Quando obteve a decisão a seu favor, Ana afirmou, em entrevista ao UOL, que finalmente se sentia livre. “Amo tanto a vida e a respeito tanto, que desejo que meu último momento continue assim, amando a vida. Não com dor e sofrimento. Lutei para não guardar a sensação de tristeza e rancor que sofri quando estive internada em uma UTI. Lutei pela minha vida.”
A peruana escrevia textos e poesias em um blog, era ativa nas redes sociais e fez ensaios fotográficos em que refletia sobre a beleza de seu corpo marcado por intervenções médicas. Ela ficou conhecida por combater estereótipos sobre mulheres com doenças degenerativas.
A notícia sobre a morte de Ana foi divulgada por sua advogada, Josefina Miro Quesada, em um comunicado nesta segunda (22).
Ana morreu em seus próprios termos, de acordo com sua ideia de dignidade e em pleno controle de sua autonomia até o final. […] Partiu agradecida com todas as pessoas que deram eco à sua voz, que a acompanharam em sua luta e que, de maneira incondicional, apoiaram sua decisão com amor e empatia.
Josefina Miro Quesada, advogada de Ana Estrada
Precedentes
A decisão histórica abriu precedentes para outros casos. Em fevereiro, outra peruana, Maria Benito Orihuela, portadora de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), também obteve na Justiça do país o direito à morte digna, mas ainda não conseguiu o cumprimento da decisão.
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