e-outros-locais-em-cabo-verde/ https://portuguese.hcntimes.com/ipc-realiza-workshop-centros-de-interpretacao-do-patrimonio-cultural-e-museus-de-sitio-modelos-para-a-cidade-velha-e-outros-locais-em-cabo-verde/#respond Tue, 02 Jun 2026 12:55:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/ipc-realiza-workshop-centros-de-interpretacao-do-patrimonio-cultural-e-museus-de-sitio-modelos-para-a-cidade-velha-e-outros-locais-em-cabo-verde/ ​IPC realiza workshop “Centros de Interpretação do Património Cultural e Museus de Sítio: Modelos para a Cidade Velha e outros locais em Cabo Verde”

O Instituto do Patrimonio Cultural (IPC) realiza nesta terça-feira, 2, na Cidade da Praia, o workshop “Centros de Interpretação do Património Cultural e Museus de Sítio: Modelos para a Cidade Velha e outros locais em Cabo Verde”. Este workshop, que decorre de 2 a 5 de Junho, no Arquivo Nacional de Cabo Verde, acontece no […]

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​IPC realiza workshop “Centros de Interpretação do Património Cultural e Museus de Sítio: Modelos para a Cidade Velha e outros locais em Cabo Verde”

O Instituto do Patrimonio Cultural (IPC) realiza nesta terça-feira, 2, na Cidade da Praia, o workshop “Centros de Interpretação do Património Cultural e Museus de Sítio: Modelos para a Cidade Velha e outros locais em Cabo Verde”.

Este workshop, que decorre de 2 a 5 de Junho, no Arquivo Nacional de Cabo Verde, acontece no âmbito da candidatura do projecto BE-Crioul – Cidade Velha, Património Mundial, submetido à Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID).

Segundo o IPC, a iniciativa é promovida pela Direcção dos Museus de Cabo Verde, com o apoio da AECID, através do Programa ACERCA, e insere-se num processo técnico de concepção de instrumentos de interpretação, valorização e comunicação do património cultural, com enfoque na Cidade Velha, Património Mundial, garantindo simultaneamente a sua aplicabilidade a outros sítios patrimoniais do território nacional.

A mesma fonte indica que o workshop visa ainda contribuir para a definição do modelo conceptual e funcional do futuro Centro de Interpretação da Cidade Velha, bem como para a estruturação técnica do respectivo projeto de implementação, no quadro da assistência técnica promovida pelo Programa ACERCA.

O workshop constitui uma etapa de continuidade metodológica, em articulação com experiências anteriores desenvolvidas no âmbito do Projecto de Valorização dos Faróis Históricos de Cabo Verde.

A acção reunirá técnicos e especialistas do Instituto do Património Cultural, da Direção dos Museus de Cabo Verde e de outras instituições nacionais com intervenção nas áreas do património cultural, museologia, turismo, ordenamento do território e desenvolvimento local, constituindo um espaço de reflexão técnica e de produção colaborativa orientado para a qualificação dos modelos de gestão, interpretação e valorização sustentável do património cultural cabo-verdiano.

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Mundial 2026: Supercomputador avalia as hipóteses dos Tubarões Azuis https://portuguese.hcntimes.com/mundial-2026-supercomputador-avalia-as-hipoteses-dos-tubaroes-azuis/ https://portuguese.hcntimes.com/mundial-2026-supercomputador-avalia-as-hipoteses-dos-tubaroes-azuis/#respond Tue, 02 Jun 2026 10:42:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/mundial-2026-supercomputador-avalia-as-hipoteses-dos-tubaroes-azuis/ Mundial 2026: Supercomputador avalia as hipóteses dos Tubarões Azuis

A selecção de Cabo Verde parte para o Campeonato do Mundo de 2026 como uma das grandes surpresas da competição. Na sua estreia absoluta em fases finais de Mundiais, os Tubarões Azuis surgem muito longe do lote de favoritos, mas o simples facto de figurarem entre as 48 selecções presentes já representa um feito histórico […]

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Mundial 2026: Supercomputador avalia as hipóteses dos Tubarões Azuis

A selecção de Cabo Verde parte para o Campeonato do Mundo de 2026 como uma das grandes surpresas da competição. Na sua estreia absoluta em fases finais de Mundiais, os Tubarões Azuis surgem muito longe do lote de favoritos, mas o simples facto de figurarem entre as 48 selecções presentes já representa um feito histórico para o arquipélago.

De acordo com as projecções do supercomputador da Opta, que simulou o torneio 10.000 vezes antes do sorteio da fase final, a probabilidade de Cabo Verde conquistar o título mundial é extremamente reduzida, situando-se abaixo de 1%. O modelo coloca a selecção cabo-verdiana entre os chamados “outsiders”, num torneio dominado por potências tradicionais como a Espanha, a França, a Inglaterra e a Argentina.

A Espanha surge como principal favorita ao troféu, vencendo o Mundial em cerca de 16% das simulações realizadas pela Opta. França (13%), Inglaterra (11%) e Argentina (10%) completam o grupo de selecções com maiores probabilidades de erguer a taça. Portugal aparece logo atrás, com cerca de 7% de hipóteses de conquistar o primeiro título mundial da sua história.

Para Cabo Verde, o desafio é ainda maior porque o sorteio colocou a equipa no Grupo H, juntamente com a Espanha, o Uruguai e a Arábia Saudita. Nas simulações da Opta, a Espanha terminou no primeiro lugar do grupo em mais de 75% dos cenários analisados, demonstrando a dificuldade da tarefa que espera os comandados cabo-verdianos.

Apesar das probabilidades reduzidas, a história recente do futebol mostra que os números não contam toda a história. Em 2022, por exemplo, a Argentina iniciou o torneio sem ser a principal favorita e acabou por conquistar o título. O próprio modelo da Opta indica que apenas 35,9% das simulações resultaram na conquista do Mundial por uma selecção que nunca venceu a competição, deixando aberta a possibilidade de uma surpresa histórica.

Para um país com pouco mais de meio milhão de habitantes, a qualificação para o Mundial já representa uma conquista sem precedentes. Cabo Verde tornou-se uma das menores nações da história a garantir presença numa fase final da competição e será um dos quatro estreantes no torneio de 2026, ao lado de Curaçao, Jordânia e Uzbequistão.

Assim, embora as probabilidades matemáticas de Cabo Verde se sagrar campeão mundial sejam diminutas, o simples facto de os Tubarões Azuis estarem entre as 48 melhores selecções do planeta já constitui um marco histórico. E se há algo que os Mundiais ensinam repetidamente é que as estatísticas podem apontar favoritos, mas não conseguem prever todas as surpresas que o futebol é capaz de produzir.

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Um dia na piscina dos Tubarões Azuis: o Maisfutebol por dentro da seleção de Cabo Verde https://portuguese.hcntimes.com/um-dia-na-piscina-dos-tubaroes-azuis-o-maisfutebol-por-dentro-da-selecao-de-cabo-verde/ https://portuguese.hcntimes.com/um-dia-na-piscina-dos-tubaroes-azuis-o-maisfutebol-por-dentro-da-selecao-de-cabo-verde/#respond Mon, 01 Jun 2026 23:47:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/um-dia-na-piscina-dos-tubaroes-azuis-o-maisfutebol-por-dentro-da-selecao-de-cabo-verde/ Um dia na piscina dos Tubarões Azuis: o Maisfutebol por dentro da seleção de Cabo Verde

Passavam cinco minutos das nove da manhã – é por volta dessa hora que desembarco no porto de Tróia depois de apanhar o ferry das oito e meia em Setúbal. Era cedo, mas o dia já ia longo.  Limitei-me a seguir os restantes tripulantes do barco. Todos com destinos diferentes – uns deslocavam-se para trabalhar, […]

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Um dia na piscina dos Tubarões Azuis: o Maisfutebol por dentro da seleção de Cabo Verde

Passavam cinco minutos das nove da manhã – é por volta dessa hora que desembarco no porto de Tróia depois de apanhar o ferry das oito e meia em Setúbal. Era cedo, mas o dia já ia longo. 

Limitei-me a seguir os restantes tripulantes do barco. Todos com destinos diferentes – uns deslocavam-se para trabalhar, outros apenas por lazer. Tanto segui que rapidamente encontrei o meu caminho, de forma inesperada.

Era logo ali à direita. Senti o cheiro da relva e reparei que havia um campo. Tive de ir lá espreitar – sem saber que era mesmo esse o local. Ao chegar, chama-me logo a atenção uma lona gigante.

«Nu bai, Tubarões Azuis. Nõs Óra Dja Txiga»

Ou seja: «Vamos, Tubarões Azuis. A nossa hora já chegou», traduzido de crioulo.

Pronto, estava certo. Só podia ser aqui o quartel-general cabo-verdiano. Enquanto a relva era regada, à espera dos protagonistas, eu continuava preso naquela lona, confesso. Lembrei-me até de uma música. 

«Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida», cantava Manuel Freire 

Mas que ligação têm estas duas frases, afinal? É bastante simples, na realidade. A seleção de Cabo Verde deixa que o sonho comande a vida, ao mesmo tempo que afirma, com todas as letras, que a sua hora chegou.

É verdade. 51 anos de independência. Mais de meio século depois de ter conquistado a liberdade, o país vai viver algo extraordiário: os Tubarões Azuis vão participar pela primeira vez num Mundial e Cabo Verde vai andar nas bocas do mundo.

Afinal de contas, não deve haver um evento que ofereça tanta projeção a um país como este.

Foi por isso, porque estes dias são a história a acontecer à frente dos nossos olhos, que o Maisfutebol foi viver um dia inteiro com a seleção africana. Aconteceu no sábado, precisamente véspera do triunfo folgado frente à Sérvia – num mar azul, vermelho e branco que cobriu o Estádio do Restelo, em Lisboa, até às orelhas.

Mas era ali, naquele relvado de Tróia, que o dia começava. É de lá, nos mares que cobrem esta zona do distrito de Setúbal, que os tubarões azuis miravam para o maior oceano do futebol mundial.

O treino está marcado para as dez da manhã. A equipa técnica, ainda sem Bubista, chega quarenta minutos antes e ouve-se alguém a cantar o Anel de Rubi, de Rui Veloso. O adjunto Filipe Neto distribui os cones do aquecimento pelo relvado e outro membro do staff oferece-me uma banana.

«Com este calor…», justifica-se. Agradeci a gentil oferta, mas recusei.

A música volta a ouvir-se pouco depois, quando chega a equipa, e desta vez a culpa é de Jovane Cabral: o jogador do Estrela da Amadora trazia a coluna que animava a manhã.

Entre sorrisos e acenos, a equipa vai chegando. Há quem estenda a mão para cumprimentar. Outros, mais concentrados de fones nos ouvidos, apenas acenam a cabeça. O treino começava logo ali, e os jogadores já estavam concentrados. Uns aproveitam para fazer um pouco de bicicleta antes de entrar no relvado – entre eles Sidny Lopes Cabral, lateral do Benfica.

Entretanto, no relvado, vai-se fazendo tempo até que todos estejam prontos. Bubista apita duas vezes para avisar que o treino tem de começar, e da segunda já com evidente autoridade.

Agora sim. Tudo pronto para a única sessão do dia.

A equipa começa com os habituais exercícios de aquecimento e continua com um pouco de «brincadeira»: dois grupos, jogadores de mãos dadas (a formar um círculo) e a cumprir um trajeto, enquanto davam toques. Era competição. No final houve foto dos vencedores.

Alguns perdedores, espertos, tentaram entrar na foto dos vencedores. Quem nunca?

Foto tirada, agora vamos à parte séria. Já não é possível filmar ou fotografar: vinha aí o trabalho tático. Os jogadores treinam vários momentos do jogo, e sempre com Bubista muito ativo na comunicação – duro quando tinha de ser, mas também elogioso quando alguém o merecia.

Num momento de pausa, fazem-se apostas. O objetivo é marcar da parte detrás da baliza e está a valer 100 euros (houve quem sugerisse 500). Telmo Arcanjo conseguiu. Resta a dúvida: já recebeu?

Agora sim, regressam ao relvado, para treinar a saída de pressão. «É só a bola entrar que eu corro», partilha Jovane, depois de marcar um golo.

«Simples e bem feito», pede Bubista aos jogadores.

Mais tarde foi tempo de trabalhar, também, bolas pardas. Pelas onze e vinte e três termina a sessão. Há quem fique a bater penáltis – com o capitão Ryan Mendes a destacar-se pela perícia da marca dos onze metros.

«Estão cá há quanto tempo?», pergunto aos membros da equipa técnica que assistiam este momento final. «Há uma semana», respondem-me. Perguntam-me prontamente se tinha descendência cabo-verdiana. Na verdade tenho. Nasci em Portugal – na Amadora – mas os meus pais nasceram em Cabo Verde, na Ilha de São Vicente – local que visito frequentemente. 

Um dos médicos da equipa identificou-se logo comigo. É de lá também. Mostrou-me fotos na zona onde nasceu e cresceu – para minha surpresa, nunca lá estive. Deve ser dos poucos lugares de São Vicente que não conheço. Disse-me que é médico do Hospital de Faro e que já trabalhou no Farense. Veio para Portugal estudar e por cá ficou. Uma realidade muito comum no povo cabo-verdiano – a minha mãe, por exemplo, foi igual. 

Entretanto os jogadores vão recolhendo aos balneários. Bubista aproveita para, agora ele, fazer um pouco de bicicleta. Lá fora, com membros do staff, houve ainda tempo de falar sobre… Ronaldo. «Há alguns portugueses que não o querem como titular na seleção», refiro.

Heldon, ex-Sporting que marcou a antiga geração cabo-verdiana, olha com um ar de indignado e questiona: «Quem é que jogará no lugar dele então?».

Finda a conversa era tempo de regressar ao hotel. Recebi boleia da equipa técnica e chegámos perto do meio-dia. Cerca de 20 minutos depois chega a equipa.

Bubista passa, sempre muito alegre. «Tudo tranquilo?», pergunta-me. Jogadores vão também entrando, entre sorrisos a abraços. O treino tinha corrido bem, essa era a prova viva.

A seguir era hora de almoço, mas antes há quem faça videochamada com amigos e familiares. Outros entram diretamente no local. O almoço iria decorrer numa sala privada do hotel.

Eis que chega um membro do staff. «Sete minutos!», ouve-se alguém a gritar. Estava atrasado… e valia multa! Deu para perceber que a quantia aumentava a cada minuto.

«Foram só três minutos», tentou justificar-se. Mas, ele sabia – teria de pagar, não havia volta a dar.

«Estágio? A equipa está a dar uma boa resposta»

Quinze minutos para a uma da tarde: é hora de comer e a regra é simples. Primeiro servem-se os jogadores e depois o staff técnico. Enquanto esperamos, Bubista surge ao meu lado.

«Lembra-se de mim?», pergunto-lhe. Tinha feito uma entrevista quando o Sidny assinou pelo Benfica. «Bem que estava a reconhecer a tua cara», respondeu-me.

Conversou sobre estar confiante pera o jogo da Sérvia – o tempo haveria de mostrar que aquela confiança fazia sentido. Quanto ao estágio até então, a reposta foi simples e concreta: «A equipa está a dar uma boa resposta», disse, como um pai que fala do próprio filho.

O trânsito acalmou e, aí sim, pudemos servir-nos. Na sala, havia uma mesa comprida para os jogadores. O staff estava dividido entre três outras mesas, comigo lá pelo meio.

Noto que há um grupo de quatro jogadores que ficou na ponta esquerda. Chamou-me a atenção por estarem a falar holandês. Eram eles Sidny (Benfica), Livramento (Casa Pia), Jamiro Monteiro (Zwolle) e Laros Duarte (Puskas Academy).

Do outro lado da mesa, esse mais barulhento, outros jogadores metiam-se entre eles, relembrando alguns lances do treino da manhã. Seguia-se a viagem de autocarro para Lisboa marcada para as duas e vinte da tarde.

Enquanto esperamos, aproveito para conversar com um membro do staff médico. «Têm dado trabalho», confessa. «É nestas alturas que acarretam todas as pequenas lesões da temporada.»

Descobri mais tarde que é amigo de infância do meu tio, Crisóstomo. Jogavam à bola juntos. «Tens um outro tio, que é o irmão mais novo do Crisóstomo, que era muito bom jogador», disse-me. «Esse, na verdade, é o meu pai», respondi.

Foi aqui que tive a confirmação que o meu pai não me mentiu: parece que afinal tinha algum jeito para o futebol. 

Do elevador vão surgindo os jogadores – sempre sob olhar atento dos restantes residentes do hotel. Um grupo de quatro pessoas ficou à espera num ponto específico. Queriam que os jogadores autografassem… a caderneta do Mundial.

Viagem de autocarro é sinónimo de… dormir

Chegou então a hora de partir. Bubista senta-se na primeira fila do lado direito. Os jogadores – como é habitual nos autocarros das equipas – todos nas filas de trás.

A viagem durava cerca de duas horas de Tróia até ao hotel em Lisboa. As opções eram muitas – uns conversam, outros prepararam-se logo para dormir, outros ouviam música nos fones e os restantes limitavam-se a ouvir a música da coluna – que, ao contrário de manhã, tinha agora o volume mais reduzido.

«Tudo pronto?», pergunta o motorista. Era hora de arrancar.

Os quilómetros vão passando e o silêncio toma conta do autocarro. Já muitos se «entregaram» ao sono. Lá atrás, na última fila e no lugar do meio, está Jovane de chapéu na cabeça, fones nos ouvidos e cabeça inclinada… provavelmente a sonhar com a estreia no Mundial.  

À chegada ao hotel, cruzam-se dois mundos. O autocarro do Farense, que iria enfrentar o Belenenses nessa noite pela permanência da II Liga, estava estacionado à porta.

Duas equipas que iriam jogar no Estádio do Restelo hospedas no mesmo hotel. Coincidência? Provavelmente não.

«Ainda vais reencontrar-te com o José Faria», atirei ao Jovane. Dito e feito. Minutos depois conversaram um bocadinho à porta do hotel. Era o reencontro com o antigo treinador do Estrela da Amadora e certamente tinham muita conversa para pôr em dia.

Check In feito já perto das cinco da tarde. Era tempo livre. Praticamente todo o plantel sobe para os quartos – a maioria ficava no oitavo piso. Duas exceções – Vozinha e Laros Duarte – optam por sair do hotel. Já Pico, defesa central, dava uma entrevista na receção.

Plano da tarde? Assistir à final da Liga dos Campeões, e analisar alguns dos possíveis adversários no Mundial. Mas, antes disso, é hora do lanche.

Divididos entre duas mesas, os jogadores iam reabastecendo as energias com tablets a dar o jogo. A final já tinha começado e não queriam perder pitada.

De barriga cheia era altura de subir para uma sala privada. Era lá que iriam assistir à final, mesmo que com algumas dificuldades. O jogo estava a ser transmitido num computador e a ser projeto no ecrã. Por vezes falhava e provocava algumas reações, mas fazia parte.

Houve tempo para… oferecer cromos

Na verdade, estavam lá pelo convívio. Iam mostrando coisas nos telemóveis e partilhando algumas conversas pessoais. Ao intervalo meti-me com Jamiro Monteiro, que estava sentado à minha frente. Tinha algo para lhe oferecer – um cromo dele da caderneta do Mundial, que me tinha saído repetido.

«Já tens?», pergunto-lhe. «Não», disse-me com um sorriso rasgado. «Toma, é teu», respondi.

«Obrigado, mano», agradeceu-me alegre, guardando na capa do telefone. Não tem de agradecer. Se há alguém que merece ter o cromo é… o próprio.

Começa a segunda parte do jogo e o PSG empata com golo de Dembélé. «Ballon D’Or», grita Bechimol. Minutos mais a transmissão falha novamente… e não há sinais de que regresse tão cedo. Descemos para a entrada, na zona do bar, onde havia três televisões a transmitir o jogo.

Era lá que alguns dos jogadores acompanhavam a final entre familiares e amigos. De repente, o bar do hotel era um convívio da seleção – com alguns turistas pelo meio.

Stopira chega como «herói nacional»

Eis que chega o homem do momento – Stopira. Juntou-se ao estágio apenas no sábado, depois do play-off com o Casa Pia e da final da Taça. Parecia um herói nacional, porque na verdade o é.

Entre abraços sentidos, apertos de mão calorosos e sorrisos como quem reencontra um irmão anos mais tarde, o central do Torrense foi recebido como uma verdadeira estrela.

Tinha de lhe dar uma palavrinha. Mostrei-lhe o vídeo no Jamor, em que descia as bancadas rodeado de adeptos do Torreense. «Estavas lá?», pergunta-me com um sorriso de orelha a orelha… «Obrigado!», acrescenta.

«Nervoso ou ansioso para o Mundial? Ambos»

Enquanto muitos jogadores aproveitavam o tempo com família e amigos, havia um nome que não tirava os olhos da final. Era Kelvin Pires, defesa de 25 anos. É internacional sub-19 por Cabo Verde. Sei bem porque partilhou essa convocatória com o meu primo, Paulo Soares. 

Abordei-o. «Jogaste com o meu primo», atirei. Ao dizer-lhe o nome… «É verdade, e foi cá em Lisboa também». Foi em 2019 num amigável contra Portugal. Nomes como Sidny Cabral e Telmo Arcanjo também constavam nessa convocatória. 

Pela seleção principal, Kelvin Pires tem apenas cinco jogos e está prestes a cumprir o sonho. «Nervoso ou ansioso para o Mundial?», perguntei. «Ambos», confessa. Por enquanto a estreia não lhe tira horas de sono… mas a situação ameaça mudar a qualquer momento.

«Estamos a cerca de duas semanas…», recorda

Joga no SJK, da Finlândia, desde 2023. Ainda não sabe o que o futuro lhe reserva, mas admite que o Mundial será uma boa montra.

Do outro lado da sala está Wagner Pina, que venceu a Taça da Turquia com o Trabzonspor, a receber dois amigos numa altura em que a final avançava para os penáltis. Falam sobre como o jogo com a Sérvia estava a ter muita adesão.

«Estavam a vender bilhetes a cinco euros», atira um dos amigos. Valeu a pena, foram cerca de 18 mil espetadores no Restelo, confirmou a federação.

«Raya merece ser o titular de Espanha»

Retomam a atenção para a televisão e é Viktor Gyökeres quem avança para bater. «Esse não falha», refere Wagner. Conhece-o bem, jogou contra ele quando representava o Estoril.

Pouco depois foi a vez de Nuno Mendes… que permitiu a defesa de Raya. Wagner Pina não tem dúvidas. «É ele que merece ser titular na seleção espanhola», refere.

Cabo Verde faz a estreia no Mundial precisamente com a seleção espanhola no próximo dia 15 de junho.

O PSG lá venceu e, diga-se de passagem, o resultado alegrou a grande maioria presente no hotel. Seguia-se o jantar marcado para as oito e meia da noite. Desta vez com alguns adeptos a serem convidados para estarem presentes.

Para registar, foi tirada uma foto do grupo. Houve, porém, uma exceção. Bechimol, que tinha pintado o cabelo de loiro, estava ainda a meio do processo… e digamos que estava naquele momento com um aspeto peculiar. Recusou-se a entrar na foto, para gozo dos colegas.

«Se essa foto chega às redes sociais…», justifica-se. «Então pagas multa», respondeu um colega. «Pago sem problema», afirmou o antigo avançado do Benfica e Estoril.

A meio do jantar surgiram mais convidados que fizeram questão de fazer uma visita. Mas o melhor estava guardado para o fim. Bruno Varela, ex-Benfica que é internacional cabo-verdiano, também fez questão de estar com a equipa.

O guarda-redes de 31 anos sofreu uma grave lesão e por isso ficou de fora do Mundial. «Só nesta semana é que deixei as muletas.» Com ele trouxe um fotógrafo e amigos, que aproveitaram para pedir autógrafos aos jogadores.

Jovane ainda com futuro incerto 

Jovane pede-me ajuda para assinar umas camisolas do Estrela da Amadora. Queria que agarrasse numa das pontas. Enquanto o faz, confirma-me que não continuará no Estrela.

«Vais para o Mundial com ou sem clube?», pergunto-lhe. «Ainda não sei», respondeu-me. Será certamente algo que está na cabeça do avançado.

Depois do jantar os treinadores fazem uma reunião técnica numa sala privada. A direção também reúne, precisamente na mesa onde jantaram.

Já entre os jogadores há quem receba tratamento médico, enquanto outros convivem. Entre assinar camisolas, bandeiras e cromos, sente-se o ambiente familiar. Bruno Varela e Telmo Arcanjo aproveitam para relembrar os tempos do Vitória de Guimarães.

Tudo assinado já por volta das dez da noite e é hora de subir para o oitavo piso. «Sobe também, estamos lá todos no corredor», convidam-me. Agradeci, mas não ia dar.

Há que recarregar e reconectar depois de um dia em cheio. No dia seguinte era dia de jogo. Agora era o momento deles.

Quanto ao jogo… que bonito que foi. Aqueles «tubarões» nadaram pelo Restelo e aplicaram uma vitória à Sérvia difícil de prever. Serve para dar confiança para os mares turbulentos que se avizinham.

Na segunda-feira regressaram ao quartel-general em Tróia para fazerem recuperação, antes de, nesta terça-feira, viajarem para os Estados Unidos – mais concretamente para Boston.

Está a chegar a hora: a hora de fazer história. Não se esqueçam que o «sonho comanda a vida». 

Nu baiii tubarões azuis, no prova ma kel li ê noss hora.

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Dilpes Rodrigues dinamiza a Travelland e expande os negócios em Cabo Verde com agência de incoming e um restaurante   https://portuguese.hcntimes.com/dilpes-rodrigues-dinamiza-a-travelland-e-expande-os-negocios-em-cabo-verde-com-agencia-de-incoming-e-um-restaurante/ https://portuguese.hcntimes.com/dilpes-rodrigues-dinamiza-a-travelland-e-expande-os-negocios-em-cabo-verde-com-agencia-de-incoming-e-um-restaurante/#respond Mon, 01 Jun 2026 21:55:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/dilpes-rodrigues-dinamiza-a-travelland-e-expande-os-negocios-em-cabo-verde-com-agencia-de-incoming-e-um-restaurante/ Dilpes Rodrigues dinamiza a Travelland e expande os negócios em Cabo Verde com agência de incoming e um restaurante  

Há sete anos no setor das viagens e turismo, Rafael Dilpes Rodrigues fundou há cinco anos a Travelland, uma agência de viagens em Odivelas. Com a maior parte das sua faturação a resultar das vendas no online, Dilpes Rodrigues expandiu o seu negócio para Cabo Verde, onde abriu a agência de recetivo Welcome Morabeza e […]

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Dilpes Rodrigues dinamiza a Travelland e expande os negócios em Cabo Verde com agência de incoming e um restaurante  

Há sete anos no setor das viagens e turismo, Rafael Dilpes Rodrigues fundou há cinco anos a Travelland, uma agência de viagens em Odivelas. Com a maior parte das sua faturação a resultar das vendas no online, Dilpes Rodrigues expandiu o seu negócio para Cabo Verde, onde abriu a agência de recetivo Welcome Morabeza e onde tem, também, um restaurante.

Como é que lhe surgiu a ideia de trabalhar nesta área das viagens?

Eu trabalhava como consultor imobiliário e a oportunidade surgiu há sete anos, quando uma agência de viagens ia fechar e eu aproveitei, porque como gosto da área das vendas, achei que era uma boa oportunidade para me lançar neste ramo, e estou a gostar muito. Comecei como ClickViaja, estive lá dois anos e surgiu a hipótese de me afastar e abrir uma agência própria. Agora somos Travelland e já vamos fazer cinco anos, sempre em Odivelas.

Quando é que entendeu que para fazer o seu caminho, não invalidava ter uma loja fixa, mas que para alargar a carteira de clientes o mais rápido era chegar-lhes a “casa”?

Comecei com o online porque, infelizmente ou felizmente, na altura, não estava tão preparado como outros colegas estavam, porque não vinha do turismo, não era agente de viagens. O meu forte era vendas e, portanto, tinha que encontrar uma solução para resolver o meu problema. Hoje já estou muito mais preparado, como é óbvio, mas na altura a solução era vendas e vender, e o online surgiu nesse sentido, e muito assente nas

pessoas que procuravam muito o preço e os pacotes turísticos. O meu forte foi sempre vender pacotes em voos charter e acabei por seguir esse caminho e agora começar a expandir mais com tempo e conhecimento adquirido.

O ano passado, que peso é que teve a loja fixa e que peso é que tiveram as vendas online?

Eu continuo a vender muito online, posso dizer que as minhas vendas online estão nos 70%, e vai continuar sempre assim, também pelo facto de eu não estar a residir em Portugal.

Isso é outro aspecto que o online possibilitou?

É verdade. Eu estou em Cabo Verde há cerca de 3 anos, o negócio já estava estabilizado, já tinha uma boa carteira de clientes e a ideia surgiu mesmo por aí. Como o meu negócio é muito online, surgiu a possibilidade de ir para Cabo Verde, para a Ilha do Sal, neste caso, e continuar a fazer o meu trabalho online mantendo a loja física, ou seja, continuar a fazer o meu caminho também nas vendas físicas com os meus colaboradores.

Grande parte clientes que compram online nem sabem que está em Cabo Verde?

Não, não sabem, e isso também não é importante, é uma necessidade que não existe e que até poderia atrapalhar, mas claro que os meus clientes pessoais sabem. Agora, entre todos os que compram online, os outros 70%, muitos poucos sabem que estou em Cabo Verde, a não ser pela agência de viagens.

“A ideia é tirar o cliente do online e passá-lo a cliente físico e fidelizá-lo, e é isso que estamos a fazer, estamos a filtrar um bocadinho, porque hoje, mais do que nunca, as pessoas querem preço, mas se conseguirmos filtrar separamos um pouco as águas entre os que apenas querem preço e os que podem querer algo mais, isso seria o ideal”

No online é possível fidelizar clientes ou isso é muito difícil?

A ideia é tirar o cliente do online e passá-lo a cliente físico e fidelizá-lo, e é isso que estamos a fazer, estamos a filtrar um bocadinho, porque hoje, mais do que nunca, as pessoas querem preço, mas se conseguirmos filtrar separamos um pouco as águas entre os que apenas querem preço e os que podem querer algo mais, isso seria o ideal.

Quando é que decidiu entrar num agrupamento de viagens, como a Airmet? Foi logo no início ou foi mais tarde?

A Airmet foi sempre o nosso parceiro, quando era ClickViaja já era Airmet, houve sempre uma muito boa relação, e então, e sem dúvida que é um apoio muito importante, pelo menos para mim foi, porque eu não era agente de viagens, e portanto toda a minha experiência e todo o meu know-how vem pela ajuda que me foi dada pela Airmet, pelos dirigentes, pela equipa, pelas formações, tudo isso ajudou muito a chegar onde estou.

O Dilpes participou no último Summit realizado pela Airmet no México. Já tinha participado em algum?

Não, este foi o primeiro mas foi uma experiência muito boa, porque nós conseguimos aprender e melhorar, conseguimos perceber que isto não é só passear como muitas vezes se pensa, há todo um trabalho por trás que é grande e muito gratificante e de que podermos tirar muitos frutos para conseguirmos apresentar as melhores propostas aos nossos clientes.

O Summit foi praticamente um 3 em 1, houve convívio, houve a formação do Summit e houve o conhecimento de destino. A fórmula encontrada pareceu-lhe boa?

É verdade, e foi muito bom para mim porque como eu tenho recetivo em Cabo Verde, tenho muitos colegas que hoje em dia já me contactam para ir fazer esse receber clientes seus que viajam para lá, e pode fazer neste evento alguns contactos positivos.

“Tenho agência, a Welcome Morabeza, só trabalhamos o recetivo, fazemos transferes, voltas à ilha, excursões por exemplo a das visitas aos tubarões. Também temos um restaurante onde recebemos grupos, fazemos jantares, almoços específicos, aquelas refeições mais típicas de Cabo Verde, danças, aulas de dança, fazemos uma série de coisas por lá”

Então também tem agência aberta em Cabo Verde?

Tenho agência, a Welcome Morabeza, só trabalhamos o recetivo, fazemos transferes, voltas à ilha, excursões por exemplo a das visitas aos tubarões. Também temos um restaurante onde recebemos grupos, fazemos jantares, almoços específicos, aquelas refeições mais típicas de Cabo Verde, danças, aulas de dança, fazemos uma série de coisas por lá.

Trabalho principalmente com o mercado português, exatamente por ter já uma base muito sólida de clientes portugueses que viajam em charter, e 90%, 95% das pessoas procuravam uma agência que pudesse fazer os passeios de uma forma mais personalizada, e isso é o que nos distingue dos outros, neste caso dos operadores que fazem voltas já pré-formatadas.

Do Summit, quais foram as duas ou três impressões que lhe ficaram mais na memória para uma futura reflexão?

Especialização é uma delas. A principal de todas é que fiquei com a certeza que tenho de me especializar cada vez mais no destino Cabo Verde, o que acaba por ser mais fácil porque já lá vivo, e porque temos muita procura, é um destino que está na moda, tem milhares de clientes, portanto, acho que consigo tirar aqui uma mais-valia, mesmo para os colegas, para o mercado, portanto, acaba por ser uma coisa que irei tentar trabalhar mais a fundo.

E neste caso, o online ajuda muito porque no recetivo, é bom sempre ter clientes que estão habituados ao nosso trabalho, mas o online acaba por ajudar muito, principalmente por sermos uma empresa portuguesa, por eu ter uma empresa em Portugal e haver uma ligação entre as duas. Ou seja, acaba por ser mais fácil que o cliente online se sinta mais confortável em contratar os nossos serviços.

O ano está a correr bem?

Está, tirando a questão do aumento dos combustíveis, algumas alterações de destinos e tudo mais, mas até ao momento, o ano está a ser bom.

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Mascote de Cabo Verde para o Mundial 2026 nasceu em atelier de Vila Nova da Barquinha https://portuguese.hcntimes.com/mascote-de-cabo-verde-para-o-mundial-2026-nasceu-em-atelier-de-vila-nova-da-barquinha/ https://portuguese.hcntimes.com/mascote-de-cabo-verde-para-o-mundial-2026-nasceu-em-atelier-de-vila-nova-da-barquinha/#respond Mon, 01 Jun 2026 21:18:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/mascote-de-cabo-verde-para-o-mundial-2026-nasceu-em-atelier-de-vila-nova-da-barquinha/ Mascote de Cabo Verde para o Mundial 2026 nasceu em atelier de Vila Nova da Barquinha

A caminhada de Cabo Verde rumo ao Campeonato do Mundo de Futebol de 2026 tem um toque do Médio Tejo. A mascote oficial apresentada no domingo, durante o encontro frente à Sérvia, no Estádio do Restelo, em Lisboa, foi produzida no Atelier Mona Martins, em Vila Nova da Barquinha. Conhecida como “Tubarão Azul”, a personagem […]

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Mascote de Cabo Verde para o Mundial 2026 nasceu em atelier de Vila Nova da Barquinha

A caminhada de Cabo Verde rumo ao Campeonato do Mundo de Futebol de 2026 tem um toque do Médio Tejo. A mascote oficial apresentada no domingo, durante o encontro frente à Sérvia, no Estádio do Restelo, em Lisboa, foi produzida no Atelier Mona Martins, em Vila Nova da Barquinha.

Conhecida como “Tubarão Azul”, a personagem foi uma das protagonistas da festa que reuniu a comunidade cabo-verdiana residente em Portugal e acompanhou a vitória da seleção africana.

“Foi uma grande festa. O estádio estava muito cheio e toda a comunidade cabo-verdiana estava representada. A mascote acabou por ser a queridinha do dia”, contou Mona Martins ao mediotejo.net.

A artista explicou que a encomenda surgiu através da Alou, operadora de telecomunicações de Cabo Verde, que a contratou diretamente para desenvolver a versão tridimensional da mascote.

“O Tubarão Azul já existia enquanto personagem. O meu trabalho foi fazer toda a construção, a questão dos movimentos, dos tecidos, do tridimensional e da humanização daquele figurino”, explicou.

Especializada na criação de mascotes, figurinos e personagens para eventos, televisão e campanhas promocionais, Mona Martins salienta que o processo não termina com a entrega da peça.

“O mais importante não é quando entrego a mascote, mas quando ela está em ação, em contacto com o público. Foi muito emocionante vê-la ali no Restelo”, afirmou.

Mascote de Cabo Verde para o Mundial 2026 nasceu em atelier de Vila Nova da Barquinha. Foto: Mona Martins

Natural de São Paulo, no Brasil, Mona Martins chegou a Portugal para prosseguir estudos na área do design e das artes visuais e acabaria por fixar-se em Vila Nova da Barquinha há cerca de 12 anos, onde instalou o seu atelier criativo.

A partir deste concelho do Médio Tejo tem desenvolvido projetos para clientes nacionais e internacionais, trabalhando para Portugal, Espanha, Angola e, agora, Cabo Verde.

Entre os trabalhos mais conhecidos contam-se mascotes e personagens para o Canal Panda, Sumol Compal, Galp e diversas entidades públicas e privadas.

Apesar de estar instalada fora dos grandes centros urbanos, a artista considera que o Médio Tejo acabou por revelar-se uma vantagem estratégica.

“Hoje percebo que estar no centro de Portugal é fantástico. Em duas horas estamos no Porto, em pouco mais de uma hora em Lisboa. Consigo trabalhar para todo o país e também para o estrangeiro a partir daqui”, afirmou.

A criadora diz mesmo sentir-se plenamente integrada na região. “O meu coração é super ribatejano. Que bom que vim parar por aqui”, confessou.

A apresentação do Tubarão Azul representa assim mais um projeto internacional desenvolvido a partir de Vila Nova da Barquinha, levando o nome do concelho até à caminhada de Cabo Verde rumo ao maior palco do futebol mundial.


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Cabo Verde conquista turistas com praias paradisíacas, cultura vibrante e segurança https://portuguese.hcntimes.com/cabo-verde-conquista-turistas-com-praias-paradisiacas-cultura-vibrante-e-seguranca/ https://portuguese.hcntimes.com/cabo-verde-conquista-turistas-com-praias-paradisiacas-cultura-vibrante-e-seguranca/#respond Mon, 01 Jun 2026 17:37:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/cabo-verde-conquista-turistas-com-praias-paradisiacas-cultura-vibrante-e-seguranca/ Cabo Verde conquista turistas com praias paradisíacas, cultura vibrante e segurança

Localizado no Oceano Atlântico, a cerca de 600 quilômetros da costa africana, Cabo Verde tem se consolidado como um dos destinos turísticos mais procurados por viajantes em busca de belas paisagens, riqueza cultural e experiências autênticas. Formado por dez ilhas de origem vulcânica, o arquipélago combina praias de águas cristalinas, montanhas, tradição musical e uma […]

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Cabo Verde conquista turistas com praias paradisíacas, cultura vibrante e segurança

Localizado no Oceano Atlântico, a cerca de 600 quilômetros da costa africana, Cabo Verde tem se consolidado como um dos destinos turísticos mais procurados por viajantes em busca de belas paisagens, riqueza cultural e experiências autênticas. Formado por dez ilhas de origem vulcânica, o arquipélago combina praias de águas cristalinas, montanhas, tradição musical e uma história marcada pelo encontro de diferentes povos.

Reconhecido internacionalmente pela hospitalidade de sua população e pela estabilidade política, o país vem atraindo cada vez mais visitantes interessados em explorar um destino que une influências africanas, europeias e atlânticas. A mistura cultural está presente na gastronomia, na música, nas festas populares e no cotidiano das cidades cabo-verdianas.

Entre os locais mais visitados está a Ilha do Sal, conhecida pelas extensas faixas de areia branca e pelo mar de tons azul-turquesa. O destino é considerado um dos principais polos turísticos do país, atraindo praticantes de esportes aquáticos como kitesurf, mergulho e windsurf.

Outra região de destaque é a Ilha de Santiago, onde está localizada a capital, Praia. Além das belezas naturais, o local guarda importantes marcos históricos ligados à formação de Cabo Verde. Já a Ilha de São Vicente é reconhecida pela forte tradição cultural e pela música, sendo frequentemente associada ao legado da cantora Cesária Évora, um dos maiores símbolos da identidade cabo-verdiana.

Para quem busca contato com a natureza, a Ilha de Santo Antão oferece paisagens montanhosas, trilhas e vales considerados entre os mais impressionantes do arquipélago. O contraste entre áreas áridas e regiões verdes chama a atenção de turistas interessados em ecoturismo e aventura.

Além dos atrativos naturais, Cabo Verde também se destaca pela segurança, infraestrutura turística em crescimento e clima agradável durante grande parte do ano. Esses fatores ajudam a explicar por que o país aparece com frequência em listas internacionais de destinos recomendados para férias e viagens culturais.

Com praias paradisíacas, forte identidade cultural e cenários que combinam mar, montanhas e história, Cabo Verde continua ampliando sua presença no turismo global e se consolidando como uma das joias do continente africano.

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Campanha do Banco Alimentar de Cabo Verde recolheu 10 toneladas de doações https://portuguese.hcntimes.com/campanha-do-banco-alimentar-de-cabo-verde-recolheu-10-toneladas-de-doacoes/ https://portuguese.hcntimes.com/campanha-do-banco-alimentar-de-cabo-verde-recolheu-10-toneladas-de-doacoes/#respond Mon, 01 Jun 2026 13:31:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/campanha-do-banco-alimentar-de-cabo-verde-recolheu-10-toneladas-de-doacoes/ Campanha do Banco Alimentar de Cabo Verde recolheu 10 toneladas de doações

“Estamos muito satisfeitos”, referiu Ana Maria Hopffer Almada, dirigente da Fundação Donana e do Banco Alimentar contra a Fome. As entregas em cerca de 30 estabelecimentos comerciais “atingiram quatro toneladas” e a organização contou ainda “com empresas parceiras que ofereceram seis toneladas de arroz e feijão”, acrescentou. Segundo aquela responsável, as 10 toneladas guardadas no […]

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Campanha do Banco Alimentar de Cabo Verde recolheu 10 toneladas de doações

“Estamos muito satisfeitos”, referiu Ana Maria Hopffer Almada, dirigente da Fundação Donana e do Banco Alimentar contra a Fome.

As entregas em cerca de 30 estabelecimentos comerciais “atingiram quatro toneladas” e a organização contou ainda “com empresas parceiras que ofereceram seis toneladas de arroz e feijão”, acrescentou.

Segundo aquela responsável, as 10 toneladas guardadas no armazém da cidade da Praia permitem assegurar, desde já, três meses de cestas básicas, um apoio com mercearias essenciais prestado a cerca de mil famílias.

Na ilha de São Vicente, o Banco Alimentar recolheu cerca de uma tonelada de alimentos em estabelecimentos comerciais, num contexto em que procura ainda consolidar uma rede de associações e voluntários para a realização destas campanhas regulares.

Na ilha do Sal, a recolha vai decorrer no próximo fim-de-semana.

A organização cabo-verdiana passou a estar integrada na plataforma de doações Alimente Esta Ideia (alimentestaideia.pt), constando da lista de banco alimentares destinatários, para quem quiser remeter contribuições à distância, destacou Ana Maria.

Segundo referiu a dirigente, parte dos contributos já angariados através desta plataforma na Internet vão permitir reforçar as contribuições na ilha de São Vicente.

Esta foi a 20.ª campanha de recolha de alimentos e a próxima está agendada para novembro.

Desde a criação do Banco Alimentar de Cabo Verde, em 2012, foram recolhidos e distribuídos cerca de 1.800 toneladas de doações, “beneficiando milhares de pessoas”, concluiu.

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Tenha cuidado, Espanha! Cabo Verde alerta ao vencer a Sérvia https://portuguese.hcntimes.com/tenha-cuidado-espanha-cabo-verde-alerta-ao-vencer-a-servia/ https://portuguese.hcntimes.com/tenha-cuidado-espanha-cabo-verde-alerta-ao-vencer-a-servia/#respond Sun, 31 May 2026 22:15:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/tenha-cuidado-espanha-cabo-verde-alerta-ao-vencer-a-servia/ Tenha cuidado, Espanha! Cabo Verde alerta ao vencer a Sérvia

A primeira surpresa do Mundo. E ainda não começou. Cabo Verde, rival de Espanha Na reunião dos Estados Unidos, Canadá e México derrotou com autoridade Sérvia em Lisboa no primeiro teste antes da estreia num Copa do Mundo. O futebol tem essas coisas. Isso continuará a nos surpreender. O Tubarões azuis Eles estão muito prontos […]

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Tenha cuidado, Espanha! Cabo Verde alerta ao vencer a Sérvia

A primeira surpresa do Mundo. E ainda não começou. Cabo Verde, rival de Espanha Na reunião dos Estados Unidos, Canadá e México derrotou com autoridade Sérvia em Lisboa no primeiro teste antes da estreia num Copa do Mundo.

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