Muitas vezes associa-se o risco de cancro da mama a fatores genéticos ou histórico familiar, mas o estilo de vida também pode influenciar o risco ao longo do tempo.
Os padrões de estilo de vida incluem fatores como consumo de álcool, atividade física e hábitos alimentares. Especialistas em nutrição revelaram ao EatingWell os hábitos alimentares e de estilo de vida que podem influenciar o risco de cancro da mama.
1. Consumo de álcool
O álcool é um fator alimentar associado ao risco de cancro da mama. Estudos sugerem que mesmo baixos níveis de consumo de álcool podem estar associados a um risco elevado.
“O álcool é um dos poucos fatores alimentares que apresenta uma relação bastante consistente com o aumento do risco de cancro da mama”, nota a nutricionista Kate Dwyer. “A boa notícia é que não precisa de ser extremo. Menos é mais, mas reduzir o consumo ainda traz benefícios”.
O álcool pode influenciar o risco de cancro da mama de diversas formas, incluindo o aumento dos níveis de estrogénio e a contribuição para danos no ADN devido ao meio do acetaldeído, um composto formado quando o corpo metaboliza o álcool.
A mudança mais útil será deixar de consumir bebidas alcoólicas à noite ou estabelecer dias da semana sem álcool.
2. Consumo de alimentos ultraprocessados
Uma refeição pronta ou um lanche rápido ocasional não contribui para o risco de cancro da mama. A maior preocupação é o padrão alimentar que se pode desenvolver quando alimentos processados compõem a maior parte da dieta.
Com o tempo, refeições baseadas em hidratos refinados, carnes processadas e alimentos com baixo teor de fibras podem deixar menos espaço para alimentos mais associados à prevenção do cancro, incluindo vegetais, frutas, feijões, lentilhas, grãos integrais, nozes e sementes.
“Um aspeto que, muitas vezes passa despercebido, é o consumo regular de alimentos processados, sobretudo aqueles ricos em hidratos e carnes processadas”, nota Dwyer. “Não estou a dizer que nunca mais pode comer esses alimentos, (…) mas isso pode afetar a sua saúde”.
O consumo de alimentos processados pode facilitar a ingestão de menos alimentos vegetais ricos em fibras e mais grãos refinados, açúcares adicionados e carnes processadas.
3. Falta de atividade física
A prática de exercício físico ajuda a reduzir o risco de cancro da mama. Isto acontece por o exercício influencia os níveis de estrogénio, a sensibilidade à insulina e a inflamação, três vias fisiológicas envolvidas no desenvolvimentos de alguns tipos de cancro da mama.
“O exercício reduz o risco de cancro da mama, principalmente através dos seus efeitos sobre as hormonas e inflamação”, afirma a nutricionista Jess Baker. “Este diminui o estrogénio, melhora a sensibilidade à insulina e reduz os marcadores inflamatório que podem impulsionar o crescimento de células cancerígenas”.
Outras dicas para reduzir o risco de cancro da mama
– Conheça o seu histórico familiar: informe o seu médico se parentes próximos tiveram cancro da mama, ovário, pâncreas ou próstata, sobretudo em idades mais jovens. Isto pode ajudar a determinar se exames de rastreio mais precoces são apropriados.
– Pergunte se a densidade das suas mamas altera o seu plano de rastreio: o tecido mamário denso pode dificultar a leitura das mamografias, estando também associado a um risco maior de cancro da mama.
– Mantenha as mamografias em dia: o rastreio não previne o cancro da mama, mas pode ajudar a detetá-lo precocemente. Pergunte ao seu médico quando deve começar a fazer rastreios e com que frequência precisam de ser feitos.
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