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Angola defendeu esta segunda-feira, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, que a criação de emprego é um instrumento fundamental para consolidar a paz — e não apenas uma prioridade económica. “O trabalho digno promove a inclusão, a dignidade e as oportunidades, especialmente para os jovens, permitindo-lhes contribuir ativamente para as suas comunidades”, afirmou […]

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Angola defende criação de emprego como caminho para a paz sustentável na ONU – Mercado

Angola defendeu esta segunda-feira, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, que a criação de emprego é um instrumento fundamental para consolidar a paz — e não apenas uma prioridade económica.

“O trabalho digno promove a inclusão, a dignidade e as oportunidades, especialmente para os jovens, permitindo-lhes contribuir ativamente para as suas comunidades”, afirmou o embaixador Francisco José da Cruz, representante permanente de Angola junto da ONU, numa reunião conjunta do Conselho Económico e Social (ECOSOC) e da Comissão para a Consolidação da Paz.

Cruz falou a partir da experiência concreta do país: Angola emergiu em 2002 de quase três décadas de guerra civil e, desde então, tem apostado na juventude como elemento central de uma sociedade estável. O diplomata citou o Programa Kwenda — de proteção social e inclusão económica das famílias mais vulneráveis — como exemplo da ligação entre apoio social e desenvolvimento, e destacou o Corredor do Lobito como motor de emprego e integração regional.

Na sua intervenção, Angola defendeu que as estratégias de emprego em contextos pós-conflito devem centrar-se no investimento em competências, no empreendedorismo e no apoio às pequenas e médias empresas, com especial atenção ao empoderamento de mulheres e jovens. “Alargar o acesso ao trabalho digno e às oportunidades económicas é fundamental para construir sociedades mais inclusivas, coesas e resilientes”, sublinhou o embaixador junto das Nações Unidas.

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MCA assina financiamento de 246,3 milhões de dólares para reabilitação da estrada Mavinga-Rivungo em Angola https://portuguese.hcntimes.com/mca-assina-financiamento-de-2463-milhoes-de-dolares-para-reabilitacao-da-estrada-mavinga-rivungo-em-angola/ https://portuguese.hcntimes.com/mca-assina-financiamento-de-2463-milhoes-de-dolares-para-reabilitacao-da-estrada-mavinga-rivungo-em-angola/#respond Tue, 23 Jun 2026 01:00:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/mca-assina-financiamento-de-2463-milhoes-de-dolares-para-reabilitacao-da-estrada-mavinga-rivungo-em-angola/ MCA assina financiamento de 246,3 milhões de dólares para reabilitação da estrada Mavinga-Rivungo em Angola

O acordo foi celebrado entre a Atradius Dutch State Business e o Ministério das Finanças de Angola. A MCA atuará como empreiteiro EPC (Engineering, Procurement and Construction), reforçando assim a sua posição como uma das principais empresas europeias de engenharia e infraestruturas com forte presença em África. A MCA Group vai reabilitar os 212 km […]

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MCA assina financiamento de 246,3 milhões de dólares para reabilitação da estrada Mavinga-Rivungo em Angola

O acordo foi celebrado entre a Atradius Dutch State Business e o Ministério das Finanças de Angola. A MCA atuará como empreiteiro EPC (Engineering, Procurement and Construction), reforçando assim a sua posição como uma das principais empresas europeias de engenharia e infraestruturas com forte presença em África.

A MCA Group vai reabilitar os 212 km da estrada nacional que liga Mavinga a Rivungo, em Angola. O projeto é financiado por uma linha de crédito de 246,3 milhões de dólares americanos (cerca de 215,49 milhões de euros), garantida pela Atradius Dutch State Business e assinada durante a TXF Global 2026, que decorreu em Praga.

O acordo foi celebrado entre a Atradius Dutch State Business e o Ministério das Finanças de Angola. A MCA atuará como empreiteiro EPC (Engineering, Procurement and Construction), reforçando assim a sua posição como uma das principais empresas europeias de engenharia e infraestruturas com forte presença em África.

A notícia foi avançada na página do Linkedin da MCA.

Segundo a construtora, a infraestrutura vai melhorar significativamente a conectividade de regiões remotas do sudeste angolano, facilitando o acesso das comunidades rurais a mercados, serviços de saúde e educação. Além do impacto económico esperado, o projeto promove a integração regional e contribui para um desenvolvimento mais sustentável.

A MCA esteve representada na assinatura por Paulo Oliveira, CFO, Carlo Amado, COO Energies, e Rodrigo Costeira, Structured Finance Advisor.

O financiamento envolve uma estreita colaboração entre Angola, Países Baixos e Portugal. O ING atuou como Sole Coordinator da operação, liderando a estruturação, syndicação e coordenação com a Atradius. Participam ainda o Standard Bank Group e o DZ Bank AG. Esta é a terceira operação do género em Angola entre MCA, ING e agências de crédito à exportação europeias, depois das facilidades EKN (2020) e Euler Hermes (2022).  É o maior seguro de crédito à exportação concedido pela Atradius Dutch State Business nos últimos quatro anos.

Manuel Couto Alves, Chairman & CEO da MCA Group, diz que “este projeto reflete o compromisso do MCA Group em entregar infraestruturas que criam valor a longo prazo para as comunidades e economias. É uma honra apoiar o desenvolvimento de Angola através da reabilitação deste corredor estratégico e voltar a trabalhar com o ING e a Atradius DSB em projetos transformadores”.

Bert Bruning, Director da Atradius Dutch State Business, considera que “esta estrada é um exemplo da vontade e compromisso de Angola em melhorar as suas infraestruturas. Estamos satisfeitos por poder contribuir com a cobertura de seguro de crédito ao consórcio liderado pelo ING, viabilizando o financiamento desta importante reabilitação”.

Com esta nova obra, a MCA diz que reforça o seu papel ativo no desenvolvimento de infraestruturas de transporte em Angola, continuando a construir ligações que aproximam comunidades e abrem caminho para o progresso económico e social.

MCA inaugura no Corredor do Lobito o maior parque off-grid do continente africano


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Seleção de basquetebol já está na Letónia https://portuguese.hcntimes.com/selecao-de-basquetebol-ja-esta-na-letonia/ https://portuguese.hcntimes.com/selecao-de-basquetebol-ja-esta-na-letonia/#respond Tue, 23 Jun 2026 00:06:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/selecao-de-basquetebol-ja-esta-na-letonia/ Seleção de basquetebol já está na Letónia

Depois de cumprir um estágio em Portugal e de realizar jogos de controlo em Girona, Espanha, a equipa orientada pelo selecionador Josep Clarós encontra-se agora em Riga, Letónia, onde ultimará os detalhes antes da competição que terá lugar entre 2 e 5 de Julho, no Pavilhão Arena do Kilamba, em Luanda. O secretismo marcou a […]

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Seleção de basquetebol já está na Letónia

Depois de cumprir um estágio em Portugal e de realizar jogos de controlo em Girona, Espanha, a equipa orientada pelo selecionador Josep Clarós encontra-se agora em Riga, Letónia, onde ultimará os detalhes antes da competição que terá lugar entre 2 e 5 de Julho, no Pavilhão Arena do Kilamba, em Luanda.

O secretismo marcou a passagem da selecção por solo espanhol. Os encontros disputados diante do Misto da Catalunha decorreram à porta fechada e os respectivos resultados não foram divulgados, por decisão da equipa técnica. Segundo Pep Clarós, a medida visa impedir que os futuros adversários tenham acesso a informações estratégicas sobre o funcionamento do conjunto angolano numa fase considerada crucial da campanha de apuramento para a Copa do Mundo.

Apesar da confiança no potencial da equipa, o técnico espanhol admite que persistem desafios, sobretudo no plano defensivo. Em Riga, trabalha actualmente com 13 atletas, aguardando ainda a integração de Bruno Fernando e Kevin Kokila. Antes do regresso ao país, previsto para o dia 27, Angola enfrentará a Ucrânia e a Geórgia em jogos de preparação. Enquanto isso, mantém-se a expectativa em torno da recuperação de Jilson Bango, uma das figuras do Afrobasket conquistado pelos angolanos, que continua a recuperar de uma lesão no joelho esquerdo.

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Adalberto Costa Júnior apela ao diálogo e defende alternância democrática em Angola – Angola24Horas https://portuguese.hcntimes.com/adalberto-costa-junior-apela-ao-dialogo-e-defende-alternancia-democratica-em-angola-angola24horas/ https://portuguese.hcntimes.com/adalberto-costa-junior-apela-ao-dialogo-e-defende-alternancia-democratica-em-angola-angola24horas/#respond Mon, 22 Jun 2026 18:09:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/adalberto-costa-junior-apela-ao-dialogo-e-defende-alternancia-democratica-em-angola-angola24horas/ Adalberto Costa Júnior apela ao diálogo e defende alternância democrática em Angola – Angola24Horas

O presidente da Adalberto Costa Júnior lançou um apelo ao diálogo nacional e à participação cívica dos angolanos, numa mensagem publicada na sua página oficial nas redes sociais, onde defendeu uma visão de governação assente na inclusão, transparência e alternância democrática. Sob o lema “Vamos Dialogar”, o líder da UNITA destacou a importância da humildade […]

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Adalberto Costa Júnior apela ao diálogo e defende alternância democrática em Angola – Angola24Horas

O presidente da Adalberto Costa Júnior lançou um apelo ao diálogo nacional e à participação cívica dos angolanos, numa mensagem publicada na sua página oficial nas redes sociais, onde defendeu uma visão de governação assente na inclusão, transparência e alternância democrática.

Sob o lema “Vamos Dialogar”, o líder da UNITA destacou a importância da humildade na vida política, afirmando que “nenhum líder sabe tudo” e que “nenhum partido é dono da verdade absoluta”. Para Adalberto Costa Júnior, o reconhecimento da necessidade de cooperação entre diferentes actores políticos constitui um elemento fundamental para o fortalecimento da democracia.

Na publicação, o dirigente traçou uma distinção entre a visão política da UNITA e a do partido que governa o país. Segundo defendeu, enquanto o actual modelo de governação encara o Estado como pertencente a um grupo restrito, a sua formação política acredita num Estado ao serviço de todos os cidadãos, gerido com transparência, supervisionado por instituições independentes e aberto à diversidade de opiniões.

Adalberto Costa Júnior voltou também a sublinhar a importância da alternância no poder, classificando-a como um elemento essencial para a vitalidade democrática. Na sua visão, a renovação da liderança política contribui para o fortalecimento das instituições e para uma maior responsabilização dos governantes perante os cidadãos.

O presidente da UNITA afirmou ainda que o debate político em Angola deve centrar-se em princípios e valores, mais do que em disputas pessoais. Nesse sentido, defendeu um projecto político orientado para a devolução do protagonismo aos cidadãos, permitindo que os angolanos tenham um papel mais activo na definição do futuro do país.

A mensagem terminou com um convite directo à participação popular. O líder da oposição incentivou os cidadãos a partilharem as suas expectativas em relação aos governantes e aos partidos da oposição, bem como a reflectirem sobre a forma como cada pessoa pode contribuir para o desenvolvimento da sociedade.

A iniciativa surge num momento em que o debate sobre governação, transparência e participação cívica continua a ocupar um lugar central na agenda política angolana, com os diferentes actores a procurarem mobilizar os cidadãos para os desafios que o país enfrenta.


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Angola e Moçambique assinam acordo no sector espacial – Integrity Magazine https://portuguese.hcntimes.com/angola-e-mocambique-assinam-acordo-no-sector-espacial-integrity-magazine/ https://portuguese.hcntimes.com/angola-e-mocambique-assinam-acordo-no-sector-espacial-integrity-magazine/#respond Mon, 22 Jun 2026 16:41:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/angola-e-mocambique-assinam-acordo-no-sector-espacial-integrity-magazine/ Angola e Moçambique assinam acordo no sector espacial – Integrity Magazine

Angola e Moçambique assinaram esta segunda-feira, 22, dois memorandos de cooperação destinados a reforçar a colaboração bilateral nos sectores espacial, das comunicações, das tecnologias de informação e comunicação (TIC) e da meteorologia. Os acordos foram rubricados à margem da 5.ª Conferência Nacional das Comunicações, numa cerimónia que contou com a participação dos ministros Américo Muchanga, […]

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Angola e Moçambique assinam acordo no sector espacial – Integrity Magazine

Angola e Moçambique assinaram esta segunda-feira, 22, dois memorandos de cooperação destinados a reforçar a colaboração bilateral nos sectores espacial, das comunicações, das tecnologias de informação e comunicação (TIC) e da meteorologia.

Os acordos foram rubricados à margem da 5.ª Conferência Nacional das Comunicações, numa cerimónia que contou com a participação dos ministros Américo Muchanga, de Moçambique, e Mário Oliveira, de Angola.

No sector espacial, o memorando estabelece um quadro de cooperação, visando a partilha de conhecimentos, o desenvolvimento de capacidades técnicas e a promoção de iniciativas conjuntas ligadas à utilização de tecnologias espaciais para o desenvolvimento económico e social dos dois países.

O segundo instrumento de cooperação abrange os sectores das comunicações, das tecnologias de informação e comunicação e da meteorologia, prevendo o intercâmbio de experiências, a cooperação técnica e institucional, bem como a promoção de boas práticas em áreas estratégicas para a transformação digital e a modernização dos serviços públicos.

A delegação ministerial integra a Directora do Gabinete do Ministro, Laldemira Nambala, Directora de Intercâmbio do MINTTICS, Gisela Inácio, Director-Geral do GGPEN, Zolana João, e o PCA do INACOM, Joaquim Muhongo. Paralelamente, uma técnica e comercial do GGPEN integra a equipa para os trabalhos e testes, no âmbito dos esforços para promover a expansão da conectividade, a inclusão digital e o fortalecimento do ecossistema nacional das telecomunicações em Moçambique.

O GGPEN tem vindo a trabalhar em estreita colaboração com o Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), com vista à implementação de soluções de conectividade suportadas pelo satélite angolano ANGOSAT-2.

Neste contexto, a Estação Terrena de Boane, localizada na província de Maputo, já se encontra tecnicamente alinhada ao satélite ANGOSAT-2, estando actualmente a receber sinais e a realizar os testes operacionais necessários. As equipas técnicas encontram-se a trabalhar no sentido de concluir a fase de testes e assegurar a activação plena dos terminais remotos.

A Conferência Nacional das Comunicações de Moçambique decorre em Maputo, de 22 a 23 de Junho de 2026.

 

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Projetos habitacionais: Famílias clamam por serviços básicos https://portuguese.hcntimes.com/projetos-habitacionais-familias-clamam-por-servicos-basicos/ https://portuguese.hcntimes.com/projetos-habitacionais-familias-clamam-por-servicos-basicos/#respond Mon, 22 Jun 2026 12:02:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/projetos-habitacionais-familias-clamam-por-servicos-basicos/ Projetos habitacionais: Famílias clamam por serviços básicos

O projeto habitacional de Tali Sumbi, localizado na periferia de Cabinda, faz parte das urbanizações sociais construídas para reduzir o défice de habitação na província angolana. Mas as famílias denunciaram uma crise nos serviços básicos que está a forçar muitas pessoas a abandonarem as suas residências. O morador Ruben Kimpundo, residente no projeto habitacional, lamenta a atual […]

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Projetos habitacionais: Famílias clamam por serviços básicos

O projeto habitacional de Tali Sumbi, localizado na periferia de Cabinda, faz parte das urbanizações sociais construídas para reduzir o défice de habitação na província angolana. Mas as famílias denunciaram uma crise nos serviços básicos que está a forçar muitas pessoas a abandonarem as suas residências.

O morador Ruben Kimpundo, residente no projeto habitacional, lamenta a atual situação.

“É muito triste aquilo que estamos a viver. Cada vez mais as famílias estão a vender as suas casas por falta destas condições básicas. Espero que nos deem energia elétrica, que ajudem as nossas crianças com transporte público. Estamos mesmo a sofrer”, denuncia.

O abastecimento de água é atualmente feito por camiões-cisterna, mas os moradores queixam-se de que chega a faltar durante semanas.

“Em pleno século XXI o cidadão continua a reclamar a falta de água e energia? Isto são coisas sociais básicas. Algumas zonas cheiram mal, ou seja, a fezes por falta de água para as casas de banho. O pouco que se tem, não se pode desperdiçar na sanita”, desabafou.

No setor da educação, a situação é descrita como crítica, de acordo com a moradora Isabel Lopes. “As crianças com menos de 10 anos são obrigadas a percorrer cerca de 3 km diários a pé até à escola”, lamentou.

Medo e insegurança

Outra preocupação prende-se com a tranquilidade que deu lugar ao medo e à insegurança. Os moradores pedem a instalação de uma esquadra policial ou um posto móvel nas proximidades, de modo a garantir uma resposta rápida e dissuadir a ação dos criminosos.

O administrador municipal de Cabinda, Luís Yebo, afirma que o projeto recebe uma a duas cisternas diárias de água e que já está prevista a retoma e conclusão das obras da escola primária em curso.

“A estratégia de melhoria é do conhecimento da comissão de moradores e que o problema da mobilidade está a ser tratado em conjunto com o setor provincial de tutela, visando uma solução”, acrescentou.

O analista angolano Francisco Nguimbi alerta que entregar habitação sem planeamento urbano integrado compromete a dignidade das famílias e gera novos focos de pobreza.

“A habitação não pode ser vista apenas como estrutura física, mas como parte de um ecossistema que inclui saúde, educação transporte e saneamento”, defende.

Adaptar escritórios para resolver crise da habitação

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Da guerra no Irão ao conteúdo local Angolano https://portuguese.hcntimes.com/da-guerra-no-irao-ao-conteudo-local-angolano/ https://portuguese.hcntimes.com/da-guerra-no-irao-ao-conteudo-local-angolano/#respond Mon, 22 Jun 2026 08:44:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/da-guerra-no-irao-ao-conteudo-local-angolano/ Da guerra no Irão ao conteúdo local Angolano

Funcionários da Refinaria de Luanda a caminhar para as suas actividades laborais. Pub No meu artigo anterior, O Combustível Invisível da Instabilidade, procurei demonstrar que a instabilidade social não surge espontaneamente. Tal como um incêndio necessita de combustível para se propagar, também a instabilidade necessita de condições estruturais que a alimentem. Defendi então […]

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Da guerra no Irão ao conteúdo local Angolano

No meu artigo anterior, O Combustível Invisível da Instabilidade, procurei demonstrar que a instabilidade social não surge espontaneamente. Tal como um incêndio necessita de combustível para se propagar, também a instabilidade necessita de condições estruturais que a alimentem. Defendi então que o verdadeiro combustível da instabilidade em Angola não reside apenas nas dificuldades económicas do momento, mas sobretudo na incapacidade do modelo econômico vigente de transformar a riqueza nacional em prosperidade amplamente partilhada.

O argumento central era simples: quando uma economia gera milhares de milhões de dólares, mas apenas uma pequena fracção desse valor permanece no país sob a forma de empregos, competências, empresas e conhecimento, cria-se uma desconexão crescente entre a riqueza produzida e a realidade vivida pela população. Essa desconexão corrói progressivamente a legitimidade do sistema económico e, consequentemente, a estabilidade social.

Neste artigo pretendo expandir essa reflexão para uma dimensão geoestratégica. Se no primeiro texto analisei a relação entre criação de riqueza e estabilidade interna, neste procurarei demonstrar que os mesmos princípios que determinam a estabilidade das nações também determinam a estabilidade das ordens internacionais.

A guerra entre os Estados Unidos e o Irão oferece um exemplo particularmente interessante desta realidade. À primeira vista, poderá parecer estranho estabelecer uma ligação entre um conflito no Médio Oriente e a política de conteúdo local em Angola.

Contudo, ambos os fenómenos são manifestações de uma mesma dinâmica histórica: a tensão permanente entre poder e legitimidade. Durante demasiado tempo, as análises geopolíticas concentraram-se quase exclusivamente na distribuição do poder militar, económico e tecnológico. Contudo, a história demonstra repetidamente que o poder, por si só, raramente garante estabilidade duradoura. Impérios, Estados e sistemas económicos prosperam não apenas porque possuem força, mas porque conseguem construir mecanismos de inclusão que tornam essa força legítima aos olhos daqueles que dela dependem.

É precisamente esta lente que pretendo utilizar.

Ao observar a forma como o Irão procura desafiar a influência americana, não me interessa tanto a dimensão militar do conflito. Interessa-me compreender por que razão uma potência regional relativamente limitada consegue impor custos crescentes à maior potência militar da história moderna. A resposta, como veremos, reside menos na capacidade de destruição e mais na questão da legitimidade. E é precisamente aqui que a ligação com Angola se torna evidente. Porque o verdadeiro desafio do conteúdo local nunca foi apenas económico. Foi sempre político. Foi sempre social. E, acima de tudo, foi sempre estratégico.

A guerra entre os Estados Unidos e o Irão oferece uma lição particularmente relevante para Angola. Embora os Estados Unidos mantinham uma superioridade militar esmagadora, o conflito demonstra uma realidade frequentemente ignorada: a força, por si só, não garante estabilidade. A estabilidade duradoura nasce da legitimidade. E a legitimidade nasce da inclusão. O Irão compreendeu uma verdade estratégica fundamental

*Christian Bin Issa, VP da Mesa de Assembleia – ASSEA


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Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar https://portuguese.hcntimes.com/foram-descobertas-dezenas-de-novas-especies-animais-em-angola-um-tesouro-de-biodiversidade-ainda-por-explorar/ https://portuguese.hcntimes.com/foram-descobertas-dezenas-de-novas-especies-animais-em-angola-um-tesouro-de-biodiversidade-ainda-por-explorar/#respond Sun, 21 Jun 2026 16:01:00 +0000 https://portuguese.hcntimes.com/foram-descobertas-dezenas-de-novas-especies-animais-em-angola-um-tesouro-de-biodiversidade-ainda-por-explorar/ Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar

A víbora arborícola é uma espécie que vive na África Central, mas é rara em Angola. Paola Cirino Meteored Itália 21/06/2026 17:01 6 min Grilos blindados, aranhas fluorescentes e uma “lagarta acobreada” com uma coloração peculiar que ainda não foi oficialmente descrita são apenas alguns dos animais extraordinários que uma expedição do Wilderness Project acaba […]

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Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar
A víbora arborícola é uma espécie que vive na África Central, mas é rara em Angola.
Paola Cirino

Paola Cirino Meteored Itália 6 min

Grilos blindados, aranhas fluorescentes e uma “lagarta acobreada” com uma coloração peculiar que ainda não foi oficialmente descrita são apenas alguns dos animais extraordinários que uma expedição do Wilderness Project acaba de descobrir.

Até à data, existem mais de setenta espécies novas, mas os investigadores recolheram dezenas de amostras biológicas que poderão levar à identificação de outras espécies nos próximos meses.

O projeto, cujo objetivo é salvaguardar o imenso património de biodiversidade de África, centrou-se, nesta ocasião, num planalto remoto de Angola, que se mantinha praticamente inacessível aos cientistas há décadas.

Num recanto de África, um património de biodiversidade

Sabe-se agora até que ponto a biodiversidade do planeta está em perigo devido às atividades humanas e que o risco é grave. Desde o século XVI até hoje, extinguiram-se oitocentas espécies e muitas outras irão extinguir-se nas próximas décadas, com perdas preocupantes em termos de recursos alimentares, recursos médicos, qualidade da água, etc.

O grilo blindado, com o seu típico exoesqueleto dotado de espinhos.
O grilo blindado, com o seu típico exoesqueleto dotado de espinhos.

Neste cenário catastrófico, surge um pequeno raio de esperança das zonas mais remotas do planeta, neste caso o planalto de Lisima, banhado pelo rio Cassai, no leste de Angola. É daí que provém a água que sustenta ecossistemas e comunidades humanas a milhares de quilómetros de distância. Entre elas encontra-se, por exemplo, o delta do Okavango, Património Mundial da UNESCO.

Caberá, portanto, questionar por que razão uma zona tão importante permaneceu praticamente inexplorada. Décadas de guerra civil no país e as dificuldades de acesso ao planalto fizeram com que Lysima permanecesse, durante muito tempo, praticamente inacessível às expedições científicas.

Como resultado, as espécies animais que habitam esta zona, apesar da desflorestação e da ameaça constante representada pela indústria do diamante, podem chegar às centenas. É provável que algumas delas sejam endémicas desta parte do mundo.

Lisima: o paraíso oculto de espécies desconhecidas

Graças à expedição de 2026 ao planalto de Lisima, foi possível identificar algumas dezenas de espécies potencialmente novas para a ciência.

Entre elas, contam-se cerca de sessenta novas espécies de borboletas e traças, oito novas espécies de libélulas e três espécies de gafanhotos que nunca antes tinham sido observadas.

A estas juntam-se um novo grilo predador, uma nova borboleta, também observada na fase de lagarta, e duas novas aranhas muito peculiares.

O número definitivo será confirmado assim que as análises e a catalogação estiverem concluídas, mas a descoberta continua a ser, em qualquer caso, extraordinária pelo número e variedade de espécies.

As espécies mais espetaculares de Angola

O que torna a descoberta em Angola ainda mais fascinante são as características verdadeiramente únicas de alguns dos animais observados. Entre os que mais surpreendem e despertam a imaginação encontra-se a aranha tecelã de teias orbiculares, capaz de imitar a aparência das joaninhas. Esta é a estratégia da aranha para confundir os seus predadores e, assim, evitar ser devorada.

Ainda mais misteriosa é a aranha-caranguejo, que emite uma fluorescência azul visível sob luz ultravioleta. Esta aranha ainda não tem um nome científico oficial e desconhece-se a função desta característica.

O grilo predador com armadura observado em Angola é também uma espécie nova. É um caçador muito hábil, e igualmente eficiente na autodefesa. Não só está protegido por uma armadura de espinhos, como, se se sentir ameaçado, pode pulverizar a sua própria hemolinfa — ou seja, o equivalente ao sangue — contra outros insetos.

A víbora arborícola, embora não seja uma espécie nova, a sua descoberta revela-se surpreendente devido à raridade deste animal em Angola. A hipótese é que a víbora tenha chegado após percorrer quilómetros através das florestas congolesas.

Igualmente surpreendente foi a descoberta de oito espécies de libélulas, um número invulgarmente elevado para uma única expedição.

Referência da notícia

Tim Cocks – Scientists find new species of dragonfly, grasshopper and a fluorescent spider. Reuters /Junio 2026)


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Sobreviventes do 27 de Maio consideram “falsa” a lista das ossadas apresentada pela Civicop, em Angola, após encontrarem o seu próprio nome num inventário com mais de 600 corpos e detetarem graves irregularidades no processo. Em declarações à agência Lusa, Joaquim Sequeira, membro do Grupo de Sobreviventes que integra a Plataforma 27 de Maio, manifestou […]

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25 de Maio. Sobreviventes acham os nomes em lista de mortos – Observador

Sobreviventes do 27 de Maio consideram “falsa” a lista das ossadas apresentada pela Civicop, em Angola, após encontrarem o seu próprio nome num inventário com mais de 600 corpos e detetarem graves irregularidades no processo.

Em declarações à agência Lusa, Joaquim Sequeira, membro do Grupo de Sobreviventes que integra a Plataforma 27 de Maio, manifestou estupefação ao ver o seu nome incluído num inventário de restos mortais que deveria corresponder a vítimas do 27 de Maio, denunciando, assim, a falsificação da lista de ossadas encontradas no Cemitério do 14, em Luanda.

“Fiquei estupefacto quando soube da lista das ossadas encontradas no Cemitério do 14, em Luanda, e o meu nome está na lista. Devo ter feito uma viagem subterrânea, por acaso agora até Portugal”, contou, garantindo que não foi contactado por ninguém da Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos (Civicop). Para o sobrevivente, o inventário com mais de 600 corpos “é tudo falso”, acusando as autoridades angolanas de realizarem um processo “escandaloso” e “horrível”.

Numa análise ao documento, Sequeira afirmou ter reconhecido 13 pessoas que sobreviveram às prisões e detetou 83 pessoas que morreram noutras províncias, e não na capital angolana, onde foram encontrados em maio os restos mortais.

O membro do Grupo de Sobreviventes classificou a atuação da Civicop como “desrespeitosa” para com os sobreviventes e familiares dos desaparecidos. “Não tem feito absolutamente nada para que haja uma reconciliação. Tudo tem sido feito no sentido inverso”, referiu Sequeira.

Já Jorge Marques, outro sobrevivente que também tem o seu nome na lista, descreveu o trabalho da comissão como “defeituoso”. Os sobreviventes criticaram os métodos de exumação utilizados.

Joaquim Sequeira relatou imagens de escavadoras a remover e a misturar ossos indiscriminadamente com “objetos de tortura, seringas e roupa”, acrescentando Jorge Marques que os trabalhos não obedeceram “às normas internacionais”.

“É uma confusão tão grande que me admira muito como é que é possível eles saberem que são 603 corpos”, apontou Sequeira. As denúncias estendem-se ainda à fiabilidade dos testes de ADN.

Segundo Joaquim Sequeira, as análises realizadas em Portugal pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) a ossadas recuperadas em processos anteriores deram resultados negativos e errados. “Nenhum deles correspondeu às peças entregues para análise [pelos familiares]”, disse, exemplificando com o caso de uma família que procurava um parente com mais de 1,90 metros de altura e recebeu ossadas de “uma criança ou um anão”.

Marques observou ainda que a identificação exigiria “extrair o ADN da parte interior dos ossos” e que “Angola não tem esse tipo de tecnologia para [o] fazer”. Sobre este processo, a Lusa questionou o INMLCF, que se escusou a prestar esclarecimentos, alegando estar “sujeito a deveres legais de confidencialidade”.

A cooperação entre Portugal e Angola resultou de um acordo entre o ex-primeiro-ministro António Costa e o Presidente angolano, João Lourenço, tendo sido apresentado um relatório realizado por uma equipa de especialistas forenses, liderada por Duarte Nuno Vieira, ex-presidente do INMLCF e professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, segundo Joaquim Sequeira.

Sequeira disse ainda que o ex-diretor da Polícia Judiciária (PJ) e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves, apresentou um relatório à antiga ministra da Justiça Francisca Van Dunem.

Contudo, Marques salientou que “o Governo angolano não quis saber da opinião do professor de Medicina Legal” e procedeu à entrega de restos mortais que não correspondiam aos familiares.

Sequeira reiterou que o 27 de Maio de 1977 não passou de um “ajuste de contas por delito de opinião” para “limpar a sociedade de pessoas que tinham opinião diversa do regime que estava instituído”.

Contactada pela Lusa, a PJ esclareceu que o relatório foi pedido pelo Estado angolano e entregue às suas autoridades, existindo acordos de cooperação em vigor protocolados pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), além da formação dada a quadros angolanos em Portugal.

Em março de 2023, os órfãos da Associação M27 denunciaram, numa “carta a Angola”, a “máquina de propaganda” do Governo angolano e da Civicop ao realizar cerimónias fúnebres em vésperas de eleições, qualificando o processo como “um exercício de crueldade”.

Segundo a associação, os restos mortais entregues às famílias, incluindo os de Sita Valles e José Van Dunem, não correspondem aos testes de ADN.

Em 27 de maio de 1977, houve uma alegada tentativa de golpe de Estado em Angola, liderada por Nito Alves, que foi seguida por uma vaga de repressão por parte do regime do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).


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Sobreviventes do 27 de Maio em Angola acham os próprios nomes em lista de mortos da Civicop – Mundo


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