O autodenominado Grupo de Reflexão para a Renovação e Salvação do PAIGC anunciou para 09 e 10 de maio a realização do XI congresso do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde, alegando que a atual direção não tem condições para continuar.
Esta sexta-feira (08.05), véspera da data, o grupo informou, numa carta divulgada pela imprensa guineense, que a reunião magna do partido irá decorrer “o mais rapidamente possível, logo que sejam levantadas as restriçõesimpostas pelo Governo [de transição] relativamente às atividades que envolvam grandes aglomerações de pessoas”.
Sem nova data
Sem mencionar nova data ou fazer referência ao adiamento daquela que tinha anunciado, o grupo refere na carta que estão “em curso outras démarches a nível organizacional que prioriza grandes consensos sobre a realização do congresso”.
Reafirma ainda “a sua firme determinação” na organização da reunião magna do partido e indica que aguarda a decisão das autoridades competentes sobre a suspensão da proibição de aglomerações para anunciar “de imediato nova data para a realização do XI congresso extraordinário do PAIGC”.
O Grupo de Reflexão é composto por dirigentes do partido que se mantiveram no Governo depois da dissolução, em 2023, da maioria PAI-Terra Ranka, a coligação liderada pelo PAIGC, e que integram o atual executivo de transição nomeado pelos militares depois do golpe de Estado de novembro de 2025.
Os contestatários da atual liderança alegam que o presidente do partido, Domingos Simões Pereira, que permanece em prisão domiciliária, não tem mais condições para dirigir o partido.
Na carta aos militantes, o grupo refere que já reuniu “as 250 assinaturas por cada região” exigidas nos estatutos.
A direção do partido acusa o grupo de querer assaltar o poder e anunciou a antecipação do congresso, tendo convocado uma reunião do Comité Central para o efeito, a 28 de março.
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