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Nova rota amplia as opções para passageiros brasileiros e chineses, com ligação pelo aeroporto angolano construído em parceria com a China A TAAG iniciará em 23 de junho de 2026 voos entre Luanda e Guangzhou, criando uma nova opção de ligação entre o Brasil e o sul da China em meio ao aumento da integração […]

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TAAG inicia voos para Guangzhou e conecta Brasil à China via Angola

Nova rota amplia as opções para passageiros brasileiros e chineses, com ligação pelo aeroporto angolano construído em parceria com a China

A TAAG iniciará em 23 de junho de 2026 voos entre Luanda e Guangzhou, criando uma nova opção de ligação entre o Brasil e o sul da China em meio ao aumento da integração econômica entre os dois países. A rota atende tanto brasileiros que viajam ao mercado chinês quanto chineses com negócios ou conexões no Brasil, com embarque a partir de São Paulo e troca de aeronave em Angola

A operação partirá do Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, em Icolo e Bengo, e terá inicialmente uma frequência semanal, às terças-feiras. A rota será operada preferencialmente com Boeing 787 Dreamliner, aeronave recentemente incorporada à frota da TAAG.

A cidade de Guangzhou é um dos principais centros econômicos, industriais e logísticos da China. Para passageiros que partem do Brasil, a nova operação cria uma alternativa de viagem para a China via Angola. Segundo a TAAG, a conexão a partir de São Paulo, em Guarulhos, permitirá chegar a Guangzhou em aproximadamente 27 horas.

A rota também tem papel operacional para o novo aeroporto de Luanda, projetado para concentrar conexões regionais e internacionais. Com a entrada de Guangzhou, a TAAG reforça a malha de longo curso a partir de Angola e amplia as opções entre a África, a América do Sul e a Ásia.


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Oxford Economics prevê que Angola deverá crescer pelo menos 4% este ano – Economia https://portuguese.hcntimes.com/oxford-economics-preve-que-angola-devera-crescer-pelo-menos-4-este-ano-economia/ https://portuguese.hcntimes.com/oxford-economics-preve-que-angola-devera-crescer-pelo-menos-4-este-ano-economia/#respond Tue, 02 Jun 2026 18:05:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/oxford-economics-preve-que-angola-devera-crescer-pelo-menos-4-este-ano-economia/ Oxford Economics prevê que Angola deverá crescer pelo menos 4% este ano – Economia

A consultora Oxford Economics considerou esta terça-feira que Angola deverá crescer pelo menos 4% este ano, depois de ter registado um crescimento de 5,3% no primeiro trimestre, impulsionado pelo forte crescimento do setor não petrolífero. “O crescimento real do PIB no primeiro trimestre é significativamente maior que a nossa estimativa de 3,7%; o […]

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Oxford Economics prevê que Angola deverá crescer pelo menos 4% este ano – Economia


A consultora Oxford Economics considerou esta terça-feira que Angola deverá crescer pelo menos 4% este ano, depois de ter registado um crescimento de 5,3% no primeiro trimestre, impulsionado pelo forte crescimento do setor não petrolífero.


“O crescimento real do PIB no primeiro trimestre é significativamente maior que a nossa estimativa de 3,7%; o impressionante crescimento do setor não petrolífero é um desenvolvimento bem-vindo, já que demonstra resiliência num contexto de volatilidade no setor petrolífero”, escrevem os analistas do departamento africano da consultora britânica.


No comentário aos dados do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, enviado aos clientes e ao qual a Lusa teve acesso, a Oxford Economics diz que “as projeções apontam para um crescimento de 3,8%& este ano, acelerando face aos 3% de 2025, com as exportações de petróleo, a despesa pública, o emprego mais elevado e a subida do consumo a sustentar este forte crescimento”.


Na nota, os analistas dizem ainda que “o desempenho mais forte que o esperado do setor não petrolífero deverá influenciar a previsão, pelo que se este setor mantiver a sua dinâmica de crescimento, será necessária uma revisão em alta” da previsão de expansão do PIB de Angola.


De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas de Angola, o PIB “cresceu 5,32% no primeiro trimestre de 2026 comparativamente ao primeiro trimestre de 2025” e, em cadeia, registou um crescimento de 1,37%, já tendo em conta o ajuste sazonal.


O setor petrolífero registou uma contração homóloga de 0,21%, ao passo que o setor não petrolífero registou um crescimento de 6,22%, diz ainda o INE na Folha de Informação Rápida, que analisa o crescimento dos primeiros três meses deste ano.


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Dentista de SC em Angola emociona ao fazer bebê voltar a mamar https://portuguese.hcntimes.com/dentista-de-sc-em-angola-emociona-ao-fazer-bebe-voltar-a-mamar/ https://portuguese.hcntimes.com/dentista-de-sc-em-angola-emociona-ao-fazer-bebe-voltar-a-mamar/#respond Tue, 02 Jun 2026 12:58:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/dentista-de-sc-em-angola-emociona-ao-fazer-bebe-voltar-a-mamar/ Dentista de SC em Angola emociona ao fazer bebê voltar a mamar

Dentista de SC em Angola realiza ação humanitária para reconstrução de facesFoto: Reprodução/ND Mais Guilherme Henrique Raulino Brasil, dentista de Palhoça, na Grande Florianópolis, está em missão humanitária na Angola durante esta semana pelo Projeto Leozinho, que busca ajudar pessoas sem condições financeiras em cirurgias de reconstrução facial. O grupo está em Malanje, no Centro-Norte […]

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Dentista de SC em Angola emociona ao fazer bebê voltar a mamar
Dentista de SC em Angola realiza ação humanitária para reconstrução de facesFoto: Reprodução/ND Mais

Guilherme Henrique Raulino Brasil, dentista de Palhoça, na Grande Florianópolis, está em missão humanitária na Angola durante esta semana pelo Projeto Leozinho, que busca ajudar pessoas sem condições financeiras em cirurgias de reconstrução facial. O grupo está em Malanje, no Centro-Norte do país, e espera realizar cerca de 80 cirurgias durante os próximos dias.

Entre as intervenções já realizadas, a reconstrução facial de uma criança de colo emocionou a mãe e internautas nas redes sociais. Graças ao atendimento, a criança pôde voltar a tomar mamadeira novamente.

Em publicação sobre a viagem, Guilherme afirmou que as cirurgias são feitas em pacientes que aguardam há anos pelo tratamento. “Cada procedimento representa muito mais do que uma operação: representa a chance de voltar a sorrir, se alimentar melhor, respirar com mais qualidade e viver com dignidade”, disse.

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Ação de dentista de SC em Angola emocionou mãe de criançaVídeo: Reprodução/ND Mais

Dentista de SC em Angola realiza cirurgias com preços simbólicos na região

O cirurgião Raulino Brasil já é conhecido na região por seus projetos solidários. Em abril deste ano, ele foi obrigado a cobrar R$ 1 por cirurgias após receber inúmeras denúncias do CRO-SC (Conselho Regional de Odontologia de Santa Catarina).

O preço surgiu como um valor simbólico para realizar os tratamentos, visto que, antes, o profissional do Projeto Leozinho fazia procedimentos cirúrgicos de reconstrução facial gratuitos.

Dentista de SC em Angola já foi denunciado por não cobrar cirurgias Vídeo: Reprodução/Raulino Brasil

Em relato da época, Raulino afirmou: “Quem denuncia não são os pacientes. São os profissionais, os médicos, os dentistas. Eles denunciam porque eu estou ofertando cirurgias de graça”.

Segundo o especialista, há um dispositivo na legislação dos cirurgiões-dentistas que impede a realização de cirurgias gratuitas, o que motiva as denúncias que tentaram travar a atuação do dentista.

Dentista de SC em Angola já foi pago com caixa de ovos por procedimentosDentista de SC em Angola já foi pago com caixa de ovos por procedimentosFoto: Reprodução/Raulino Brasil

Por meio do “Projeto Leozinho”, pessoas que sofreram acidentes, possuem tumores ou doenças raras conseguiram realizar procedimentos de graça. Para evitar as representações ao CRO-SC, Raulino decidiu, então, cobrar apenas R$ 1 pelos procedimentos.

“Caso o paciente não tenha, ele pode pagar com pão, caixa de ovo, como já foi feito”, afirmou.

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Webcor e InVivo apostam na formação técnica e planeia criar escola de panificação em Angola https://portuguese.hcntimes.com/webcor-e-invivo-apostam-na-formacao-tecnica-e-planeia-criar-escola-de-panificacao-em-angola/ https://portuguese.hcntimes.com/webcor-e-invivo-apostam-na-formacao-tecnica-e-planeia-criar-escola-de-panificacao-em-angola/#respond Tue, 02 Jun 2026 10:34:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/webcor-e-invivo-apostam-na-formacao-tecnica-e-planeia-criar-escola-de-panificacao-em-angola/ Webcor e InVivo apostam na formação técnica e planeia criar escola de panificação em Angola

A Grandes Moagens de Angola (GMA), maior empresa de moagem de trigo do país e integrante do Grupo Webcor, assinou, recentemente, um Memorando de Entendimento com a Soufflet Négoce by InVivo (SNBI), uma das principais empresas europeias de comercialização de cereais, para desenvolver e implementar a primeira Escola Profissional de Panificação de Angola. A iniciativa […]

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Webcor e InVivo apostam na formação técnica e planeia criar escola de panificação em Angola

A Grandes Moagens de Angola (GMA), maior empresa de moagem de trigo do país e integrante do Grupo Webcor, assinou, recentemente, um Memorando de Entendimento com a Soufflet Négoce by InVivo (SNBI), uma das principais empresas europeias de comercialização de cereais, para desenvolver e implementar a primeira Escola Profissional de Panificação de Angola.

A iniciativa pretende reforçar a cadeia de valor da panificação nacional através da formação técnica de profissionais, da transferência de conhecimento especializado e da promoção de padrões mais elevados de qualidade num sector que desempenha um papel relevante na alimentação das famílias angolanas.

O projecto surge na sequência de um estudo realizado em Novembro de 2025 nas cidades de Luanda, Lobito, Benguela e Catumbela, que permitiu identificar necessidades de qualificação profissional e oportunidades de desenvolvimento para a indústria da panificação. A futura escola terá como missão formar, capacitar e valorizar padeiros em todo o território nacional, contribuindo para melhorar a qualidade do pão disponibilizado aos consumidores.

A parceria resulta igualmente de uma colaboração de longa data entre a GMA e a SNBI nas áreas de fornecimento de cereais, assistência técnica e desenvolvimento de produtos, criando condições para a implementação de um modelo de formação alinhado com as exigências actuais do mercado.

“O nosso objectivo final é oferecer melhor pão aos consumidores angolanos. Formar excelentes padeiros eleva a qualidade do pão e uma melhor qualidade do pão fortalece toda a base alimentar de uma nação. Essa é a verdadeira promessa da produção local: trigo de elevada qualidade, moído localmente e transformado por mãos qualificadas”, afirmou Wissam Nesr, PCA do Grupo Webcor.

Grupo Webcor e instituto norte-americano avançam com projecto para formar padeiros e técnicos em Angola.

A escola foi concebida para apoiar a actividade da Grandes Moagens de Angola, principal unidade de moagem do Grupo Webcor no país, bem como a sua rede de clientes do sector da panificação. A componente técnica do projecto será reforçada pela experiência internacional da SNBI, que através da Soufflet West Africa opera, desde 2023, uma escola profissional de panificação em Abidjan, na Costa do Marfim.

Questionada pela FORBES ÁFRICA LUSÓFONA sobre o valor previsto para a construção da infra-estrutura, fonte ligada aos promotores do projecto considerou ser ainda “prematuro” avançar com números. “Neste momento, é ainda prematuro avançar com um valor de investimento. O Memorando de Entendimento estabelece um quadro de cooperação entre as partes para o desenvolvimento dos estudos técnicos, do modelo operacional, da estrutura curricular e dos requisitos de implementação do projecto. O investimento será definido numa fase posterior, à medida que estes trabalhos forem sendo concluídos”, explicou.

O projecto enquadra-se nas prioridades definidas pelo Executivo angolano para o desenvolvimento de competências técnicas, promoção do emprego jovem e fortalecimento da produção nacional.

No âmbito do acordo agora assinado, as duas entidades irão trabalhar durante os próximos 16 meses na concepção do projecto, planeamento das infra-estruturas, desenvolvimento curricular e definição do modelo de governação, prevendo concluir a fase preparatória até Agosto de 2027.

Para além da vertente formativa, a iniciativa representa um investimento em capital humano especializado, um dos principais desafios identificados pelos sectores produtivos angolanos. A aposta na qualificação técnica é frequentemente apontada como um elemento essencial para aumentar a competitividade da indústria nacional, reduzir a dependência de competências importadas e elevar os padrões de qualidade da produção local.

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Angola procura experiência da China para impulsionar o repovoamento do carapau – RNA https://portuguese.hcntimes.com/angola-procura-experiencia-da-china-para-impulsionar-o-repovoamento-do-carapau-rna/ https://portuguese.hcntimes.com/angola-procura-experiencia-da-china-para-impulsionar-o-repovoamento-do-carapau-rna/#respond Tue, 02 Jun 2026 06:41:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/angola-procura-experiencia-da-china-para-impulsionar-o-repovoamento-do-carapau-rna/ Angola procura experiência da China para impulsionar o repovoamento do carapau – RNA

Angola pretende beneficiar da experiência da China no desenvolvimento da maricultura em larga escala, com vista à implementação desta actividade nos mares angolanos. Em missão de trabalho naquele país asiático, a ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto, visitou projectos tecnológicos de última geração que impulsionam a produção aquícola e a economia […]

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Angola procura experiência da China para impulsionar o repovoamento do carapau – RNA

Angola pretende beneficiar da experiência da China no desenvolvimento da maricultura em larga escala, com vista à implementação desta actividade nos mares angolanos.

Em missão de trabalho naquele país asiático, a ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto, visitou projectos tecnológicos de última geração que impulsionam a produção aquícola e a economia azul chinesa.

A governante destacou ainda o interesse de Angola em colher a experiência da China nos domínios da investigação científica, inovação e empreendedorismo ligados ao sector das pescas e recursos marinhos. Clique no audio abaixo e ouça:

Além da maricultura, a ministra manifestou interesse em replicar em Angola o modelo chinês de repovoamento de espécies marinhas, com especial destaque para o carapau.

Segundo Carmen do Sacramento Neto, a experiência chinesa poderá agregar valor à estratégia nacional de repovoamento desta espécie, cuja implementação está prevista para os próximos tempos.

A iniciativa visa reforçar a sustentabilidade dos recursos pesqueiros, aumentar a disponibilidade de pescado e contribuir para a segurança alimentar e o desenvolvimento da economia azul no país. Clique no audio abaixo e ouça:

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Zacarias Kamwenho (1934-2026): um nome gravado pela justiça e paz em Angola https://portuguese.hcntimes.com/zacarias-kamwenho-1934-2026-um-nome-gravado-pela-justica-e-paz-em-angola/ https://portuguese.hcntimes.com/zacarias-kamwenho-1934-2026-um-nome-gravado-pela-justica-e-paz-em-angola/#respond Mon, 01 Jun 2026 18:06:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/zacarias-kamwenho-1934-2026-um-nome-gravado-pela-justica-e-paz-em-angola/ Zacarias Kamwenho (1934-2026): um nome gravado pela justiça e paz em Angola

  Zacarias Kamwenho, arcebispo emérito do Lubango (Angola), morreu na última sexta-feira, 29 de maio, dia em que os cristãos celebram a paixão e morte de Cristo. Foi uma das figuras mais marcantes da história da Igreja de Angola, sendo o único bispo que viveu todo o tempo de Angola independente, pois foi ordenado em […]

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Zacarias Kamwenho (1934-2026): um nome gravado pela justiça e paz em Angola

 

Zacarias Kamwenho, arcebispo emérito do Lubango (Angola), morreu na última sexta-feira, 29 de maio, dia em que os cristãos celebram a paixão e morte de Cristo. Foi uma das figuras mais marcantes da história da Igreja de Angola, sendo o único bispo que viveu todo o tempo de Angola independente, pois foi ordenado em 1974. A história da Igreja e do país não se pode escrever sem gravar o seu nome, as suas palavras proféticas, o seu compromisso pela justiça e pela paz.

Catedral do Lubango, Angola. “O funeral de Zacarias Kamwenho será quinta-feira próxima, 4 de junho, também no Lubango.” Foto: Catedral do Lubango. © Tony Neves

O funeral de Zacarias Kamwenho será quinta-feira próxima, 4 de junho, também no Lubango. Depois de algumas eucaristias na catedral do Lubango, a missa de corpo presente será no Estádio da Senhora do Monte e o sepultamento no cemitério da lendária missão católica da Huíla, missão mãe do sul de Angola, fundada pelos Missionários Espiritanos em 1881.

O bispo nasceu em 1934 no Chimbundo, uma aldeia da Missão do Bailundo, no interior de Nova Lisboa (atual Huambo). Tive a alegria de lá passar recentemente e ver que a escola tem o nome de D. Zacarias. Levado pelos Missionários Espiritanos para o seminário, seria ordenado padre por Daniel Junqueira, arcebispo de Nova Lisboa, a 9 de junho de 1961.

Missão Católica do Bailundo

Missão Católica do Bailundo “O bispo nasceu em 1934 no Chimbundo, uma aldeia da Missão do Bailundo, no interior de Nova Lisboa (atual Huambo).” Foto: Missão Católica do Bailundo. © Tony Neves

Foi desempenhando sempre cargos de responsabilidade. Seria nomeado reitor do Seminário Maior de Cristo Rei, Nova Lisboa, cargo que ocupou até à surpreendente nomeação como bispo auxiliar de Luanda, em 1974, ainda em tempo colonial.

Roma criou a Diocese de Novo Redondo (hoje Sumbe) em 1975, sendo D. Zacarias nomeado como seu primeiro bispo. Ali esteve 20 anos, até rumar ao Lubango, onde foi o arcebispo coadjutor de D. Manuel Franklin da Costa (1995-1997), sendo o titular de 1997 até 2009, quando se tornou emérito, após ter atingido o limite de idade. Foi substituído por D. Gabriel Mbilingi, espiritano.

Com um humor sempre finíssimo, disse-me um dia: “Para provar que eu sou espiritano de alma e coração, basta ver que todos os meus sucessores foram espiritanos: Benedito Roberto no Sumbe e Gabriel Mbilingi no Lubango!” Após deixar o Lubango ainda foi nomeado, em 2010, administrador apostólico da Diocese do Namibe.

Foi eleito presidente da CEAST onde exerceu dois mandatos em momentos históricos muito difíceis: de 1997 a 2003, tempo que inclui o fim da guerra civil, com o Memorando de Luena assinado em 2002. Neste período de cruel guerra civil, liderou a criação do Movimento Pro Pace (1999) e, com outras igrejas cristãs, lançou em 2000, e presidiu, o Comité Inter-Eclesial para a Paz (Coiepa).

Em 2001, o Parlamento Europeu atribuiu-lhe o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, pelos seus compromissos em favor da paz em Angola.

Fundou a Congregação das Irmãs Franciscanas da Visitação.

D.Zacarias Kamwenho, Lusofonias.

D.Zacarias Kamwenho, Lusofonias. “A Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé prestou-lhe uma sentida homenagem por ocasião dos seus 50 anos de ordenação episcopal, em novembro de 2024.” Foto: D. Zacarias Kamwenho, Lusofonias. DR

A Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé prestou-lhe uma sentida homenagem por ocasião dos seus 50 anos de ordenação episcopal, em novembro de 2024. Multiplicou celebrações e encontros nas várias dioceses por onde passou, seja como padre (Huambo), ou como bispo (Luanda, Sumbe, Lubango e Namibe).

Há recordações que não me abandonam. Quando, em 2016, fui a Luanda ao jubileu dos 150 anos da chegada dos Espiritanos, D. Zacarias não faltou a nenhum dos momentos do denso programa. A eucaristia de encerramento foi muito solene, com milhares de pessoas, no adro da Igreja do Espírito Santo, no S. Pedro do Prenda. Quando chegou o momento de ação de graças, todos os missionários espiritanos foram convidados a juntar-se para uma homenagem. O povo cantava e dançava, os espiritanos faziam o mesmo e, dentre os bispos presentes, sai D. Zacarias, junta-se à dança e diz muito alto: “eu também sou espiritano!” E lá dançou até que o presidente da celebração avançou para o “oremos” final!

Missão da Bela Vista. Huambo

Missão da Bela Vista. Huambo “Foi desempenhando sempre cargos de responsabilidade. Seria nomeado reitor do Seminário Maior de Cristo Rei, Nova Lisboa (atual Huambo), cargo que ocupou até à surpreendente nomeação como bispo auxiliar de Luanda, em 1974, ainda em tempo colonial..Foto: Missão da Bela Vista, Huambo. © Tony Neves

Partiu um amigo. Escreveu-me – era ele então o presidente da Conferência Episcopal – o prefácio do meu livro Angola. A Igreja Católica pela Paz, publicado em 2001, no ano anterior ao fim da guerra civil. Concluiu assim: “advogamos o diálogo inclusivo, em que depostas as armas e as intimidações e a compra/venda de interesses (vulgo ‘corrupção’) todos participem do Projecto-Nação e todos se comprometam na e pela sua implantação.”

Conversámos vezes sem conta, partilhámos alegrias e angústias, era sempre uma festa o nosso frequente reencontro. Encontrei-o em Roma na despedida do Papa Francisco e na eleição do Papa Leão. Vi-o, com o seu habitual sorriso, na recente visita do Papa a Angola. Partiu quase sem ter tempo de se despedir, mas deixa um enorme legado, uma mina de diamantes ainda por explorar…

Que descanse na Paz d’Aquele em quem sempre acreditou a quem tanto e tão bem serviu durante toda a sua longa vida.

Obrigado, D. Zacarias.

 

Tony Neves é padre católico e trabalha em Roma como assistente geral dos Missionários do Espírito Santo (CSSp, Espiritanos), congregação de que é membro.

 

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Como Angola transformou o declínio da produção numa onda de investimentos de 70 mil milhões de dólares no setor upstream https://portuguese.hcntimes.com/como-angola-transformou-o-declinio-da-producao-numa-onda-de-investimentos-de-70-mil-milhoes-de-dolares-no-setor-upstream/ https://portuguese.hcntimes.com/como-angola-transformou-o-declinio-da-producao-numa-onda-de-investimentos-de-70-mil-milhoes-de-dolares-no-setor-upstream/#respond Mon, 01 Jun 2026 15:17:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/como-angola-transformou-o-declinio-da-producao-numa-onda-de-investimentos-de-70-mil-milhoes-de-dolares-no-setor-upstream/ Como Angola transformou o declínio da produção numa onda de investimentos de 70 mil milhões de dólares no setor upstream

Após mais de uma década de queda na produção de crude, Angola está a começar a inverter a trajetória que outrora ameaçou o seu estatuto como um dos maiores produtores de petróleo de África. A produção estabilizou-se em cerca de 1,1 milhões de barris por dia (bpd), apoiada por desenvolvimentos offshore, campanhas de exploração e […]

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Como Angola transformou o declínio da produção numa onda de investimentos de 70 mil milhões de dólares no setor upstream

Após mais de uma década de queda na produção de crude, Angola está a começar a inverter a trajetória que outrora ameaçou o seu estatuto como um dos maiores produtores de petróleo de África. A produção estabilizou-se em cerca de 1,1 milhões de barris por dia (bpd), apoiada por desenvolvimentos offshore, campanhas de exploração e um dos programas de reforma do setor upstream mais agressivos do continente.

A recuperação está a ser impulsionada por reformas estruturais, novas políticas de licenciamento e incentivos direcionados, com o objetivo de desbloquear capital em áreas maduras e de fronteira. Atualmente, o país está a levar a cabo o que se tornou uma campanha de investimento no setor upstream de cerca de 70 mil milhões de dólares, ancorada por grandes empresas internacionais, projetos offshore de grande escala e um quadro regulatório concebido para melhorar a competitividade a longo prazo.

Estes temas são analisados em detalhe em Crude Oil: Power, Turnaround and Transformation in Angola, de NJ Ayuk, agora disponível a nível global. O livro descreve como Angola passou de um declínio da produção e da hesitação dos investidores para um ciclo de crescimento renovado, através da reestruturação de instituições, da reforma da legislação petrolífera e do reposicionamento como um mercado a montante mais competitivo.

A reforma estrutural remodelou o setor

Para travar o declínio da produção e atrair novos investimentos na exploração e no desenvolvimento de projetos brownfield, Angola instituiu uma série de reformas desde 2018 destinadas a melhorar as condições fiscais. As principais reformas incluíram a criação de uma entidade reguladora tanto para o upstream como para o downstream – a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e o Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP) –; o lançamento de uma estratégia de licenciamento plurianual; a introdução de Contratos de Serviço de Risco; e a reestruturação da empresa petrolífera nacional Sonangol.

As novas políticas introduzidas pelo governo incluem o Decreto de Produção Incremental, a Lei de Monetização do Gás e a Lei dos Campos Marginais. As versões atualizadas do Plano Nacional de Desenvolvimento, introduzidas em 2018 e 2023, ofereceram um roteiro para melhorar o desenvolvimento socioeconómico do país, com foco na redução do declínio da produção de hidrocarbonetos, ao mesmo tempo que se estimulam outros setores da economia.

O Próximo Ciclo de Crescimento Offshore Já Está em Andamento

Vários projetos offshore em Angola estão a reforçar a produção e a demonstrar a viabilidade dos investimentos offshore. Estes incluem os desenvolvimentos Begonia e CLOV Fase 3, liderados pela TotalEnergies – que entrarão em funcionamento em 2025 com uma capacidade combinada de 60 000 bpd – e o desenvolvimento do Agogo Integrated West Hub, liderado pela Azule Energy – a avançar para a capacidade total após o comissionamento da FPSO de Agogo em 2025 e o arranque do campo de Ndungu em 2026. O projeto Kaminho, liderado pela TotalEnergies e no valor de 6 mil milhões de dólares, está a avançar para um arranque em 2028, com o objetivo de atingir 70 000 bpd no Bloco 20/11.

Para além dos projetos, as operadoras internacionais estão a apoiar o mercado com compromissos de capital. A TotalEnergies planeia investir 3 mil milhões de dólares nos próximos anos, enquanto a Azule Energy planeia investir 5 mil milhões de dólares. A ExxonMobil indicou anteriormente que poderia injetar até 15 mil milhões de dólares no mercado após a perfuração bem-sucedida na bacia do Namibe. Embora as sondagens iniciais tenham sido consideradas não comerciais, a iniciativa demonstra o nível de interesse nas bacias fronteiriças de Angola.

Exploração em terra ganha novo impulso

As bacias terrestres de Angola estão também a regressar à produção após décadas de inatividade. Várias empresas independentes estão a liderar a exploração nas bacias interiores do Cuanza e do Baixo Congo, com campanhas de perfuração em curso na sequência da ronda de licenciamento de 2023 de Angola, que ofereceu 12 blocos terrestres.

A Corcel está a realizar estudos sísmicos no KON 16, com um poço de exploração planeado para 2026/2027; a Oando entrou no mercado com a operação do KON 13 em 2026; a Sonangol lidera os esforços de exploração nos KON 11, KON 12 e KON 15; enquanto a Etu Energias está a avançar com a investigação sísmica nos FS, FSST, CON 4 e CON 1. Outras empresas, incluindo a Walcot Energy e a ACREP, reforçaram a sua presença no mercado.

Estas medidas demonstram um mercado a responder diretamente à reforma. Demonstram também que a recuperação do setor upstream de Angola já não se centra na gestão do declínio, mas sim no crescimento da produção a longo prazo.

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Pais contestam qualidade da merenda escolar no Cuanza-Sul https://portuguese.hcntimes.com/pais-contestam-qualidade-da-merenda-escolar-no-cuanza-sul/ https://portuguese.hcntimes.com/pais-contestam-qualidade-da-merenda-escolar-no-cuanza-sul/#respond Mon, 01 Jun 2026 14:49:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/pais-contestam-qualidade-da-merenda-escolar-no-cuanza-sul/ Pais contestam qualidade da merenda escolar no Cuanza-Sul

O Programa Nacional de Alimentação Escolar enfrenta problemas no terreno. No Cuanza-Sul, multiplicam-se as denúncias e as imagens partilhadas nas redes sociais sobre a alimentação que está a ser servida nas escolas do ensino primário.  Em causa estão refeições consideradas inadequadas para crianças a rondar os 200 kwanzas, cerca de 20 cêntimos de euro diários, por […]

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Pais contestam qualidade da merenda escolar no Cuanza-Sul

O Programa Nacional de Alimentação Escolar enfrenta problemas no terreno. No Cuanza-Sul, multiplicam-se as denúncias e as imagens partilhadas nas redes sociais sobre a alimentação que está a ser servida nas escolas do ensino primário. 

Em causa estão refeições consideradas inadequadas para crianças a rondar os 200 kwanzas, cerca de 20 cêntimos de euro diários, por aluno. Pais e encarregados de educação chegaram a impedir os filhos de consumir os alimentos distribuídos em algumas escolas.

A alimentação escolar passou a substituir a anterior merenda escolar no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar, uma iniciativa do Governo angolano que visa garantir pelo menos uma refeição quente por dia aos alunos.

Alimentação escolar desadequada

O secretário do Movimento de Estudantes Angolanos (MEA) no Cuanza-Sul, Sebastião Muhongo, documenta uma preocupação crescente. “Nos últimos dias temos recebido muitas denúncias e imagens de alimentação escolar que não é adequada para o estômago e a saúde das crianças. O MEA tem procurado intervir, denunciando e promovendo encontros com parceiros e com o Governo para pôr fim a esta situação”, afirmou.

“Pedimos também aos pais que acompanhem os filhos no momento da distribuição. Em algumas escolas do município de Porto Amboim, como a Ekuikui II, os encarregados de educação impediram os alunos de consumir batata-doce e chá servidos em pratos e copos de plástico”, acrescentou.

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Já o secretário do Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF) em Porto Amboim, Nelson André Custódio, denuncia falta de transparência no processo. “Uma coisa que também nos preocupa é a omissão dos atos indecorosos destes empresários por parte de alguns diretores de escolas. Há diretores que estão a omitir dados, não estão a partilhar informações”, critica.

Nelson Custódio diz que se não fossem as “ações do sindicato local, que mobilizou alguns professores para acompanharem o momento em que a comida é servida e partilharem imagens, ninguém saberia das atrocidades que os empresários estão a cometer contra as crianças. Temos as escolas José Sabino, Baixa da Lila e Eduardo Bondo –  e estas são apenas algumas referências, dentro da cidade e da periferia; imagine-se o interior do município”, acrescenta.

Depois de o Governo angolano ter anunciado, em novembro do ano passado, a redução para metade do orçamento destinado à alimentação escolar em 2026, aumentaram as dúvidas sobre a capacidade de manter a qualidade das refeições servidas nas escolas.

Verbas insuficientes para garantir qualidade

A analista de assuntos sociais Nelsa Mateus considera que o valor destinado à alimentação escolar é insuficiente para garantir refeições com qualidade: “É um preço que apenas permite uma alimentação fria e sem qualquer qualidade. Fazer uma massa com salsichas, como vimos nas imagens, com 200 kwanzas, não chega para absolutamente nada; é um valor extremamente baixo”, diz.

“Não sei se foi feito previamente um levantamento, porque as escolas não têm refeitório, muito menos cozinha. Não sei em que local da escola estão a preparar as refeições. E sem contar que, muitas vezes, o dinheiro chega às mãos do gestor no tamanho de um elefante, mas, ao chegar à cozinha, torna-se do tamanho de uma formiga. O Governo deve repensar os valores”, defende a analista.

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“A alimentação deve ser necessariamente quente e deve abranger todas as escolas do ensino primário”, explica o diretor provincial da Educação no Cuanza-Sul, José Eduardo, que garante que o processo de contratação das empresas fornecedoras foi transparente, apesar das limitações financeiras. 

“As empresas que estão a prestar o serviço participaram num concurso público eletrónico, acompanhado pelo Serviço Nacional de Contratação Pública. Houve total transparência, uma vez que o processo é acompanhado pela Inspecção-Geral do Estado, pelos serviços secretos, pelo Ministério da Administração do Território e por outros órgãos, que estão convidados a fiscalizar o processo”, referiu ainda.

O Programa Nacional de Alimentação Escolar prevê garantir refeições adequadas às comunidades e incentivar a permanência dos alunos nas escolas, com um orçamento de 450 mil milhões de kwanzas para o período entre 2025 e 2027. 

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Empresas angolanas poderão pagar fornecedores da SADC em kwanzas ainda este ano https://portuguese.hcntimes.com/empresas-angolanas-poderao-pagar-fornecedores-da-sadc-em-kwanzas-ainda-este-ano/ https://portuguese.hcntimes.com/empresas-angolanas-poderao-pagar-fornecedores-da-sadc-em-kwanzas-ainda-este-ano/#respond Mon, 01 Jun 2026 14:48:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/empresas-angolanas-poderao-pagar-fornecedores-da-sadc-em-kwanzas-ainda-este-ano/ Empresas angolanas poderão pagar fornecedores da SADC em kwanzas ainda este ano

O Banco Nacional de Angola (BNA) prevê que o kwanza passe a ser utilizado como moeda de liquidação no Sistema de Liquidação em Tempo Real da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC-RTGS), a partir do segundo semestre de 2026, permitindo que empresas angolanas realizem pagamentos transfronteiriços em moeda nacional. Segundo um comunicado do banco […]

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Empresas angolanas poderão pagar fornecedores da SADC em kwanzas ainda este ano

O Banco Nacional de Angola (BNA) prevê que o kwanza passe a ser utilizado como moeda de liquidação no Sistema de Liquidação em Tempo Real da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC-RTGS), a partir do segundo semestre de 2026, permitindo que empresas angolanas realizem pagamentos transfronteiriços em moeda nacional.

Segundo um comunicado do banco central consultado pela FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, a medida permitirá que pagamentos de bens e serviços entre Angola e os países aderentes ao sistema sejam efectuados directamente em kwanzas, sem necessidade de recorrer a moedas estrangeiras para a liquidação das operações.

A iniciativa enquadra-se nos esforços de integração regional dos sistemas de pagamentos da SADC e está alinhada com as recomendações do G20 para tornar os pagamentos transfronteiriços mais rápidos, acessíveis e eficientes.

Na prática, as empresas angolanas passarão a poder utilizar contas bancárias denominadas em moeda nacional, domiciliadas em instituições financeiras que operam no país, para efectuar pagamentos a parceiros comerciais da região. Actualmente, muitas destas operações exigem a conversão prévia para moedas internacionais, como o dólar norte-americano ou o euro, o que aumenta os custos e a complexidade dos processos.

De acordo com o BNA, a integração do kwanza no sistema regional deverá trazer benefícios directos para empresas e cidadãos, nomeadamente a redução dos custos associados às conversões cambiais e à intermediação financeira, maior rapidez na execução das transferências e um aumento da previsibilidade e segurança das operações.

A instituição destaca igualmente que a medida facilitará o envio de recursos financeiros para os países da região, contribuindo para uma maior eficiência das relações comerciais entre os Estados-membros da SADC.

“Com a conclusão deste projecto, será dado mais um passo importante na modernização do nosso sistema financeiro, contribuindo para o reforço da integração regional e para a expansão do comércio transfronteiriço entre as economias da SADC”, refere o banco central no comunicado.

Do ponto de vista económico, a iniciativa representa um avanço relevante para a internacionalização gradual do kwanza e para o fortalecimento da posição de Angola nos mecanismos financeiros regionais. Ao permitir a liquidação directa em moeda nacional, o sistema reduz a dependência de divisas para operações comerciais intrarregionais e pode contribuir para uma maior dinamização das trocas comerciais entre os países da África Austral.

A adesão do kwanza ao SADC-RTGS insere-se ainda num movimento mais amplo de modernização dos sistemas de pagamentos africanos, que procuram facilitar o comércio intra-africano e apoiar os objectivos de integração económica do continente.

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Futebol: Época futebolística 2025/26 encerrada este domingo, com Wiliete a conquistar a Taça de Angola https://portuguese.hcntimes.com/futebol-epoca-futebolistica-2025-26-encerrada-este-domingo-com-wiliete-a-conquistar-a-taca-de-angola/ https://portuguese.hcntimes.com/futebol-epoca-futebolistica-2025-26-encerrada-este-domingo-com-wiliete-a-conquistar-a-taca-de-angola/#respond Mon, 01 Jun 2026 10:42:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/futebol-epoca-futebolistica-2025-26-encerrada-este-domingo-com-wiliete-a-conquistar-a-taca-de-angola/ Futebol: Época futebolística 2025/26 encerrada este domingo, com Wiliete a conquistar a Taça de Angola

FC 1 de Junho 2026 às 11:39 O Wiliete de Benguela, clube que existe há oito anos, fez história ao conquistar, pela primeira vez, a Taça de Angola, embora seja, pela segunda vez consecutiva, vice-campeão do Girabola. Tal como o Novo Jornal explicou na semana passada, o Kabuscorp do Palanca é a terceira equipa angolana, depois […]

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Futebol: Época futebolística 2025/26 encerrada este domingo, com Wiliete a conquistar a Taça de Angola

FC

1 de Junho 2026 às 11:39

O Wiliete de Benguela, clube que existe há oito anos, fez história ao conquistar, pela primeira vez, a Taça de Angola, embora seja, pela segunda vez consecutiva, vice-campeão do Girabola.

Tal como o Novo Jornal explicou na semana passada, o Kabuscorp do Palanca é a terceira equipa angolana, depois do Petro de Luanda e do Wiliete, que irá representar o País nas competições da Confederação Africana de Futebol (CAF).

O Wiliete de Benguela é o vice-campeão do Girabola 2025/26 e tem garantida a sua presença na Liga dos Campeões de África, assim como o campeão Petro de Luanda.

A outra vaga das afrotaças é a da Taça da Confederação, troféu Nelson Mandela, que qualifica o vencedor da Taça de Angola.

Entretanto, o campeão desta edição é o Wiliete de Benguela, que derrotou o Kabuscorp do Palanca, por 2-1, no Estádio Daniel Cassoma Lutucuta, no Huambo, mas como já está apurado para a Liga dos Campeões, o Kabuscorp, finalista vencido, é quem ocupa este lugar.

Assim sendo, os “embaixadores” de Angola nas afrotaças são o Petro de Luanda, o Wiliete de Benguela e o Kabuscorp.

Com a disputa da final da Taça de Angola, a época futebolística 2025/26 está oficialmente encerrada.

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