Co-fundador da Coinbase se reúne com autoridades dos EUA e da Venezuela em uma importante iniciativa de investimento

Principais conclusões

Fred Ersham, da Coinbase, demonstra interesse no potencial de recuperação econômica da Venezuela

Embora a Venezuela venha enfrentando uma crise econômica há anos, incluindo desvalorização e hiperinflação, eventos recentes trouxeram a possibilidade de uma recuperação, com ganhos potenciais para os investidores internacionais que participarem.

Fred Ersham, cofundador da Coinbase, corretora de criptomoedas sediada nos EUA, e da Paradigm, uma empresa de capital de risco, viajou para a Venezuela várias vezes e tem se reunido com autoridades governamentais, incluindo a presidente interina Delcy Rodriguez e o secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, de acordo com a Bloomberg. O motivo por trás dessas visitas seria explorar investimentos, já que o país busca se reinserir no sistema econômico internacional.

Ersham, com um patrimônio líquido de US$ 2,6 bilhões, estaria interessado em investir em vários setores da economia venezuelana, incluindo fintech e pagamentos, mas também em energia e gás.

Ele apareceu esta semana em um evento de tecnologia organizado por um dos principais bancos estatais, o Banco de Venezuela, para promover o potencial do país de se tornar “o melhor país da América Latina”.

Em reuniões privadas com líderes empresariais, Ersham destacou que os ativos na Venezuela estavam “profundamente subvalorizados” e que agora era o momento de investir no país. No entanto, nenhum acordo havia sido divulgado até o momento da redação desta matéria.

Embora os venezuelanos tenham conseguido construir sua própria infraestrutura financeira usando exchanges de criptomoedas como a Binance como porta de entrada para stablecoins, o país está maduro para receber empresas internacionais de serviços financeiros como a Coinbase, que também poderia expandir sua influência como parte do sistema financeiro alternativo da nação.

Outras empresas buscam se posicionar para fornecer serviços financeiros institucionais durante um período de transição. O Erebor Bank estaria disposto a conectar o sistema financeiro venezuelano ao mundo, oferecendo linhas de correspondência com bancos venezuelanos e criando subcontas para clientes. Jacob Hirshman, cofundador do Erebor, teria sugerido a ideia ao novo presidente do Banco Central da Venezuela, Luis Perez.

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