Angola lança Convention Bureau para reforçar captação de eventos internacionais

As condições infraestruturais, principalmente da capital angolana, a crescente capacidade da província para acolher eventos de grande dimensão, os investimentos estruturantes em curso, a expansão da rede hoteleira e a melhoria das acessibilidades, são fatores, conforme foi destacado, que posicionam Luanda como um polo competitivo para a realização de conferências, exposições e encontros internacionais a serem impulsionados pelo Angola Convention Bureau, publica o Ministério angolano do Turismo nas redes sociais.

Na sua intervenção na cerimónia de apresentação deste projeto, que reuniu membros do Executivo, representantes de organizações internacionais, operadores turísticos e empresários do setor, o ministro do Turismo, Márcio Daniel, enquadrou o lançamento do Angola Convention Bureau como uma resposta estratégica à necessidade de estruturar o segmento do turismo de negócios em Angola.

“O Angola Convention Bureau é a peça que faltava para que o país possa tirar maior proveito das infraestruturas já construídas ligadas ao turismo de eventos”, afirmou o governante.

Igualmente, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, considerou o Angola Convention Bureau como um instrumento estruturante para a promoção organizada de Angola no mercado internacional de eventos, recordando que o país já demonstrou capacidade para acolher grandes encontros internacionais, como cimeiras de dimensão continental e intercontinental, que mobilizaram milhares de participantes, daí que esses marcos evidenciassem a necessidade de uma entidade dedicada à captação e coordenação destes eventos.

O evento contou igualmente com a presença do CEO da International Congress and Convention Association (ICCA), Senthil Gopinath, que destacou o impacto crescente do turismo de negócios a nível global e, em particular, em África, evidenciando o potencial de Angola como destino emergente, mas com capacidade para se afirmar no panorama internacional do setor. “Angola está pronta em todos os sentidos. A mensagem que levamos ao mundo é clara. O país pode acolher grandes reuniões e eventos”, exprimiu.

O responsável explicou à imprensa angolana que a plataforma da associação será utilizada para divulgar Angola junto de clientes corporativos, associações internacionais e organizadores de eventos, contribuindo para o aumento da visibilidade do país e a atração de investimento estrangeiro. Referiu ainda que a parceria estabelecida com Angola tem uma perspectiva de longo prazo, centrada na formação, capacitação e transferência de conhecimento.

O Angola Convention Bureau, constituído por uma parceria estratégica entre o setor público e privado, surge num contexto de consolidação das infraestruturas nacionais, com um aeroporto internacional moderno, uma rede hoteleira de padrão internacional, infraestruturas dedicadas à realização de eventos e uma força de trabalho jovem e dinâmica, que tem como missão posicionar Angola como a sala de reuniões de África (The Meeting Room in Africa), afirmando o país como destino competitivo no segmento MICE, atraindo eventos internacionais de elevado impacto e gerando benefícios concretos para a economia nacional, desde a captação de investimento à promoção do conhecimento e ao desenvolvimento sustentável.

O CEO do Grupo Arena, Bruno Albenaz, revelou que os eventos que Angola albergou em 2025, como cimeiras, permitiram movimentar cerca de 18,5 milhões de dólares na economia nacional, abrangendo diversos serviços associados ao sector.

Segundo o responsável, deste montante, aproximadamente 9,7 milhões de dólares correspondem ao impacto direto na indústria de eventos, refletindo a dinâmica das empresas organizadoras, fornecedores técnicos e espaços de conferência.

Bruno Albenaz, que intervinha na mesa-redonda subordinada ao tema “Angola: A sala de eventos de África – transformando hospitalidade e serviços em eventos memoráveis”, no âmbito do painel sobre a realidade do MICE em Angola, considerou tratar-se de uma indústria robusta e em crescimento, avança a Angop.

Defendeu ainda que o país deve apostar na criação de experiências memoráveis, indo além da componente técnica dos eventos, como forma de atrair e fidelizar participantes, tendo, no entanto, apontado os desafios ligados aos custos operacionais e à necessidade de investimento em equipamentos e soluções modernas.

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