Um comboio de veículos militares e blindados partiu de Manaus rumo à fronteira norte do Brasil nesta sexta-feira, o movimento é uma resposta às recentes tensões em torno da reivindicação da Venezuela sobre a região de Essequibo, na Guiana.
Envio de efetivo militar ao norte do país
Mais de 20 veículos chegaram à capital amazonense por transporte fluvial e alguns partiram por estrada para Boa Vista, em Roraima. Nesta localidade, o efetivo local será ampliado para 600 soldados, conforme um comunicado divulgado pelo Exército.
Veículos para reforço militar incluem blindados Cascavel e Guarani
O grupo militar é composto por seis blindados Cascavel, veículo brasileiro de seis eixos com um canhão de 37 mm; oito Guarani, veículo de transporte de pessoal; e 14 Guaicuru, um blindado leve de tração nas quatro rodas. Os blindados mais pesados foram transportados em caminhões-plataforma.
O Exército, no entanto, não declarou se os veículos ficariam em Boa Vista ou seriam transferidos para Pacaraima, na fronteira com a Venezuela.
Conflito entre Venezuela e Guiana tem origem da territorial
Este reforço na segurança ocorre no contexto do regime de Nicolás Maduro ter revivido uma disputa histórica entre Venezuela e Guiana pelo controle do Essequibo, território guianense que corresponde a cerca de dois terços do país e é majoritariamente composto por mata fechada.
Esta região é relevante não só pela sua extensão mas também pela sua riqueza em minérios e pelos grandes depósitos de petróleo e gás descobertos ao longo dos anos na costa do Essequibo, atualmente explorados por empresas estrangeiras.
Brasil intervém em questão diplomática entre Venezuela e Guiana
Essa retomada de reivindicações de Caracas levou o Brasil a afirmar que não permitiria que a Venezuela usasse o território brasileiro em Roraima para chegar a Essequibo. Qualquer invasão do território por via terrestre passaria obrigatoriamente por ele.
Um relatório das Forças Armadas do Brasil constatou que a Venezuela não possui capacidade militar para invadir a Guiana, citando “pouca capacidade logística” para apoiar missões além da fronteira.
O documento também ressaltou que o Brasil possui um plano de contingência para evitar qualquer incursão militar venezuelana contra a Guiana passando pelo território brasileiro. Desta forma, a expectativa é para uma solução pacífica, sem a necessidade de conflitos armados.
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